MERCADO FINANCEIRO
Ganhos
Em meio ao movimento de sobe-e-desce da Bovespa nos últimos tempos, a quinta-feira foi dia de ganhos. Depois de muita oscilação em grande parte da sessão, o índice encontrou seu rumo do meio para o final da tarde, quando engrenou a alta que o levou de volta aos 64 mil pontos. As bolsas norte-americanas melhoraram ao longo do pregão e influenciaram a Bovespa, mas apenas a Nasdaq conseguiu subir.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira com ganho de 1,27%, aos 64.218,08 pontos, na máxima pontuação do dia. Na mínima, registrou 63.277 pontos (-0,21%). No mês, acumula perda de 0,62% e, no ano, de 7,34%. O giro financeiro totalizou R$ 5,516 bilhões.
Recuperação
Segundo os especialistas, apesar de os últimos indicadores divulgados no mundo não terem vindo bons e haja uma grande expectativa para os dados do relatório do mercado de trabalho norte-americano, hoje, a Bovespa teve uma recuperação técnica na sessão de ontem.
Petróleo
Nos EUA, desagradaram, sobretudo, os dados de estoque de petróleo, que mostraram aumento, reforçando a leitura de ritmo morno na economia. O Departamento de Energia dos EUA (DOE) informou que os estoques de petróleo bruto subiram 2,878 milhões de barris na semana até 27 de maio, ante previsão de queda de 1,2 milhão de barris. Já os estoques de gasolina tiveram alta de 2,553 milhões de barris, mais que a previsão de alta de 300 mil barris.
Queda
As encomendas à indústria cederam 1,2% em abril nos EUA, mais do que a previsão de queda de 1%, a maior em quase um ano e a segunda dos últimos três meses. Os pedidos de auxílio-desemprego caíram 6 mil na semana passada, um pouco mais do que a queda de 4 mil prevista pelos economistas.
Em baixa
O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,34%, aos 12.248,55 pontos, o S&P recuou 0,12%, aos 1.312,94 pontos, e o Nasdaq avançou 0,15%, aos 2.773,31 pontos. As bolsas europeias tiveram baixas bem mais fortes, superiores a 1%, ajustando-se ao anúncio da véspera, da Moody's, de corte de três níveis na nota de crédito da Grécia para Caa1, a pior classificação de risco entre os 17 países da zona do euro.
Desvalorização
Aqui, Petrobras fechou com desvalorização de 0,82% na ON e 0,21% na PN. Vale ON subiu 0,16% e PNA ganhou 0,52%. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho subiu 0,11%, a US$ 100,40.
Câmbio
O dólar à vista fechou na mínima do dia, em baixa de 1,07%, cotado a R$ 1,5770 - menor valor desde 29 de abril, quando encerrou em R$ 1,5740. A máxima intraday foi de R$ 1,5890 (-0,31%). O desempenho de ontem eliminou o ganho de 0,95% da véspera e a moeda no balcão passou a ter perda de 0,13% no mês. Na BM&F, o dólar pronto caiu 0,43%, para R$ 1,5802. O giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h37 somava US$ 3,437 bilhões, dos quais US$ 2,857 bilhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para julho de 2011 caía 1,12%, a R$ 1,5860, com um movimento financeiro de cerca de US$ 16,878 bilhões.
Leilões
Com o dólar em baixa o dia todo, o Banco Central fez dois leilões de compra de moeda à vista, em que definiu as taxas de corte em R$ 1,5820 e R$ 1,5796. Mas, a moeda à vista renovou as mínimas após essas operações.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 marcava 12,49%, de 12,47% no ajuste, com giro de apenas 133.330 contratos. O DI janeiro de 2012 (253.315 contratos) indicava 12,33%, de 12,32% no ajuste. Entre os vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017 (40.815 contratos) cedeu a 12,28% no fim, de 12,29% na véspera, depois de passar o dia em alta. O DI janeiro de 2021 (5.880 contratos), por sua vez, estava em 12,19%, nivelado ao ajuste.
Na Ásia
A maioria dos mercados da Ásia fechou em forte queda. A baixa acentuada em Wall Street ontem, por conta de dados desanimadores da economia dos EUA, China e Europa, influenciou os investidores da região. O rebaixamento do rating da dívida da Grécia pela agência de classificação de risco Moody's também deprimiu os mercados. Não houve negociação na Indonésia por causa de um feriado.
Declínio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda expressiva, ante o medo de uma desaceleração da economia e a turbulência política em torno do primeiro-ministro Naoto Kan. As ações das empresas exportadoras lideraram o declínio do índice Nikkei, que perdeu 164,57 pontos, ou 1,7%, e fechou aos 9.555,04 pontos.
(Agência Estado)





