Marcha lenta
O final de semana prolongado acabou, mas a Bovespa ainda viveu mais um dia de feriado. O índice acompanhou a alta do mercado norte-americano, mas numa sessão de giro fraco, um pouco acima do registrado na sexta-feira. Se por um lado Petrobras ajudou a sustentar os ganhos, Vale jogou contra.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,33%, aos 61.216,98 pontos. Na mínima, registrou 60.772 pontos (-0,40%) e, na máxima, os 61.456 pontos (+0,72%). No mês, acumula perdas de 5,2% e, no ano, de 11,67%. O giro financeiro totalizou R$ 4,755 bilhões, o menor do mês.

Alta
Na sexta-feira, o volume totalizou R$ 4,243 bilhões. A Bovespa acompanhou a alta do mercado norte-americano, onde as bolsas foram impulsionadas principalmente pelas ações de bancos após o anúncio de novas regras para proteger o sistema financeiro. Dow Jones fechou em alta de 0,91%, aos 12.043,56 pontos, S&P subiu 0,92%, aos 1.280,10 pontos, e Nasdaq ganhou 1,33%, aos 2.688,28 pontos.

Estabilidade
A alta ocorreu a despeito dos indicadores econômicos fracos divulgados ontem. O Departamento do Comércio anunciou que o consumo nos EUA ficou estável em maio na comparação com abril, enquanto a renda pessoal avançou 0,3%. Analistas esperavam que os gastos subissem 0,1% e a renda aumentasse 0,4%. Já o Federal Reserve Bank de Chicago reportou que a produção industrial na região Meio Oeste subiu 0,6%, para 84,0, de 83,6 em abril. Já o índice de atividade geral das empresas caiu para -17,5 em junho, de -7,4 em maio, informou o Fed de Dallas.

Petrobras
Aqui, Petrobras ajudou a sustentar o índice. A ação ON subiu 0,91% e a PN, 0,92%. Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto encerrou em baixa de 0,60%, a US$ 90,61. A Petrobras anunciou a descoberta de indícios de petróleo em dois poços localizados em Sergipe e na bacia de Campos (litoral do Estado do Rio de Janeiro). Vale ON caiu 0,74% e a PNA recuou 0,14%.

Câmbio
O dólar à vista encerrou com queda de 0,50%, cotado a R$ 1,5960 no balcão, após oscilar da mínima de R$ 1,5940 (-0,62%) à máxima de R$ 1,6040 (estável). Na BM&F, o dólar pronto recuou 0,41%, a R$ 1,5955. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h34 já era 114% superior ao volume total contabilizado na sexta-feira, e somava US$ 2,714 bilhões, sendo US$ 2,640 bilhões em D+2.

Para baixo
No mercado futuro, no mesmo horário, o contrato de dólar que vence em 1º de julho projetava baixa de 0,62%, a R$ 1,5970, com um volume negociado de US$ 16,33 bilhões ou 17% superior ao giro movimentado por este vencimento na sexta-feira. No leilão vespertino de compra de moeda à vista, o Banco Central ficou a taxa de corte em R$ 1,5952.

Dólar
Em Nova York às 16h40, o euro subia a US$ 1,4275, de US$ 1,4192 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar avançava a 80,88 ienes, de 80,43 ienes na sexta-feira, e valia 0,8360 franco suíço, de 0,8328 franco suíço na sexta-feira.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI com vencimento em outubro, com giro de 51.290 contratos, projetava 12,33%, nivelado ao ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2012, com 175.825 contratos, marcava 12,40%, de 12,41%, e o DI para janeiro de 2013 (89.360 contratos) apontava 12,50%, ante 12,51%. Nos longos, o janeiro de 2017 (13.250 contratos) estava parado em 12,22%, enquanto o DI janeiro de 2021 (525 contratos) caía para 12,11%, de 12,12%.

Queda
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, uma vez que as principais exportadoras, como Toyota e Kyocera, foram atingidas pelas preocupações com o euro enfraquecido e com os problemas da dívida da Grécia, antes da pesquisa trimestral Tankan de sentimentos dos negócios, que é acompanhada de perto e que será divulgada na próxima quinta-feira. O índice Nikkei 225 caiu 100,40 pontos, ou 1%, e fechou aos 9.578,31 pontos.

Sem direção
Os principais mercados de ações da Europa fecharam sem direção comum ontem, avançando na maior parte dos países centrais da zona do euro, mas caindo na periferia do bloco monetário, refletindo a preocupação dos investidores com a votação de novas medidas de austeridade fiscal no parlamento da Grécia, na quarta-feira.
(Agência Estado)

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