Recuperação
Depois da marcha lenta da véspera em razão dos feriados nos EUA, a Bovespa teve um pregão um pouco melhor ontem, com recuperação concentrada na hora final da sessão. O giro, até então, ameaçava não sair da casa dos R$ 4 bilhões, mas o movimento de final de mês acabou falando mais alto e elevou o volume perto do fechamento. Petrobras e Vale pesaram o dia todo sobre o índice, mas melhoraram no fim. O mesmo não aconteceu com BB e Pão de Açúcar.

Em alta
O Ibovespa terminou a terça-feira em alta de 1,04%, na máxima pontuação do dia, aos 64.620,08 pontos. Na mínima, registrou os 63.932 pontos (-0,03%). Com esse resultado, encerrou maio com perda de 2,29%, a terceira maior do ano, atrás de janeiro (-3,94%) e abril (-3,58%). No ano, o índice cai 6,76%. O giro financeiro totalizou R$ 6,777 bilhões.

Morno
O ritmo foi morno ao longo do dia porque, segundo operadores, os investidores continuam reticentes com o mercado acionário doméstico e buscando ganhos de curto prazo, com um movimento de troca de ações entre as mais valorizadas por aquelas que exibem potencial de ganhos. Esta teria sido uma das justificativas para o recuo das blue chips em dia de alta das commodities. No final, entretanto, a puxada de fechamento do mês acabou potencializando as compras e o desempenho melhorou.

Petrobras
Assim, Petrobras ON encerrou em baixa de 0,56%, enquanto a PN subiu 0,04%. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio avançou 2,10%, a US$ 102,70 o barril. Vale ON ganhou 0,22% e PNA subiu 0,11%.

Recuo
Mas o dia foi de BB e Pão de Açúcar. As ações ON do banco recuaram 0,88%, depois que a instituição arrematou o Banco Postal, derrotando o Bradesco. Terá que pagar R$ 3,150 bilhões, razão que estaria penalizando os papéis. Bradesco fechou em alta de 0,52%.

Arbitragem
Já Pão de Açúcar PN perdeu 4,37%, depois que a francesa Casino solicitou arbitragem para resolver conflito com o grupo da família Diniz sobre um pacto de acionistas que une as duas empresas no controle do Pão de Açúcar.

Bovespa
A Bovespa acabou acompanhando a alta das bolsas externas, apesar de uma indecisão após a divulgação de dados nos EUA. O que mais pesou foi o índice de confiança do consumidor dos EUA medido pelo Conference Board, que caiu para 60,8 em maio, do dado revisado de 66,0 em abril. O resultado foi o mais baixo desde novembro do ano passado e ficou muito abaixo das estimativas de 66,4 dos economistas.

Ganhos
O Dow Jones terminou o dia em alta de 1,03%, aos 12.569,79 pontos, o S&P subiu 1,06%, aos 1.345,20 pontos, e o Nasdaq avançou 1,37%, aos 2.835,30 pontos. Na Europa, as bolsas subiram.

Câmbio
O dólar no balcão terminou em queda de 0,50%, valendo R$ 1,5790 - resultado que ampliou a perda acumulada em quatro dias para 3%. Em maio, contudo, a moeda norte-americana ainda contabilizou leve alta de 0,32% no balcão. Mas, no ano, tem perda acumulada de 5,11%. Na BM&F, o dólar pronto encerrou cotado a R$ 1,5795, em baixa de 0,72%. O giro financeiro até 16h36 na clearing de câmbio somava cerca de US$ 3,757 bilhões, dos quais US$ 3,215 bilhões em D+2.

Propostas
As mínimas do dólar à vista (R$ 1,5780) e no mercado futuro (dólar julho 2011, R$ 1,5885) foram registradas à tarde, imediatamente após o BC rejeitar as propostas do segundo leilão de swap cambial reverso feito ontem. Pela manhã, a autoridade monetária fez uma primeira tentativa de rolagem do vencimento amanhã, de cerca de 34 mil contratos de swap reverso, mas também recusou todas as propostas apresentadas.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2013 marcava 12,48%, de 12,53% no ajuste, com volume de 355.285 contratos negociados. O DI janeiro de 2012 (366.960 contratos) estava em 12,34%, de 12,35% no ajuste de segunda-feira. Entre os vencimentos mais curtos, o DI julho de 2011 (78.895 contratos) marcava 12,05%, nivelado ao ajuste, enquanto o DI outubro de 2011 (215.315 contratos) situava-se em 12,25%, de 12,27% no ajuste. Nos vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017 (16.435 contratos) estava em 12,29%, de 12,31%, enquanto o DI janeiro de 2021 (8.485 contratos) cedia a 12,19%, de 12,21% no ajuste.
(Agência Estado)

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