Alta
O dólar comercial fechou em alta de 1,01% ontem, cotado a R$ 1,596 na venda. Com isso, a moeda norte-americana encerra uma sequência de quatro quedas seguidas, tendo desvalorização de 3,01% no período. O dólar refletiu o aumento da aversão a risco no exterior, após dados decepcionantes de atividade econômica nas principais economias do mundo.

Leilões
Desde a última sexta-feira, o Banco Central (BC) voltou a realizar dois leilões de compra de dólares por dia no mercado à vista. As taxas aceitas ontem foram de R$ 1,585 e R$ 1,589. A medida busca elevar a cotação da moeda.

Fluxo cambial
O fluxo cambial em maio, até o dia 27, foi positivo em US$ 5,626 bilhões, de acordo com dados divulgados no início da tarde de ontem pelo Banco Central (BC). O resultado foi determinado basicamente pelo forte desempenho do segmento comercial, em que as exportações superaram as importações em US$ 6,082 bilhões, quase o dobro de todo mês de abril e o maior volume para um mês (ainda que com dados parciais) desde setembro de 2008. As exportações no período somaram US$ 21,855 bilhões e as importações, US$ 15,774 bilhões.

Negativo
No segmento financeiro, o fluxo no mês tem saldo negativo de US$ 456 milhões, resultado de entradas de US$ 28,316 bilhões e saídas de US$ 28,772 bilhões. O Banco Central informou que as compras de dólares elevaram as reservas no mês até 27 em US$ 4,165 bilhões.

Indústria
Após a forte queda de 2,1% em abril comparativamente a março, a produção industrial deverá voltar a crescer em maio, segundo aponta o Índice Gerente de Compras HSBC, Setor Industrial - Brasil (PMI) que o banco divulgou ontem. O índice geral - média do desempenho dos vários estágios de produção da indústria - fechou maio com 50,8 pontos, numa escala de 0 a 100, ligeiramente acima dos 50,7 pontos em abril. Mas o subíndice produção subiu 1,4 ponto, passando de 51 pontos em abril para 52,4 pontos em maio.

Melhoria
Apesar de pequena, a alta do PMI na passagem de abril para maio se deve à melhoria geral nas condições operacionais do setor. Em abril a produção caiu, mas no médio prazo os fabricantes brasileiros têm relatado níveis elevados de produção por sete meses consecutivos, com várias empresas atribuindo à atividade maior do mercado. De acordo com a metodologia do PMI, qualquer variação acima de 50 pontos caracteriza crescimento da produção.

Ásia
Os mercados da Ásia fecharam sem sinal definido ontem. A boa alta em Wall Street na sessão anterior influenciou parte dos investidores da região, enquanto os temores sobre a redução do crescimento da economia chinesa derrubaram outras bolsas.

Modesta
A Bolsa de Tóquio fechou com modesta alta ontem, pois o Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) da China ficou basicamente dentro do esperado e ajudou as ações das empresas exportadoras a encobrir o fraco desempenho das companhias de serviços públicos. O índice Nikkei 225 subiu 25,88 pontos, ou 0,3%, e fechou aos 9.719,61 pontos.

Europa
As bolsas europeias fecharam em baixa nesta quarta-feira com a divulgação de dados decepcionantes nos Estados Unidos e quedas entre ações de bancos e de empresas de petróleo. As ações da seguradora Axa SA subiram após o anúncio de planos de cortes de custos.

Grécia
A União Europeia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo da Grécia chegaram à conclusão de que o país precisa de outra injeção de capital para atender suas necessidades financeiras em 2012 e 2013. Mas os detalhes da nova ajuda ainda estão sendo discutidos, como o pedido para que os investidores privados voluntariamente concordem com uma extensão da vida dos bônus gregos que vencem nos próximos anos.

Austrália
O Produto Interno Bruto (PIB) da Austrália caiu 1,2% no primeiro trimestre de 2011 em relação ao quarto trimestre do ano passado e cresceu 1% na comparação com o mesmo período de 2010, informou o Escritório Australiano de Estatísticas (ABS, na sigla em inglês). É maior recuo em 20 anos. Em média, os economistas previam queda de 1,4% no trimestre e alta de 0,7% na comparação anual. O ABS revisou o crescimento do PIB no quarto trimestre de 2010 para 0,8%, ante 0,7% informado inicialmente.
(Das Agências)

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