MERCADO FINANCEIRO
Técnico
Por causa do feriado norte-americano do Dia da Independência, a Bovespa teve um pregão técnico e de giro fraco ontem. Mas conseguiu se firmar em alta depois de um início titubeante, com a ajuda de Vale e siderúrgicas.
Em elevação
O Ibovespa terminou a segunda-feira com elevação de 0,78%, aos 63.891,31 pontos, na máxima pontuação do dia e maior nível desde 3 de junho (64.340,50 pontos). Na mínima, registrou 63.314 pontos (-0,13%). Foi a sexta sessão seguida em alta, período no qual acumulou ganho de 4,71%. No mês, sobe 2,38% e, no ano, perda de 7,81%. O giro financeiro totalizou R$ 2,721 bilhões, o menor desde 30 de maio, quando somou apenas R$ 1,689 bilhão, também por causa de outro feriado (Memorial Day nos EUA e bancário em Londres).
Morosidade
''Esse é o pior feriado, todo o mundo para'', afirmou o operador da Icap Carlos Augusto Nielebock ao destacar a morosidade da sessão de ontem. Se num dia normal os estrangeiros já estavam relutando para ingressar na Bovespa, sem os EUA trabalhando a aversão foi ainda maior. Vale destacar que os estrangeiros retiraram R$ 344,236 milhões líquidos da Bovespa no mês de passado. No acumulado do ano até junho, as retiradas superam as entradas de capital externo na Bolsa em R$ 1,111 bilhão.
Sem referência
Sem a referência dos EUA, a Europa foi acompanhada à distância pela Bovespa. Lá, as bolsas fecharam sem trajetória uniforme, também prejudicadas pelo giro mais fraco. As quedas foram lideradas pelas ações de bancos, pressionadas por um alerta da Standard & Poor's sobre a Grécia. No Brasil, as ações da Vale e siderúrgicas se destacaram em alta. Vale ON subiu 1,28% e PNA, 0,90%. Gerdau PN, 2,58%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,82%, Usiminas PNA, 2,23%, e CSN ON, 1,45%. Petrobras ON, -0,19%, e PN, +0,21%.
Aprovado
Pão de Açúcar PN caiu 1,23%. Ontem, o conselho do Carrefour informou, em comunicado, que aprovou o plano para fusão com o grupo brasileiro. O Casino, por sua vez, disse que abriu na sexta-feira um segundo pedido de arbitragem na Câmara de Comércio Internacional contra a família Diniz. Em comunicado ao mercado, o grupo de Abílio Diniz adiantou que ainda ''não recebeu qualquer citação processual ou peça do procedimento arbitral mencionado por Casino, não tendo ainda tomado conhecimento do seu teor''.
Oscilação
O dólar no mercado doméstico oscilou pouco e com volume financeiro reduzido, mas fechou em baixa, pela sexta vez seguida, e na cotação mínima do balcão, de R$ 1,5530 (-0,26%) - ainda o menor valor desde 18 de janeiro de 1999, quando terminou em R$ 1,5384. Nestes seis dias de perdas acumuladas, o dólar balcão desceu 3,18%. Os negócios locais foram afetados pelo feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos que transferiu as atenções dos investidores para a Europa, o novo cálculo da taxa Ptax que desestimula operações casadas e a forte depreciação recente da divisa norte-americana ante o real. Na BM&F, o dólar pronto recuou 0,26%, para R$ 1,5535.
Giro
O giro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h30 somava apenas US$ 835,8 milhões, sendo US$ 800,1 milhões em D+2. Este é o segundo menor volume em D+2 registrado este ano, após os US$ 673 milhões de 25 de janeiro de 2011. Na Quarta-feira de Cinzas, dia 9 de março, quando o mercado trabalhou meio período, foram registrados US$ 801 milhões em D+2, informou a Renascença Corretora.
No futuro
No mercado futuro, às 16h47, o dólar para agosto de 2011 caía 0,38%, para R$ 1,5610, com um volume movimentado de US$ 4,18 bilhões. Os cinco vencimentos de dólar negociados giraram US$ 4,35 bilhões. Diante de um fluxo cambial fraco, o Banco Central fez somente um leilão de compra à vista à tarde, em que fixou a taxa de corte em R$ 1,5555.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI para outubro de 2012, com apenas 44.115 contratos, marcava 12,36%, nivelado ao ajuste de sexta-feira. O DI janeiro de 2012 (79.070 contratos) também ficou estável em 12,46%, enquanto o janeiro 2013, com giro de 73.995 contratos, apontava 12,64%, ante 12,67%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (5.215 contratos) cedia a 12,26%, de 12,28% na sexta-feira, e o janeiro de 2021 (110 contratos) ia de 12,15% para 12,13%.
(Agência Estado)





