MERCADO FINANCEIRO
Indícios
A alta de quase 5% acumulada nos seis pregões anteriores já dava indícios de que o pregão de ontem seria de realização de lucros. E o dia até começou assim, mas não foi só isso. A agência de classificação de risco Moody's rebaixou de uma só vez quatro graus da nota de Portugal e deixou os investidores mal humorados no meio da tarde. As bolsas que estavam abertas renovaram as mínimas, mas a Bovespa ainda conseguiu se segurar nos 63 mil pontos.
Perdas
O Ibovespa encerrou a terça-feira com perda de 1,33%, aos 63.038,81 pontos. Na mínima, registrou 63.030 pontos (-1,35%) e, na máxima, o 63.886 pontos (-0,01%). No mês, acumula ganho de 1,02% e, no ano, queda de 9,04%. O giro totalizou R$ 4,979 bilhões.
Rebaixado
A Moody's rebaixou o rating da dívida soberana de longo prazo de Portugal para Ba2, de Baa1, atribuindo perspectiva negativa ao novo rating, e justificou a decisão, entre outras coisas, com ''o risco crescente de que Portugal vá requerer uma segunda rodada de financiamento oficial antes que possa voltar ao mercado privado, e a possibilidade crescente de que a participação de credores do setor privado seja requerida como precondição''.
Renovação
As bolsas renovaram as mínimas logo após o anúncio, mas o tombo da Bovespa foi maior. As bolsas norte-americanas operaram próximas da estabilidade e fecharam assim. Dow Jones caiu 0,10%, aos 12.569,79 pontos, S&P perdeu 0,13%, aos 1.337,88 pontos, e Nasdaq avançou 0,35%, aos 2.825,77 pontos.
De leve
As bolsas da Europa fecharam antes do rebaixamento e terminaram com oscilações pequenas, sem uniformidade, pressionados pela China e pela expectativa com os dados do mercado de trabalho nos EUA.
Subida
Na Nymex, o contrato do petróleo com vencimento em agosto subiu 2,05%, para US$ 96,89. Os metais também fecharam em alta, apesar de a China voltar ao radar dos investidores diante das preocupações de que novas altas de juros sejam praticadas pelo país.
Devolução
Os receios com um novo aperto monetário na China prejudicaram os papéis de empresas do setor de mineração pelo mundo. No Brasil, Vale devolveu parte dos ganhos das últimas sessões ao cair 2,01% na ON e 1,53% na PNA. O setor siderúrgico também teve perda forte: Gerdau PN, -2,28%, Metalúrgica Gerdau PN, -1,40%, Usiminas ONA, -1,69%, e CSN ON, -1,02. Petrobras ON terminou em baixa de 0,91% e PN, de 1,01%.
Ganhos
Após cair 3,18% nas seis sessões anteriores e atingir o menor valor em 12 anos, o dólar à vista oscilou o dia todo com sinal positivo e fechou com ganho de 0,77%, a R$ 1,5650 no balcão. Na BM&F, o dólar pronto terminou em alta de 0,71%, cotado a R$ 1,5645. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h34 somava US$ 2,164 bilhões, dos quais US$ 1,711 bilhão em D+2.
No futuro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar para agosto de 2011 subia 0,70%, para R$ 1,5720, com um volume financeiro de US$ 15,559 bilhões. Apesar do alerta de Mantega, o Banco Central fez somente um leilão de compra de moeda à vista hoje e definiu a taxa de corte em R$ 1,5644, levemente acima da cotação à vista do dólar durante a operação, de R$ 1,5640.
Recuo
Em Nova York, às 16h44, o euro recuava a US$ 1,4425, de US$ 1,4541 de segunda-feira. O dólar subia a 81,07 ienes, de 80,77 ienes na véspera, e valia 0,8409 franco suíço, de 0,8475 franco suíço na segunda-feira.
Juros
Ao término na negociação normal na BM&F, o DI para outubro (91.045 contratos) marcava 12,38%, de 12,37% no ajuste. O DI janeiro de 2012, com giro de 161.495 contratos, estava em 12,47%, ante 12,46%. O janeiro de 2013 (157.285 contratos) subia de 12,64% para 12,68%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (21.090 contratos) tinha taxa de 12,32% (máxima), ante 12,26% ontem, enquanto o janeiro de 2021 (2.285 contratos) subia a 12,19% (máxima), de 12,13%.
(Agência Estado)





