MERCADO FINANCEIRO
Recuperação
O dia parecia promissor à Bovespa ontem, que pela manhã recuperou os 62 mil pontos perdidos na véspera. Mas tudo mudou no período da tarde, e uma onda de mau humor disparou uma sequência de ordens de vendas que fez o índice renovar sucessivamente a mínima pontuação do dia. O Ibovespa não só não conseguiu se recuperar como acabou perdendo mais um patamar, fechando nos 60 mil pontos.
Em baixa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,17%, aos 60.880,62 pontos, ainda o menor patamar desde o registrado em 5 de julho do ano passado (60.865,27 pontos). Na mínima, registrou 60.489 pontos (-1,81%) e, na máxima, os 62.040 pontos (+0,71%). No mês, as perdas atingem 5,79% e, no ano, 12,15%. O giro financeiro totalizou R$ 5,642 bilhões.
Aperto monetário
Os especialistas apontaram várias justificativas para a virada da Bovespa: o vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira, a situação grega, a fraca recuperação dos EUA, o desempenho das commodities, a sinalização do Banco Central de que o aperto monetário pode não acabar no encontro de julho e também a falta de razões para se posicionar em ações.
Desconfiança
''Os investidores estão desconfiados da Bovespa e preferem investir em juros, onde a Selic está em 12,25% ao ano'', comentou o superintendente de renda variável do Banif, Raffi Dokuzian. E essa rentabilidade deve aumentar, conforme a sinalização do Banco Central de que o aumento de juros previsto pelo mercado para julho pode não ser o último do ano.
Grécia
No caso da Grécia, os investidores se esforçam para acreditar que sairá uma solução que não seja o default, mas estão ariscos a qualquer movimento. Ontem, o comissário econômico da Comissão Europeia, Olli Rehn, indicou que os ministros das finanças da zona do euro podem fechar um acordo, nos encontros de domingo e segunda-feira, garantindo financiamento para a Grécia até setembro. Mas as bolsas europeias não se deixaram contaminar e fecharam no vermelho.
Wall Street
Em Wall Street, as ações tiveram desempenho melhor, embora tenham operado em bloco no vermelho durante o pregão. No final, o Dow Jones subiu 0,54%, aos 11.961,52 pontos, o S&P avançou 0,18%, aos 1.267,64 pontos, e o Nasdaq recuou 0,29%, aos 2.623,70 pontos.
Auxílio-desemprego
Saíram hoje nos Estados Unidos o número de pedidos de auxílio-desemprego (-16 mil ante previsão de -7 mil), construções de residências (+3,5% em maio em relação a abril, abaixo da previsão de +4,8%) e o índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia (-7,7 em junho, ante estimativas de +8,0).
Petróleo
A melhora em Wall Street até deu uma aliviada ao índice Bovespa, sobretudo com a mão de Petrobras, que chegou a exibir ganho firme no início da sessão, mas devolveu tudo com o passar das horas. No fim, a ação ON exibiu força e terminou em alta de 0,23%, mas a PN caiu 0,04%. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho subiu 0,14% e terminou a US$ 94,95 o barril.
Câmbio
O dólar à vista fechou a R$ 1,6090, em alta de 0,63%. A máxima foi de R$ 1,6170 e a mínima de R$ 1,6050. Na BM&F, o dólar pronto terminou acima de R$ 1,61, cotado a R$ 1,6105, com ganho de 0,66%. O volume financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h36 somava US$ 1,593 bilhão, dos quais US$ 1,497 bilhão em D+2.
Mercado futuro
No mercado futuro, também por volta das 16h30, os oito vencimentos de dólar negociados projetavam taxas de câmbio em alta, com um volume movimentado de US$ 20,30 bilhões. Deste total, o dólar julho de 2011 respondia por US$ 19,70 bilhões, com alta de 0,44%, cotado a R$ 1,6135.
BC
O Banco Central comprou dólar em leilão à vista à tarde com taxa de corte de R$ 1,6125.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI com vencimento em julho projetava taxa de 12,13%, ante 12,11% no ajuste de anteontem (7.345 contratos); o DI outubro indicava 12,31%, ante 12,30% no ajuste (98.870 contratos). O DI para janeiro de 2012, com 365.590 contratos, projetava juro de 12,39%, ante 12,38%, enquanto o janeiro de 2013 apontava 12,47%, ante 12,44%, com 118.925 contratos. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (24.305 contratos) subia a 12,17%, ante 12,16% na véspera, e o janeiro 2021 (7.895 contratos) marcava 12,08%, de 12,05%.
(Agência Estado)





