MERCADO FINANCEIRO
Alta
O dólar comercial fechou em alta de 1,14% na terça-feira, cotado a R$ 1,60 na venda. Com isso, a moeda norte-americana tem a maior alta desde o dia 5 de maio (quando subiu 1,25%). O BC voltou a realizar apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A taxa aceita ontem foi de R$ 1,599. A medida busca elevar a cotação da moeda.
Negativo
O fluxo cambial em junho até o último dia 10 foi negativo em US$ 2,936 bilhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. O resultado decorre de um fluxo financeiro também negativo no período em US$ 3,490 bilhões, resultante de ingressos de US$ 11,885 bilhões e saídas de US$ 15,375 bilhões. Já o fluxo comercial ficou positivo em US$ 555 milhões, com a contabilização de US$ 6,444 em exportações e US$ 5,889 bilhões em importações.
Para cima
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, com uma disparada de 32% nas ações da Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima. Pelo segundo dia consecutivo, os papéis da empresa lideraram o setor de serviços públicos como o de melhor desempenho da Bolsa. O índice Nikkei 225 subiu 26,53 pontos, ou 0,3%, e fechou aos 9.574,32 pontos.
Nova York
A alta das bolsas de Nova York ontem, juntamente com um modesto enfraquecimento do iene, ajudaram as ações japonesas a subirem na abertura do pregão, mas a realização de lucros logo eliminou grande parte dos ganhos. O Nikkei flutuou entre a alta e a baixa pelo restante do dia. Os ''players'' esperam que uma série de indicadores dos EUA a serem divulgados nos próximos dias forneçam mais pistas para a negociação.
Sem direção
Os mercados da Ásia encerraram sem direção única ontem. Enquanto algumas bolsas da região se beneficiaram da alta em Wall Street na terça-feira, outras reagiram negativamente aos números da economia chinesa, divulgados na terça-feira. Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, onde os investidores avaliaram que as contínuas medidas de aperto ao crédito por parte de Pequim irão resultar na redução do crescimento econômico chinês. O índice Hang Seng caiu 152,23 pontos, ou 0,68%, e terminou aos 22.343,77 pontos.
Preocupação
Na China, as bolsas apresentaram queda, após o último aumento na taxa de reserva bancária. Os investidores mostraram preocupação de que outras medidas de aperto monetário possam ser adotadas pelo governo para conter a inflação.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda ontem, pressionados pela falta de um acordo entre autoridades europeias sobre o formato do novo pacote de ajuda financeira à Grécia. Os papéis do setor bancário tiveram um desempenho particularmente fraco depois que a Moody's decidiu colocar em revisão para potencial rebaixamento o rating do BNP Paribas, do Crédit Agricole e do Société Générale, sob a justificativa de que essas instituições possuem exposição à dívida soberana grega. A divulgação de indicadores fracos nos EUA também contribuiu para o declínio das bolsas europeias.
Inadimplência
A inadimplência de consumidores e de empresas no País deve continuar a subir nos próximos meses, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. O levantamento aponta que a perspectiva de inadimplência dos consumidores cresceu 1,7% em abril ante março e chegou ao nível de 98,7. No mesmo período analisado, a perspectiva de inadimplência das empresas subiu 2,1%, para o nível de 97,4.
Reformas
Os chefes de governo da União Europeia irão endossar as reformas econômicas que foram recentemente propostas pela Comissão Europeia na cúpula que será realizada nos dias 23 e 24 de junho, de acordo com o esboço do texto das conclusões da reunião. Os líderes dos 27 países-membros se reunirão em Bruxelas na próxima semana e estão prontos para apoiar a proposta do corpo executivo da União Europeia de mudanças ambiciosas nas políticas a serem adotadas pelos governos para garantir a sustentabilidade das finanças públicas nacionais.
(Das Agências)





