Zero a zero
A ausência de indicadores e de notícias sobre a situação grega abriu espaço para uma correção técnica e fez as bolsas subirem praticamente o dia todo. E seria assim, não fosse Ben Bernanke, que no finalzinho da tarde deu declarações sobre a economia do país e fez as ações virarem para baixo em Wall Street. A Bovespa conseguiu se segurar, mas perto do zero a zero, depois de ter subido mais de 1% no melhor momento da sessão.

Em alta
O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,24%, aos 63.217,85 pontos. Na mínima, registrou 63.072 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 63.784 pontos (+1,14%). No mês, acumula perda de 2,17% e, no ano, de 8,78%. O giro financeiro totalizou R$ 5,535 bilhões.

Acomodada
O presidente do Federal Reserve Bernanke disse ontem que o crescimento da economia do país em 2011 está bastante abaixo do previsto, mas que deve se acelerar no segundo semestre. Para ele, a política acomodatícia ainda é necessária e as taxas de juros devem permanecer baixas por período prolongado. Ele ainda ressaltou que os efeitos do estímulo federal estão desaparecendo e que as condições, especialmente no mercado de mão de obra, são preocupantes.

Nos EUA
Com tudo isso, as Bolsas viraram para baixo nos EUA e o Dow Jones terminou com queda de 0,16%, aos 12.070,81 pontos. O S&P recuou 0,10%, aos 1.284,94 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,04%, aos 2.701,56 pontos.

Antes
Antes de Bernanke, a Bovespa subia em recuperação ao tombo da véspera, empurrada pelas ações de consumo, varejo e construção civil. Estes papéis foram beneficiados pelo IGP-DI e pelo IPCA, ambos de maio, divulgados ontem cedo e que mostraram arrefecimento da inflação. Por outro lado, Petrobras pesou o dia todo sobre o índice, enquanto Vale ON virou para baixo no final.

Recuo
Na contramão do petróleo, que avançou 0,08% na Nymex, a US$ 99,09 o contrato para julho, Petrobras ON teve desvalorização de 0,97%, enquanto a PN recuou 0,86%. Vale ON caiu 0,18% e PNA subiu 0,02%.

Na Europa
Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, porém os ganhos foram limitados pelas contínuas preocupações com a crise de dívida da região, que contrabalançaram elevações na recomendação de várias empresas.

Câmbio
A moeda norte-americana no mercado à vista encerrou em queda de 0,38%, cotada a R$ 1,5770 no balcão. Na BM&F, o dólar pronto recuou 0,44%, para R$ 1,5765. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h41 somava cerca de US$ 3,687 bilhões, dos quais US$ 3,042 bilhões em D+2.

No futuro
No mercado futuro, o dólar para julho de 2011 também oscilou com sinal negativo durante à tarde. Às 16h41, esse vencimento de dólar caía 0,50%, para R$ 1,5860, com um volume financeiro movimentado de US$ 11,53 bilhões. Os quatro demais vencimentos negociados também projetavam cotações mais baixas.

Oscilações
O dólar à vista oscilou entre margens estreitas na sessão, mas sempre no campo negativo. Além da queda externa da divisa dos EUA, há expectativas de fluxo cambial favorável para o Brasil, por causa do esperado aumento hoje da taxa Selic e de operações de IPO programadas, como a da Qualicorp (que pode atingir de R$ 1,161 bilhão a R$ 1,861 bilhão) e da Brazil Pharma, de até R$ 519,750 milhões com lotes extras, informaram operadores de câmbio consultados pela AE. Em Nova York às 16h36, o euro subia a US$ 1,4680, de US$ 1,4578 no fim da tarde de segunda-feira. O dólar valia 80,08 ienes, de 80,10 ienes segunda-feira.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI julho de 2011 marcava taxa de 12,11%, de 12,09% no ajuste, com giro de 18.885 contratos. O DI janeiro de 2012 indicava 12,39%, de 12,37%, com volume de 324.795 contratos. O DI janeiro de 2013 (163.340 contratos) cedia para 12,49%, de 12,51%. Nos vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017 (27.095 contratos) recuava a 12,26%, de 12,33%, e o DI janeiro de 2021 (11.745 contratos) caía para a mínima de 12,15%, ante 12,22% no ajuste.
(Agência Estado)

mockup