Em alta
O dólar comercial fechou em alta de 0,32% ontem, cotado a R$ 1,583 na venda. O BC voltou a realizar apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A taxa aceita hoje foi de R$ 1,581. A medida busca elevar a cotação da moeda.

No positivo
O fluxo cambial encerrou o mês de maio com saldo positivo de US$ 5,256 bilhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. O saldo no segmento financeiro no mês passado foi negativo em US$ 2,007 bilhões, resultado de entradas de US$ 29,860 bilhões e saídas de US$ 31,867 bilhões. Já o segmento comercial teve forte resultado positivo, com as exportações de US$ 24,313 bilhões superando as importações (de US$ 17,050 bilhões) em um montante de US$ 7,263 bilhões.

Fluxo
Nos três primeiros dias de junho, o fluxo cambial foi positivo em US$ 261 milhões. No período, o segmento financeiro registrou superavit de US$ 449 milhões, com entradas de US$ 5,056 bilhões e saídas de US$ 4,607 bilhões. No comercial, houve déficit de US$ 189 milhões, resultado de exportações de US$ 2,154 bilhões e importações de US$ 2,342 bilhões.

Com flores
As empresas relataram que a economia dos Estados Unidos continuou a se expandir nos últimos dois meses e a maioria dos 12 distritos do Federal Reserve recebeu informes de crescimento na atividade e melhora no mercado de mão de obra. A expansão da atividade, porém, tem sido desigual em termos de setores e de regiões. Essas constatações estão no ''livro bege'', o sumário sobre as condições da economia norte-americana que servirá de base para as decisões de política monetária a serem tomadas na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc), nos dias 21 e 22

Contraste
O otimismo relativo do informe divulgado ontem contrasta com as declarações recentes de dirigentes do Fed sobre as condições da economia e também com os últimos indicadores. ''Olhando para a frente, os contatos na maioria dos distritos foram em geral otimistas quanto à perspectiva, mas menos do que no último relatório'', dis o ''livro bege''.

De brincadeira
Os EUA estarão ''brincando com fogo'' se optarem por declarar um breve default sobre sua dívida, afirmou Li Daokui, consultor do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país), à agência Reuters. Segundo Li, o governo chinês precisa dissuadir os EUA de declarar um default. A autoridade disse, no entanto, que a China ainda vai manter seus investimentos em dívida do governo norte-americano mesmo se isso acontecer. A China é o maior comprador de bônus do governo dos EUA. Um grupo de parlamentares republicanos tem defendido a ideia de um breve default, ou seja, um default técnico que adiaria o pagamento de juros por alguns dias.

Em queda
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira, diante da avaliação decepcionante sobre a economia norte-americana feita no dia anterior pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Preocupações com a dívida da Grécia também pesaram sobre os mercados financeiros europeus hoje e, na Bolsa de Atenas, o índice ASE recuou 38,08 pontos, ou 2,94%, para 1.258,97 pontos.

Movimentação
O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 2,86 pontos, ou 1,05%, para 269,01 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 recuou 55,76 pontos, ou 0,95%, para 5.808,89 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve queda de 33,94 pontos, ou 0,88%, para 3.837,98 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX teve declínio de 43,02 pontos, ou 0,61%, para 7.060,23 pontos.

De leve
A Bolsa de Tóquio fechou com leve alta ontem, graças à continuação da caça às pechinchas em ações de bancos e empresas de transporte marítimo, que superou por pequena margem os efeitos da valorização do iene. O índice Nikkei 225 subiu 6,51 pontos, ou 0,1%, e fechou aos 9.449,46 pontos. O mercado abriu com pequena perda, mas entrou e saiu do vermelho ao longo de todo o dia, sob pressão de um iene valorizado. O dólar caiu abaixo da marca psicológica dos 80 ienes durante a sessão da manhã, chegando a descer para 79,75 ienes.
(Das agências)

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