MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
Apesar do final do mês, de semestre e de as bolsas internacionais operarem em alta ontem, a Bovespa oscilou no vermelho praticamente o dia todo, também a despeito do avanço das blue chips. Assim, a pequena elevação do dia foi garantida apenas nos ajustes finais. No semestre, o mercado acionário brasileiro terminou com perdas próximas a 10%.
Alta
O Ibovespa terminou a quinta-feira com ganho de 0,11%, aos 62.403,64 pontos. Na mínima, registrou 61.959 pontos (-0,60%) e, na máxima, os 62.574 pontos (+0,39%). Terminou junho com baixa de 3,43%. No ano, a queda acumulada atingiu 9,96%. O giro financeiro totalizou R$ 5,646 bilhões.
Hipóteses
Os especialistas encontraram dificuldade em explicar o comportamento da Bovespa nessa sessão, principalmente porque o exterior exibiu alta robusta. Várias foram as hipóteses levantadas: troca de papéis em carteiras pelo investidor; falta de apetite pelos estrangeiros; e a possibilidade de um aumento mais prolongado da taxa básica de juros, depois que o Relatório Trimestral de Inflação, de quarta-feira, deixou essa porta aberta. Nesse último caso, o sinal amarelo acendeu nos setores voltados a consumo, como varejo e construção civil.
Indicadores favoráveis
Em Wall Street, os investidores fizeram compras pautados pelo noticiário grego e pelos indicadores favoráveis no país. Dow Jones, +1,25%, aos 12.414,34 pontos, S&P, +1,01%, aos 1.320,64 pontos, e Nasdaq, +1,21%, aos 2.773,52 pontos. No mês, os índices recuaram 1,24%, 1,83% e 2,18% e, no ano, subiram 7,23%, 5,01% e 4,55%, respectivamente.
Europa
As bolsas europeias também subiram, depois que o parlamento grego sacramentou a aprovação, na quarta-feira, das medidas de arrocho e, ontem, da legislação para colocá-las em prática. Para ajudar, os maiores bancos da Alemanha concordaram em fazer parte de um novo programa de ajuda.
Petrobras
A notícia de que o BG Group dobrou suas estimativas para as reservas de petróleo na Bacia de Santos favoreceu as ações da Petrobras, que subiram 1,94% na ON e 1,45% na PN. No mês, no entanto, os papéis caíram 2,16% e 1,54% e, no ano, 12,65% e 11,44%, respectivamente. Vale PN subiu 0,71% hoje (-1,51% mês e -8,99%, ano) e PNA, 0,52% (-0,45% e 6,15%, mês e ano). Na Nymex, o contrato para agosto subiu 0,68%, a US$ 95,42 o barril.
Dólar
O dólar à vista caiu ontem, pelo quarto dia consecutivo, e fechou junho e o primeiro semestre do ano a R$ 1,5610 (-0,51%) no balcão - menor valor desde 19 de janeiro de 1999, quando encerrou em R$ 1,5580, segundo o AE Taxas. Na BM&F o dólar pronto terminou a sessão em baixa de 0,74%, a R$ 1,560. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h43 de ontem somava US$ 4,017 bilhões, sendo US$ 3,074 bilhões em D+2.
Queda
Em consequência, nas quatro sessões desta semana, a perda acumulada do dólar balcão foi de 2,68%. Em junho, a desvalorização somou 1,14%. No 1º semestre e ano, o declínio é de 6,19%.
Mercado futuro
No mercado futuro, a rolagem de contratos registrou cinco vencimentos negociados, todos em baixa, com um volume total de US$ 21,982 bilhões até 16h25. O vencimento de dólar para agosto de 2011 passou a ser o mais negociado, e às 16h44 projetava baixa de 0,57%, a R$ 1,5705, com um giro de US$ 20,548 bilhões. No mesmo horário, o dólar julho de 2011, que vence hoje e será liquidado pela taxa Ptax de ontem, caía 0,48%, a R$ 1,5610, com giro de apenas US$ 1,386 bilhão.
Leilões
Desde quarta-feira, o Banco Central voltou a fazer dois leilões de compra de moeda à vista. As taxas de corte nos leilões de ontem foram de 1,5619 e R$ 1,561. O governo também voltou a prometer novas medidas para evitar uma apreciação acentuada do real.
Câmbio
Em nova York, às 16h48, o euro valia US$ 1,4514, de US$ 1,4428 no fim da tarde de quarta-feira. O dólar estava em 80,49 ienes, de 80,80 ienes na quarta-feira, e subia a 0,8404 franco suíço, de 0,8342 franco suíço na véspera.
Juros
Ao término na negociação normal na BM&F, o DI com vencimento em outubro de 2011 projetava 12,36%, ante 12,34% no ajuste de quarta-feira, com 121.335 contratos. O janeiro de 2012 (263.220 contratos) tinha taxa de 12,47%, de 12,44%, e o DI janeiro de 2013 (390.190 contratos) apontava 12,69%, ante 12,59%.
(Agência Estado)





