Enfadonha
A pouca disposição dos investidores para o risco se traduziu num pregão enfadonho à Bovespa, com o menor volume do mês. Isso, no entanto, não impediu que o índice caísse pouco mais de 1%, embora tenha conseguido se segurar no patamar de 62 mil pontos. As blue chips e as siderúrgicas foram destaque negativo, enquanto a maior parte dos bancos terminou no azul.

Retração
O Ibovespa terminou o dia com retração de 1,08%, aos 62.022,92 pontos. Na mínima, registrou 62.022 pontos (-1,08%) e, na máxima, os 62.968 pontos (+0,43%). No mês, acumula perdas de 4,02% e, no ano, de 10,51%. O giro financeiro totalizou R$ 4,033 bilhões, o menor desde o desempenho de R$ 1,689 bilhão do dia 30 de maio.

Na contramão
A Bovespa acabou operando na contramão das bolsas norte-americanas e das principais europeias, que registraram pequenos ganhos, apesar de a S&P ter rebaixado a nota da Grécia. A agência de classificação de risco cortou o rating de longo prazo da Grécia para CCC, de B, e disse que a perspectiva para a nota é negativa. O rating de curto prazo foi afirmado em C.

Alento
O noticiário corporativo serviu de alento a esses mercados, embora, na Europa, as bolsas dos países periféricos tenham caído em alusão às preocupações com os gregos. Nos EUA, o Dow Jones terminou com ganho de 0,01%, aos 11.952,97 pontos, o S&P avançou 0,07%, aos 1.271,83 pontos, mas o Nasdaq caiu 0,15%, aos 2.639,69 pontos.

No horizonte
Segundo analistas, como seguem no horizonte as mesmas preocupações dos últimos tempos, a aversão a risco é o rumo natural dos investidores, o que penaliza a Bovespa. A queda das commodities, neste cenário, é natural, pesando duplamente sobre o mercado doméstico. Na falta de dinheiro novo, os investidores ficam alternando papéis em carteira.

Na ponta
Ontem, os bancos estiveram na ponta positiva - Bradesco PN, +0,10%, BB ON, +0,96%, e Santander unit, +1,77%, mas Itaú Unibanco PN virou para baixo e caiu 0,29% no fechamento -, enquanto Petrobras (-1,79% a ON e -1,64% a PN) e Vale (-1,86% a ON e -1,50% a PNA) ficaram na negativa. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho ficou 2% mais barato, a US$ 97,30 o barril, com receios sobre a demanda global.

Varejo
Magazine Luiza ON terminou em alta de 0,87%. A empresa anunciou a compra, por R$ 83 milhões, do negócio de varejo de eletroeletrônicos e móveis explorado pela rede ''Baú da Felicidade''.

Em queda
O dólar no mercado à vista encerrou com queda de 0,50%, cotado a R$ 1,5880 no balcão, após ganhar 1,20% nas três sessões anteriores. Na BM&F, o dólar pronto recuou 0,48%, para R$ 1,5878. O giro financeiro à vista registrado até 16h45 na clearing de câmbio somava US$ 1,970 bilhão, dos quais US$ 1,932 bilhão em D+2.

Giro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar para julho de 2011 indicava queda de 0,53%, a R$ 1,5955, com um volume negociado de US$ 11,891 bilhões. Diante de um mercado contido, o Banco Central voltou a fazer somente um leilão de compra de dólar à vista no período vespertino. A taxa de corte no leilão foi de R$ 1,5870.

Euro
Em Nova York às 16h38, o euro subia a US$ 1,4413, de US$ 1,4350 na sexta-feira. O dólar recuava a 80,21 ienes, de 80,34 ienes na sexta-feira, e caía a 0,8375 franco suíço, de 0,8431 franco suíço anteriormente.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI outubro de 2011 (108.100 contratos) estava em 12,30%, de 12,31% no ajuste. O DI janeiro de 2013 cedia para 12,44%, de 12,47%, com giro de 54.890 contratos, enquanto o janeiro de 2012 (129.765 contratos) indicava 12,39%, de 12,40% no ajuste. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (7.105 contratos) sinalizava 12,14%, de 12,13%. O DI janeiro de 2021 (4.310 contratos) estava em 12,03%, de 12,02% no ajuste.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, já que a fraca previsão de lucros divulgada pela Toyota derrubou as ações das montadoras e de empresas do setor automotivo, como Denso e Bridgestone. O índice Nikkei 225 caiu 66,23 pontos, ou 0,7%, e fechou aos 9.448,21 pontos.
(Agência Estado)

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