Sequência
Uma sequência de baixas criou disposição de compras aos investidores. E foi isso o que eles fizeram em Wall Street, renegando a segundo plano o dado ruim sobre pedidos de auxílio-desemprego. Os investidores se pautaram nos dados do déficit comercial do país e nas previsões do presidente do Banco Central Europeu sobre a economia da zona do euro em 2011 para puxarem as bolsas para cima. A Bovespa acompanhou, impulsionada principalmente pelos ganhos de Petrobras.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia de ontem com variação positiva de 0,69%, aos 63.468,82 pontos. Na mínima, registrou 62.872 pontos (-0,25%) e, na máxima, os 63.773 pontos (+1,17%). No mês, o índice acumula perda de 1,78% e, no ano, de 8,42%. O giro financeiro totalizou R$ 5,331 bilhões.

Avanço
O dado de pedido de auxílio-desemprego mostrou avanço de 1 mil na semana até dia 4, enquanto a previsão era de queda de 5 mil solicitações. Os investidores, no entanto, preferiram repercutir a redução do déficit comercial em abril para o menor nível deste ano, de US$ 43,68 bilhões - queda de 6,7% ante o número de março e menor do que o estimado por analistas, de US$ 48,3 bilhões.

Dow Jones
O Dow Jones fechou ontem em alta de 0,63%, aos 12.124,36 pontos, o S&P avançou 0,74%, aos 1.289,00 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,35%, aos 2.684,87 pontos. Ainda nos EUA saíram os dados de estoques no atacado, que subiram 0,8% em abril, menos do que alta de 1,3% observada em março.

BCE
Na Europa, a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter os juros inalterados não teve impacto significativo sobre as bolsas, mas a instituição revisou em alta a projeção de crescimento da economia da zona do euro em 2011 e isto contribuiu para os ganhos das ações. O BCE manteve a taxa de juros em 1,25% - e o BoE, em 0,5%.

Blue chips
No Brasil, a alta doméstica teve uma mão das blue chips, em especial Petrobras, que subiu na esteira do petróleo e também num movimento de recuperação à queda recente. Petrobras ON encerrou com ganho de 1,78% e PN, de 2,16%, Vale ON avançou 1,10% e PNA, 0,86%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho subiu 1,18%, a US$ 101,93 o barril.

Fusão
Brasil Foods ON continuou liderando as perdas, com -3,21%, depois que o relator da fusão de Sadia e Perdigão no Cade, Carlos Ragazzo, votou pela reprovação da operação com uma série de argumentos muito fortes. O processo voltará a ser julgado no dia 15. JBS ON se beneficiou das vendas de Brasil Foods e subiu 3,85%.

Câmbio
Às 16h28 de ontem, o euro caía a US$ 1,4516, de US$ 1,4582 no fim da tarde de anteontem. O dólar subia a 80,28 ienes, de 79,88 ienes anteontem.

BM&F
Na BM&F, o dólar pronto também encerrou com alta, de 0,34%, cotado a R$ 1,5869. O giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h26 somava US$ 2,517 bilhões, dos quais US$ 2,401 bilhões em D+2.

Mercado futuro
No mercado futuro, o vencimento de dólar para julho de 2011, o mais negociado, seguiu o movimento de alta do mercado à vista. Às 16h30 de ontem estava em alta de 0,41%, a R$ 1,5960, com um giro financeiro no momento de US$ 16,81 bilhões. Mesmo com a valorização do dólar, o Banco Central fez um leilão de compra de moeda à vista, no qual fixou a taxa de corte em R$ 1,5886.

Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em baixa ontem. A queda em Wall Street e a aversão ao risco, devido a temores sobre as perspectivas da economia global (em particular dos Estados Unidos), foram fatores determinantes para o declínio nas bolsas da região. Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que teve o sexto pregão seguido de perdas. O índice Hang Seng caiu 51,80 pontos, ou 0,2%, e terminou aos 22.609,83 pontos.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI outubro de 2011 marcava 12,32%, de 12,29% no ajuste, com giro de 209.985 contratos. O DI janeiro de 2012 indicava 12,40%, de 12,39% no ajuste, com volume de 536.000 contratos. O DI janeiro de 2013 subia a 12,49%, ante 12,47% no ajuste, com giro de 218.545 contratos. O DI janeiro de 2017 (36.895 contratos) estava em 12,17%, ante 12,18% no ajuste. O DI janeiro de 2021 indicava 12,07%, de 12,08% no ajuste, com 6.080 contratos.

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