MERCADO FINANCEIRO
No azul
A Bovespa encerrou ontem seu quarto pregão seguido em alta e garantiu a primeira semana no azul depois de cair nas quatro anteriores. A trégua externa e a proximidade do final do mês levaram os investidores a compras de oportunidades, mas o fôlego diminuiu à tarde em razão do feriado nos EUA e Reino Unido na próxima segunda-feira.
Elevado
O Ibovespa terminou a sexta-feira em elevação de 0,31%, aos 64.294,66 pontos. Na mínima, registrou 64.092 pontos (-0,01%) e, na máxima, os 64.548 pontos (+0,70%). Na semana, o índice subiu 2,71%. A última vez que a Bolsa havia subido no período de uma semana foi no encerrado em 20 de abril. No mês, perde 2,78% e, no ano, recua 7,23%. O giro totalizou R$ 4,788 bilhões.
Em alta
O mercado abriu em alta e trabalhou em trajetória ascendente até atingir a máxima, no início da tarde. Mas depois foi perdendo fôlego e chegou a virar momentaneamente para o negativo. Conseguiu se segurar no azul, com um ganho mais tímido, o que era de se esperar diante de um final de semana e um feriado nos EUA e Reino Unido na segunda-feira.
Destaques
Vale foi um dos destaques da sessão, com compras influenciadas pela teleconferência que o novo presidente da empresa, Murilo Ferreira, realizou ontem. Na ocasião, ele adiantou que o plano de investimentos da mineradora pode sofrer ajustes, mas afirmou que não pensa em paralisar nenhum projeto no curto prazo. Informou que a Vale pode até fazer investimentos em siderurgia, mas garantiu que o foco da companhia continua em mineração. Ferreira ainda rebateu as críticas de que sua condução ao comando da mineradora tenha tido influência política.
Movimento
Vale ON subiu 0,60% e PNA, 0,38%. Outra blue chip, Petrobras terminou com alta de 0,37% na ON e de 0,37% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho encerrou com variação positiva de 0,36%, a US$ 100,59. Nos EUA, as bolsas subiram, apesar de os indicadores conhecidos ontem não terem sido totalmente bons. O Dow Jones terminou o dia em alta de 0,31%, aos 12.441,58 pontos. O S&P avançou 0,41%, aos 1.331,10 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,50%, aos 2.796,86 pontos.
Nos EUA
O índice de vendas pendentes de moradias despencou 11,6% em abril em relação a março, ante previsão de queda de 2%. Os gastos dos norte-americanos subiram 0,4%, mesmo porcentual da renda pessoal. Economistas esperavam que os gastos com consumo subissem 0,5% e a renda aumentasse 0,4%. O núcleo do índice de preços PCE subiu 1,0% em abril ante abril de 2010, depois do aumento de 0,9% de março. Já o índice de sentimento do consumidor final de maio Reuters/Universidade de Michigan subiu para 74,3 em maio, de 69,8 em abril, superando a leitura preliminar, que foi de 72,4, e que também era a previsão dos economistas.
Em queda
No fechamento, o dólar à vista caiu 1,05%, a R$ 1,5990 no balcão, que é o menor valor desde 3 de maio, quando encerrou em R$ 1,5870. Na semana, a moeda no balcão apurou perda de 0,99%. No mês, tem alta de 1,59%, mas, no ano, acumula baixa de 3,91%. Na BM&F, o dólar pronto terminou em baixa de 1,04%, a R$ 1,5994. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h34 somava cerca de US$ 1,991 bilhão, sendo US$ 1,385 bilhão em D+2.
No futuro
No mercado futuro nesse horário, o contrato de dólar que vence em 1º de junho perdia 1,08%, a R$ 1,5995, com um volume negociado de US$ 15,73 bilhões. Nos dois leilões de compra de dólar à vista, o BC fixou as taxas de corte em R$ 1,6030 e em R$ 1,5995.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, a liquidez ainda era moderada e o DI janeiro de 2017 (19.875 contratos) recuava de 12,37% para a mínima de 12,32% e o DI janeiro de 2021 (2.160 contratos), de 12,28% para 12,23% (mínima). O DI janeiro de 2013 (148.310 contratos) estava na mínima de 12,54%, de 12,56% quinta-feira, e o DI janeiro de 2012 (133.025 contratos), estável, indicava 12,34%.
Na Europa
As bolsas europeias fecharam em alta com o rali das ações dos bancos e de declarações do G-8 de que a recuperação da economia global está ganhando força. O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,7%, aos 279,05 pontos. No entanto, o índice acumulou queda de 0,2% na semana. O índice FT-100, da Bolsa de Londres, subiu 0,98%, para 5.938,87 pontos. O DAX, da Bolsa de Frankfurt avançou 0,69%, para 7.163,47 pontos.
(Agência Estado)





