Bovespa
Os feriados nos EUA e Reino Unido paralisaram os negócios também na Bovespa, que teve uma sessão insossa e de volume minguado. O sinal predominante, entretanto, foi negativo, com perdas disseminadas pelas ações.

Perda
A Bolsa doméstica encerrou a segunda-feira em queda de 0,53%, aos 63.953,93 pontos. Na mínima, registrou 63.915 pontos (-0,59%) e, na máxima, os 64.460 pontos (+0,26%). No mês, acumula perda de 3,29% e, no ano, de 7,72%. O giro financeiro somou apenas R$ 1,688 bilhão, o menor valor desde 25 de maio de 2009 (R$ 1,578 bilhão).

Indisposição
Segundo profissionais do mercado, o fluxo baixo mostra a pouca disposição em compras dos investidores, que ignoraram até mesmo as oportunidades. A agenda carregada da semana afugentou os mais ousados, que esperam algum desdobramento dos assuntos mais presentes nas mesas, entre eles, a situação grega. Neste caso, por exemplo, a expectativa é de que os resultados de uma avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia grega sejam divulgados no fim desta semana.

Em queda
Sem Wall Street de referência, a Bolsa mirou a Europa, onde as principais bolsas fecharam em baixa, também com fraco volume de negociação. O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, que recuou 0,04%, e fechou aos 7.160,30 pontos. O CAC-40, da Bolsa de Paris perdeu 0,21%, para 3.942,53 pontos. O índice Ibex-35 de Madri fechou em baixa de 0,04%, aos 10.257,60 pontos. O PSI-20 de Lisboa recuou 0,88%, para 7.571,77 pontos. O FTSE MIB de Milão declinou 0,19%, para 20.791,48.

Para baixo
No Brasil, as blue chips terminaram em queda: Petrobras ON, -1,14%, e PN, -0,86%, Vale ON, -0,42%, e PNA, -0,36%. Siderúrgicas e bancos também caíram: Gerdau PN, -0,70%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,61%, Usiminas PNA, -0,80%, CSN ON, -0,77%, Bradesco PN, -0,58%, Itaú Unibanco PN, -0,42%, BB ON, -0,28%, e Santander unit, -0,95%.

Câmbio
No fechamento, o dólar à vista encerrou com perda pelo terceiro dia útil seguido, de 0,75%, para R$ 1,5870 no balcão - mínima, sendo que a máxima, pela manhã, foi de R$ 1,5990 (estável). Na BM&F, o dólar pronto recuou 0,53%, para R$ 1,5909. Até 16h39, o giro financeiro total registrado na clearing de câmbio somava cerca de US$ 1,134 bilhão, dos quais US$ 1,020 bilhão em D+2.

Recuo
No mercado futuro, no final da tarde, dólar para junho, que vence amanhã na BM&F, projetava recuo de 0,31%, a R$ 1,590, com um volume transacionado de cerca de US$ 5,447 bilhões. A mínima deste vencimento foi de R$ 1,5860 e a máxima de R$ 1,5980. O segundo contrato mais negociado foi o de julho de 2011, que também projetava queda 0,19%, a R$ 1,6045, com giro de US$ 760 milhões.

Pressão
Como hoje será formada a taxa Ptax de fim de mês e os investidores estrangeiros detêm neste vencimento posição líquida vendida em dólar futuro, o que sugere pressão de baixa sobre as cotações hoje, o Banco Central fez novamente dois leilões de compra de moeda à vista ontem, a exemplo de sexta-feira passada. As taxas de corte nesses leilões ficaram em R$ 1,5960 e R$ 1,5940.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2017 (7.790 contratos) recuava de 12,32% para 12,31% e o DI janeiro de 2021 (5.275 contratos), de 12,23% para 12,21%, na mínima. O DI janeiro de 2013 (76.810 contratos) estava em 12,53%, de 12,54% no ajuste de sexta-feira, e o DI janeiro de 2012 (70.000 contratos) indicava 12,35%, de 12,34%.

Divergência
Os mercados asiáticos iniciaram a semana sem sinal definido. Houve realização de lucros em algumas bolsas ontem, enquanto em outros mercados predominou a cautela que antecede a divulgação de indicadores econômicos da região e dos EUA, nesta semana.

Ganhos
A Bolsa de Hong Kong teve o quinto pregão seguido de ganhos. O rali foi liderado pelas varejistas, por conta da forte demanda por parte dos turistas, e por números saudáveis do mercado de trabalho local.

Declínio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, em meio à venda de ações de exportadoras referenciais, pressionadas pela firme cotação do iene contra o dólar e pela incerteza em relação à projeção da Honda. O índice Nikkei 225 declinou 16,97 pontos, ou 0,2%, e fechou aos 9.504,97 pontos.
(Agência Estado)

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