Bovespa
A Bovespa até titubeou na abertura, mas logo se firmou em alta e assim seguiu até o fim da sessão de ontem. Apesar de a Moody's ter dado sua contribuição para o clima positivo do dia, o índice operou no azul por causa das bolsas norte-americanas, deixando a situação grega em segundo plano. A queda da Petrobras acabou 'segurando' o Ibovespa. Petrobras atrapalhou o desempenho da Bolsa, assim como as siderúrgicas, que também caíram, em bloco.

Alta
A Bolsa doméstica encerrou o dia de ontem com variação positiva de 0,18%, aos 61.168,24 pontos. Na mínima, registrou 60.784 pontos (-0,45%) e, na máxima, os 61.571 pontos (+0,84%). No mês, o índice acumula perda de 5,34% e, no ano, de 11,74%. O giro financeiro totalizou R$ 6,780 bilhões, dos quais R$ 1,80 bilhão referente ao vencimento de opções sobre ações.

Alívio
Em Wall Street, as bolsas subiram apesar da solução para a crise grega não ter aparecido no encontro de dois dias dos ministros de Finanças. Eles condicionaram a liberação de 12 bilhões de euros à aprovação, pelo parlamento grego, de medidas de austeridade fiscal. O discurso na Europa, no entanto, é que os demais países não acreditam num default e isso deu um pouco de alívio aos investidores, pelo menos nos EUA.

Internacional
O Dow Jones terminou o dia de ontem em alta de 0,63%, aos 12.080,38 pontos. O S&P subiu 0,54%, aos 1.278,36 pontos, e o Nasdaq avançou 0,50%, aos 2.629,66 pontos. O fato de uma solução pronta não ter saído do encontro de domingo, no entanto, deixou os investidores na Europa ressabiados e as bolsas caíram.

Empurrão
Além da trilha de Wall Street para seguir, a Bovespa ainda contou com um empurrão da Moody's, que elevou o rating dos bônus do governo brasileiro de Baa3 para Baa2 e o colocou numa perspectiva de positiva. Uma nova elevação pode ocorrer nos próximos 12 a 18 meses.

Índices
No início do dia, o Ibovespa ainda sentiu o movimento do exercício de opções sobre ações, que recai principalmente sobre as blue chips. À tarde, passado o vencimento, o índice foi morno. Vale subiu, 1,55% na ON e 1,38% na PNA. Petrobras ON caiu 0,66% e PN, -0,60%. OGX ON terminou com perda de 1,33%. Gerdau PN recuou 0,64%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,46%, Usiminas PNA, -1,13,%, e CSN ON, -0,74%.

Dólar
O dólar à vista encerrou em baixa de 0,06%, cotado a R$ 1,5960 no balcão. Na BM&F, o dólar pronto terminou com perda de 0,13%, a R$ 1,5940. Em meio à melhora da nota do País pela Moody's e a perspectiva do feriado nacional de Corpus Christi, nesta quinta-feira, a volatilidade mais acentuada do dólar na sessão favoreceu um aumento dos negócios, de acordo com as avaliações de operadores de bancos e corretoras ouvidos pela Agência Estado. Essas fontes consideraram o fluxo cambial aparentemente equilibrado, tendendo ao negativo.

Câmbio
O giro financeiro à vista registrado na clearing de câmbio até 16h36 de ontem somava US$ 2,345 bilhões (148% acima do anterior), dos quais US$ 2,244 bilhões em D+2. No leilão vespertino de compra à vista, o Banco Central definiu a taxa de corte em R$ 1,5940.

Futuro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o contrato de dólar que vence em 1º de julho apontava queda de 0,19%, para R$ 1,6005, com um volume negociado de US$ 15,445 bilhões.

Moedas
Em Nova York às 16h43 de ontem, o euro subia a US$ 1,4304, de US$ 1,4302 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar valia 80,26 ienes, de 80,05 ienes na sexta-feira, mas caía para 0,8468 franco suíço, de 0,8489 franco suíço.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI com vencimento em outubro projetava 12,33%, ante 12,32% no ajuste de sexta-feira (97.305 contratos). O DI para janeiro de 2012, com 63.180 contratos, projetava 12,42%, de 12,41%, enquanto o DI para janeiro de 2013 apontava 12,49%, ante 12,48%, com 51.840 contratos. Nos longos, o DI para janeiro 2017 (11.300 contratos) subia a 12,21%, de 12,20% no ajuste de sexta-feira, enquanto o janeiro de 2021 (930 contratos) se mantinha em 12,10%, nivelado ao ajuste.
Da Agência Estado

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