Ajustes
O pregão de ontem tinha tudo para ser apenas para cumprir tabela, já que o feriado prolongado fez muitos investidores ficarem em casa. Mas o noticiário carregado no exterior proporcionou uma sessão de ajustes no Brasil, e também de queda, puxada principalmente por Petrobras. Vale e OGX contrabalançaram e impediram um recuo maior.

Estável
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,29%, aos 61.016,72 pontos. Na mínima, registrou 60.921 pontos (-0,45%) e, na máxima, os 61.459 pontos (+0,43%). Na semana, ficou praticamente estável, com variação de -0,07%, mas, no mês, cai 5,58%. Em 2011 até ontem, o índice acumula perda de 11,96%. O giro financeiro totalizou R$ 4,243 bilhões, fraco por causa do final de semana prolongado.

Arrocho
A Bolsa doméstica chegou a abrir em alta, em reação ao anúncio da véspera de que a Grécia fechou um novo acordo com a União Europeia e o FMI, de cinco anos, com a previsão de ajuda de mais 110 bilhões de euros. Mas como isso depende de o Parlamento aprovar as medidas de arrocho, os investidores focaram outras notícias mais imediatas.

Revisão
Anteontem, a Moody's colocou em revisão para possível rebaixamento o rating de dívida de longo prazo e de depósito de 16 bancos italianos e o rating de emissor de longo prazo de duas instituições financeiras relacionadas ao governo.

Bolsa europeias
A Moody's também alterou de estável para negativa a perspectiva para a dívida de longo prazo e dos ratings de depósito de outros 13 bancos italianos. Depois de operarem em alta mais cedo com a Grécia, a maioria das bolsas europeias caiu, com exceção para Londres.

Emergência
A outra notícia ruim foi o anúncio pela Agência Internacional de Energia (AIE) da liberação de 60 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência. Anteontem, o preço do barril desabou 4,60%, razão pela qual conseguiu ontem fechar com pequeno ganho, de 0,15%, a US$ 91,16 o barril. A notícia impactou as ações da Petrobras.

Dow Jones
Os indicadores americanos -revisão do PIB do primeiro trimestre (+1,9%) e encomendas de bens duráveis em maio (+1,9%) acabaram em segundo plano e o Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,96%, aos 11.934,58 pontos. O S&P recuou 1,17%, aos 1.268,45 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,26%, aos 2.652,89 pontos.

Petrobras
Aqui, Petrobras ON perdeu 1,98% e a PN, 1,68%, se ajustando à queda de anteontem de seus ADRs. Vale fechou em alta, embora com uma dimensão menor. A ON avançou 0,68% e a PNA, 0,57%. OGX ON, que operava em queda mais cedo, virou para cima e ajudou a conter a queda do índice. Subiu 0,84%.

Câmbio
O dólar à vista retomou o nível de R$ 1,60 pela primeira vez na semana. Terminou o dia cotado no balcão a R$ 1,6040, valorização de 0,94%, seguindo a piora do mercado externo. A moeda acelerou a alta na última hora de negócios, quando as bolsas norte-americanas aprofundaram a queda. Na máxima intraday, o dólar chegou a valer R$ 1,6050. Na semana, a moeda acumula variação positiva de 0,43%. No mês, carrega baixa de 1,11%, e no ano, a desvalorização é de 3,61%.

Giro
Na BM&F, o dólar pronto subiu 0,79%, cotado a R$ 1,6020. O giro à vista registrado na clearing de câmbio até às 16h30 somava apenas US$ 681,430 milhões, sendo US$ 646,830 milhões em D+2.

Mercado futuro
No mercado futuro, no mesmo horário, o vencimento de dólar para julho de 2011 subia 0,75%, a R$ 1,6065, com um volume financeiro de US$ 12,648 bilhões.

Euro
Em Nova York, às 16h39, o euro caia 0,60%, a US$ 1,4175. Na máxima intraday de ontem, a moeda da zona do euro atingiu US$ 1,4308. O dólar estava praticamente estável ante o iene, a 80,46 ienes, variação negativa de 0,01%.

Juros
Em dia de baixa liquidez, ao término da negociação normal na BM&F, o DI com vencimento em outubro projetava 12,33%, ante 12,34% no ajuste de quarta-feira (92.715 contratos) . O DI janeiro de 2012, com 178.825 contratos, recuava a 12,41%, de 12,43%, enquanto o DI janeiro 2013 (73.145 contratos) cedia para 12,51%, de 12,56%. Nos longos, o DI janeiro 2017 (16.185 contratos) caía para 12,22%, de 12,26% no ajuste de quarta-feira, e o janeiro de 2021 (2.755 contratos) recuava para 12,12%, de 12,16%.
(Agência Estado)

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