MERCADO FINANCEIRO
Sem ímpeto
A Bovespa acompanhou o bom humor externo, mas foi perdendo o vigor com o passar das horas e ficou bem perto de terminar no zero a zero. Não foi muito além disso, influenciada pelo vencimento de índice futuro, hoje. O sinal positivo no exterior foi patrocinado pelos indicadores chineses e norte-americanos.
De leve
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,29%, aos 62.204,83 pontos. Na mínima, operou estável, aos 62.023 pontos e, na máxima, aos 62.697 pontos (+1,09%). No mês, o índice acumula perda de 3,74% e, no ano, de 10,24%. O giro financeiro somou R$ 5,014 bilhões.
Influências
O exercício de hoje já vem influenciando o mercado há dias e, segundo os especialistas, foi o responsável pelo desempenho do índice ontem. Há muitos contratos vendidos de estrangeiros e isso pode ser uma das explicações para a alta tímida da sessão. Um dos profissionais consultados chegou a projetar que uma avaliação para a Bovespa só pode ocorrer depois do exercício, amanhã, tamanha a volatilidade esperada para hoje.
Para cima
Os indicadores da China puxaram as bolsas para cima ao mostrarem atividade aquecida, embora os preços também. Para resolver essa questão, no entanto, o banco central chinês elevou novamente a taxa do compulsório, pela sexta vez no ano. O CPI ficou em +5,5% em maio ante maio de 2010, na maior taxa anual desde julho de 2008 e o PPI teve alta anual de 6,8% no mês passado. A produção industrial cresceu 13,3% em maio e as vendas no varejo, 16,9%, ambos em base anual.
No varejo
As vendas no varejo nos EUA caíram no mês passado, mas bem menos do que era previsto (-0,2% ante -0,6%) e isso também favoreceu as bolsas. As declarações de Ben Bernanke no meio da tarde, esperada pelos investidores, não chegaram a fazer preço nos ativos. O Dow Jones terminou com ganho de 1,03%, aos 12.076,11 pontos, o S&P avançou 1,26%, aos 1.287,87 pontos, e o Nasdaq subiu 1,48%, aos 2.678,72 pontos.
Por aqui
Aqui, as blue chips subiram, mas apenas Petrobras se destacou, já que o desempenho de Vale foi fraco. As ações da mineradora subiram 0,50% na ON e 0,25% na PNA. Petrobras ON subiu 1,63% e PN 1,16%. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho avançou 2,12%, a US$ 99,37 o barril.
Câmbio
O dólar à vista permaneceu em baixa o dia todo e encerrou cotado a R$ 1,5820 (-0,38%), após oscilar da mínima de R$ 1,5790 (-0,57%) à máxima de R$ 1,5870 (-0,06%). Na BM&F, o dólar pronto recuou 0,40%, a R$ 1,5815. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h36 somava US$ 2,095 bilhões, sendo US$ 2,074 bilhões em D+2.
No futuro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar para julho de 2011 caía 0,09%, cotado a R$ 1,5890, com um volume negociado de US$ 11,97 bilhões. O Banco Central manteve a realização de apenas um leilão diário vespertino de compra de moeda à vista, no qual fixou a taxa de corte em R$ 1,5806. Em Nova York às 16h50, o euro avançava a US$ 1,4453, de US$ 1,4414 ontem. O dólar subia a 80,45 ienes, de 80,24 ienes na véspera, e tinha alta a 0,8454 franco suíço, de 0,8373 franco suíço ontem.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI outubro de 2011 (211.475 contratos) estava em 12,31%, de 12,30% no ajuste. O DI janeiro de 2013 subia 12,47%, de 12,44%, com giro de 147.640 contratos, enquanto o janeiro de 2014 (43.480 contratos) indicava 12,38%, de 12,34% no ajuste. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (20.270 contratos) sinalizava 12,18%, de 12,14%. O DI janeiro de 2021 (7.520 contratos) estava em 12,07%, de 12,03% no ajuste.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, com a reação favorável dos investidores à decisão do Banco do Japão (BOJ, banco central) de expandir seu programa especial de crédito, ao mesmo tempo que as ações da Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, dispararam 25% com a aprovação pelo governo de uma lei para ajudar a empresa. O índice Nikkei 225 ganhou 99,58 pontos, ou 1,1%, e fechou aos 9.547,79 pontos. O pregão havia começado em um ambiente de relativa cautela, mas ampliou seus ganhos à tarde depois que dados da China mostraram inflação anual de 5,5% em maio.
(Agência Estado)





