Dinâmica
O discurso sobre a Grécia melhorou e as bolsas externas fecharam em elevação, mas a Bovespa insiste em exibir uma dinâmica própria, que ontem significou um vaivém entre altas e baixas. O sinal positivo do fechamento foi garantido nos minutos finais, assim como os 61 mil pontos, resultado do ajuste.

Em alta
O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,29%, aos 61.059,98 pontos. Na mínima, registrou 60.566 pontos (-0,52%) e, na máxima, os 61.268 pontos (+0,64%). O índice acumulou perda pela segunda semana seguida, de 2,61%. No mês, cai 5,51% e, no ano, 11,90%. O giro financeiro totalizou R$ 5,761 bilhões.

Esperança
Os investidores ficaram esperançosos na quinta-feira com uma solução para a Grécia depois que a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, falaram sobre um pacote de resgate para o país com participação voluntária dos credores privados. A nomeação pelo governo grego de um novo ministro das Finanças - Evangelos Venizelos - também deu sua contribuição para acalmar os ânimos, já que há uma boa vontade em acreditar que o país vai conseguir promover suas reformas econômicas.

Subidas
As bolsas europeias subiram e as norte-americanas - exceção para o Nasdaq - também. O Dow Jones subiu 0,36%, aos 12.004,36 pontos, o S&P avançou 0,30%, aos 1.271,50 pontos, e o Nasdaq terminou em queda de 0,28%, aos 2.616,48 pontos. O avanço do Dow e S&P aconteceu apesar do dado fraco do sentimento do consumidor. O índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan preliminar de junho caiu para 71,8, do nível de 74,3 em maio.

Na areia
No Brasil, a Bolsa não conseguiu se firmar por muito tempo em nenhuma trajetória. Os especialistas explicaram que, depois de recuar aos 60 mil pontos, na quinta-feira, o Ibovespa perdeu importante suporte e chamou ordens de vendas. Mas até para isso não teve fôlego, tamanha a falta de interesse dos investidores. Por outro lado, os preços baratos chamaram compras. E esse balé é que conduziu o mercado para lá e para cá.

Em queda
Petrobras ON terminou com queda de 0,77% e a PN, em baixa de 0,21%. Pouco antes de o pregão encerrar, o Conselho de Administração decidiu não aprovar o plano de investimentos da petrolífera, informou fonte. Na Nymex, o contrato do petróleo perdeu 2,04%, aos US$ 93,01 o barril, nível mais baixo desde 18 de fevereiro.

Câmbio
Após acumular ganho de 1,71% nas duas sessões anteriores, o dólar à vista fechou em baixa de 0,75%, cotado a R$ 1,5970 no balcão. Na semana, a divisa no balcão teve leve alta de 0,06% e, no mês, sobe 1,14%. No ano, porém, a perda contabilizada é de 4,03%.

Giro
Na BM&F, o dólar pronto caiu 0,89%, a R$ 1,5961. O giro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h36 somava apenas US$ 877 milhões (cerca de 27% inferior ao de ontem), sendo US$ 747 milhões em D+2. No leilão vespertino à vista, o Banco Central comprou dólar com taxa de corte de R$ 1,5963.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI com vencimento em outubro projetava taxa de 12,32%, ante 12,31% no ajuste, com 84.865 contratos. O DI janeiro de 2012, com 77.540 contratos, projetava 12,41%, ante 12,39%, enquanto o DI janeiro 2013 apontava taxa de 12,48%, ante 12,47%, com 94.065 contratos. Nos longos, o DI janeiro 2017 (14.065 contratos) marcava 12,20%, de 12,19% na véspera, e o janeiro de 2021 (2.475 contratos) estava em 12,09%, nivelado ao ajuste.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta sexta-feira, com o aprofundamento das preocupações sobre a dívida da Grécia e a consequente desvalorização do euro, que enfraqueceu várias blue chips japonesas, como Toshiba e Sony. O índice Nikkei 225 perdeu 59,88 pontos, ou 0,6%, e fechou aos 9.351,40 pontos. Na sessão da tarde, o índice chegou a registrar o menor nível intraday em 11 semanas, quando desceu para 9.318,62 pontos.

Sem força
A Bolsa registrou alta nos momentos iniciais do pregão, mas perdeu força em meio às incertezas do cenário global. A continuação da fraqueza do euro ajudou a empurrar várias blue chips para baixo, enquanto a intensificação das preocupações em relação à Grécia contribuíram para induzir os investidores a realizar lucros antes do final de semana.
(Agência Estado)

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