MERCADO FINANCEIRO
Dólar
Após três quedas seguidas, a cotação do dólar comercial fechou estável (variação zero) ontem, a R$ 1,589 na venda. O Banco Central voltou a realizar apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A taxa aceita ontem foi de R$ 1,588. A medida busca elevar a cotação da moeda.
Negativo
O fluxo cambial em junho até o último dia 17 é negativo em US$ 759 milhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. O fluxo financeiro no período é negativo em US$ 2,261 bilhões, resultado de entradas de US$ 21,120 bilhões e saídas de US$ 23,381 bilhões. No comercial, o fluxo no mês é positivo em US$ 1,502 bilhão, resultado de exportações de US$ 11,343 bilhões e importações de US$ 9,842 bilhões. As compras de dólares executadas pelo BC no mercado à vista de câmbio elevaram as reservas em US$ 2,007 bilhões até o último dia de junho.
Ganhos
A maioria dos mercados asiáticos voltou a apresentar números positivos ontem. As esperanças de que a Grécia não irá dar calote em sua dívida e a alta expressiva em Wall Street impulsionaram as bolsas da região. Uma das exceções foi a Bolsa de Hong Kong, que viu os ganhos da sessão da manhã se evaporarem na parte da tarde, com a possibilidade de novas medidas de aperto monetário pelo governo chinês. O índice Hang Seng subiu apenas 9,38 pontos e terminou estável, aos 21.859,97 pontos.
Estabilidade
Na China, as bolsas também fecharam estáveis. Os ganhos foram limitados pelas preocupações de que o governo poderá aumentar a taxa de juros nos próximos dias. Em sessão instável, o índice Xangai Composto subiu 2,84 pontos e fechou aos 2.649,32 pontos. O índice Shenzhen Composto encerrou aos 1.088,35 pontos.
Em alta
A Bolsa de Tóquio fechou em alta acentuada ontem, com o crescente otimismo de que a Grécia pode aprovar medidas de austeridade e evitar um calote de sua dívida. Pesos pesados da bolsa japonesa, como Softbank e Sony, apresentaram forte valorização. O índice Nikkei 225 ganhou 169,77 pontos, ou 1,8%, e fechou aos 9.629,43 pontos.
Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em leve queda ontem, refletindo a cautela dos investidores com a decisão de política monetária do Federal Reserve - anunciada após o fechamento das bolsas - e a incerteza em relação à aprovação de um novo plano de austeridade fiscal na Grécia.
FED
O Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) anunciou ontem que o crescimento da economia americana é menor do que o esperado, mas que vai manter sua política monetária. A decisão foi tomada, por unanimidade, pelo Comitê de Política Monetária do Fed (FOMC), que manteve a taxa diretriz permanente entre 0% e 0,25%. A taxa está assim desde dezembro de 2008 e, segundo o FOMC, deve continuar ''durante um longo período''.
Status quo
Mesmo diante dos números ruins, o Fed decidiu manter o status quo, respeitando a expiração, em 30 de junho, de seu programa de recompra de US$ 600 bilhões em títulos de dívida pública, lançado em novembro. O banco central vai manter ainda a estratégia de reinvestir o capital inicial dos bônus, como modo de manter o nível de liquidez injetada no sistema financeiro americano.
Preços estáveis
O Fed afirmou ainda que a inflação ''subiu um pouco'', mas reiterou que as expectativas de longo prazo são que os preços permaneçam ''estáveis''.
Desaceleração
Sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) apontou que o nível de atividade do setor industrial ficou abaixo do normal em maio. Trata-se do sexto mês consecutivo em que o segmento mostra desaceleração.
Pesquisa
Elaborado a partir de uma pesquisa com 1.792 empresas, entre os dias 31 de maio e 15 de junho, o índice de utilização da capacidade instalada teve uma leitura de 46,1 pontos em maio, ante 46,2 em abril e 47,4 em março.
Pela metolodogia desse indicador, acima de 50, o nível de utilização da capacidade instalada supera a taxa usual; abaixo de 50 pontos, está inferior.
Desde dezembro de 2010, o índice calculado pela CNI é menor que esse valor.
Otimismo
A pesquisa da CNI também mostrou que os empresários estão um pouco mais otimistas em relação aos próximos meses. Questionados em relação às projeções para demanda, exportações, compra de matérias-primas e evolução do número de empregados, todos os resultados ficaram acima da linha dos 50 pontos, o que sinaliza expectativas mais positivas.
(Das Agências)





