MERCADO FINANCEIRO
Riscos
A expectativa de que o Parlamento grego não fará outra coisa senão aprovar o pacote de arrocho do governo, hoje, fez com que os investidores tomassem risco. Isso significou alta das commodities e também das ações, levando a Bovespa de volta aos 62 mil pontos. Aqui, no entanto, os papéis do Pão de Açúcar roubaram a cena, com a oferta feita pelo BTG ao Carrefour para fundir as ações da subsidiária brasileira com a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD).
Em alta
O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,77%, aos 62.303,37 pontos, maior nível desde 10 de junho (62.697,16 pontos). Na mínima, registrou 61.216 pontos (estável) e, na máxima, os 62.309 pontos (+1,78%). No mês, o índice cai 3,59% e, no ano, 10,10%. O giro financeiro totalizou R$ 5,668 bilhões.
Assunto
A oferta apresentada pelo BTG ao Carrefour para que as ações da subsidiária brasileira da varejista francesa se fundissem com as da CBD na recém-formada holding Gama, do BTG Pactual, foi o assunto das mesas nesta sessão, embora os papéis do Pão de Açúcar tenham participação pequena no Ibovespa.
Na liderança
Pão de Açúcar PN subiu 12,64%, e liderou as altas do índice, embora a proposta ainda precise de aprovação dos envolvidos e também tenha que passar pelo Cade. O giro do papel somou R$ 431,017 milhões, o segundo maior do dia, atrás de Vale PNA (R$ 492,814 milhões).
Influências
Influenciadas pela alta das matérias-primas, Petrobras ON subiu 1,65% e PN, 1,60%, enquanto Vale ON terminou em +1,22%, e PNA, em +1,04%. Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto ficou 2,51% mais caro, cotado a US$ 92,89 o barril. Os bancos também subiram, influenciados pelos dados de crédito divulgados ontem pelo Banco Central. Bradesco ON, +2,96%, Itaú Unibanco PN, +2,97%, BB ON, +2,20%, e Santander unit, +2,90%.
Alívio
No exterior, a sinalização dos bancos alemães de apoio ao plano francês sobre a participação dos credores privados na ajuda à Grécia contribuiu com o alívio visto lá fora e os investidores compraram ativos de risco. As bolsas europeias subiram e também as norte-americanas, com um pouco mais de vigor. O Dow Jones encerrou o dia com ganho de 1,21%, aos 12.188,69 pontos, o S&P avançou 1,29%, aos 1.296,67 pontos, e o Nasdaq encerrou com elevação de 1,53%, aos 2.729,31 pontos.
Em queda
O dólar teve mais uma rodada de queda ante o euro e o real, mas as perdas foram mais acentuadas diante da moeda brasileira. O dólar no mercado interbancário de câmbio à vista terminou em baixa de 1,13% (maior perda desde 7/4/11, quando caiu 1,73%), cotado a R$ 1,5780, no menor valor desde o fechamento dia 7 de junho, a R$ 1,5770. Na BM&F, o dólar pronto também cedeu 1,13%, para R$ 1,5775. O giro financeiro à vista registrado até 16h40 na clearing de câmbio somava US$ 3,673 bilhões, sendo US$ 3,621 bilhões em D+2.
No futuro
No mercado futuro, às 16h49, o dólar julho de 2011, que vence nesta sexta-feira (1º/7), caía 1,07%, a R$ 1,5790, com um volume financeiro movimentado de US$ 20,584 bilhões, de um total transacionado de US$ 21,072 bilhões com três vencimentos, segundo a BM&FBovespa. À tarde, o BC comprou dólar no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,5772.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI com vencimento em outubro (35.575 contratos) projetava 12,33%, nivelado ao ajuste. O janeiro de 2012, com 109.910 contratos, marcava 12,41%, de 12,40%, enquanto o DI para janeiro de 2013 (152.790 contratos) apontava 12,55%, ante 12,50%. O vencimento janeiro de 2014 (66.440 contratos) subia de 12,45% para 12,51%. Nos longos, o DI para janeiro de 2017 (24.230 contratos) subia para 12,27%, de 12,22% na véspera, e o janeiro de 2021 avançava de 12,11% para 12,15%, com giro de 4.635 contratos.
Na Europa
Os principais índices acionários europeus fecharam em alta ontem impulsionados pelo aumento do otimismo de que uma solução será encontrada para os problemas da dívida grega. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,22 ponto, ou 0,46%, para 265,23 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 avançou 44,54 pontos, ou 0,78%, para 5.766,88 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 55,34 pontos, ou 1,46%, para 3.851,89 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em alta de 62,53 pontos, ou 0,88%, a 7.170,43 pontos.
(Agência Estado)





