Recuo
A Bovespa acompanhou ontem o mercado externo e fechou em queda, mas com uma dimensão muito maior. No pior momento, chegou a recuar aos 62 mil pontos, mas, no final, conseguiu se sustentar acima disso, mas com perda ao redor de 2%. O tombo foi generalizado e conduzido por Petrobras, siderúrgicas e construção civil.

Em baixa
O principal índice à vista terminou o dia em baixa de 1,98%, aos 63.067,73 pontos. Na mínima, atingiu 62.960 pontos (-2,15%) e, na máxima, os 64.512 pontos (+0,27%). No mês, o índice recua 2,40% e, no ano, tem baixa de 9%. O giro financeiro totalizou R$ 5,990 bilhões.

Fraqueza
Num dia de agenda fraca e diante de incertezas no quadro externo, os investidores, justificaram os analistas, resolveram embolsar os ganhos acumulados nas duas últimas semanas, de quase 2,8%. A queda das commodities, ou a perspectiva de retração delas em razão do cenário de desaceleração econômica global, acabou pegando mais forte na Bovespa, com suas ações ligadas às matérias-primas.

Destaque
Petrobras foi um dos principais destaques negativos desta segunda-feira, ao derreter mais de 2% em dia de retração dos preços do petróleo. Petrobras ON perdeu 2,13%, PN, 2,44%, OGX ON, -3,80%. Na Nymex, o contrato do petróleo fechou abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde 24 de maio: US$ 99,01 o contrato para julho, com recuo de 1,21%. Os metais não fecharam numa trajetória única, mas a Vale também terminou com perdas: -0,77% na ON e -0,92% na PNA.

Idem
O setor siderúrgico também foi destaque negativo, assim como as construtoras. Gerdau PN, -2,80%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,10%, Usiminas PNA, -4,11%, CSN ON, -3,58%, Rossi ON, -4,17%, Bisa ON, -5%, Cyrela ON, -3,78%, Gafisa ON, -2,89%, MRV ON, -3,18%.

Esvaziada
Nos EUA, as bolsas terminaram em queda, em dia de agenda esvaziada e à espera de discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, hoje. Dow Jones teve perda de 0,50%, aos 12.089,96 pontos, o S&P recuou 1,08%, aos 1.286,17 pontos, e o Nasdaq terminou com retração de 1,11%, aos 2.702,56 pontos. Na Europa, as bolsas ficaram no vermelho pela quarta sessão seguida, com as preocupações com a situação da dívida grega mantendo o ambiente nervoso nas praças da região.

Ganhos
O dólar à vista fechou com ganho de 0,51%, a R$ 1,5830 no balcão, após oscilar da mínima de R$ 1,5770 (+0,13%) à máxima de R$ 1,5850 (+0,63%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou na máxima do dia, a R$ 1,5835, com alta de 0,63%; a mínima foi de R$ 1,5771 (+0,22%). O giro financeiro total à vista registrado até 16h38 somava cerca de US$ 2,178 bilhões, dos quais US$ 1,636 bilhão em D+2.

Giro
No mercado futuro, no mesmo horário acima, o dólar para julho de 2011 subia 0,35%, a R$ 1,5920, com um giro financeiro de US$ 11,39 bilhões. Em Nova York às 16h47, o euro caía a US$ 1,4569, de US$ 1,4632 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar estava cotado a 80,10 ienes, de 80,29 ienes na sexta-feira

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 marcava 12,51%, de 12,50% no ajuste, com giro de 87.580 contratos. O DI julho de 2011, o primeiro que vencerá após a decisão do Copom de amanhã, marcava taxa de 12,09%, ante ajuste de 12,08% na sexta-feira, com volume de apenas 7.295 contratos. O DI janeiro de 2012 (138.830 contratos) indicava 12,37%, de 12,34% no ajuste. Nos longos, a taxa do janeiro de 2017 (17.160 contratos) subia a 12,33%, de 12,29% no ajuste, enquanto o janeiro de 2021 (5.055 contratos) avançava para 12,22%, de 12,18%.

Em Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, depois que as ações da Tokyo Electric Power (Tepco), operadora em dificuldades da usina nuclear de Fukushima, despencaram 28% e deflagraram uma acelerada liquidação com os papéis do setor de serviços públicos. O índice Nikkei 225 caiu 111,86 pontos, ou 1,2%, e fechou aos 9.380,35 pontos, abaixo dos 9.400 pontos pela primeira vez desde 18 de março e acumulando uma perda de 3,5% nas últimas três sessões. O mercado japonês já abriu em leve baixa diante da perspectiva anêmica para a economia dos EUA, com os dados decepcionantes sobre o nível de emprego em maio, divulgados na sexta-feira. A cotação mais firme do iene contra o dólar também contribuía para manter o Nikkei no território negativo.
(Agência Estado)

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