MERCADO FINANCEIRO
Desempenho
Depois de exibir volatilidade de manhã e indefinição de que rumo seguiria, a Bovespa engatou a primeira marcha no período vespertino e retomou os 64 mil pontos. A melhora das bolsas norte-americanas abriu espaço para um desempenho doméstico mais firme, onde as blue chips e os bancos tiveram papel de destaque.
Em alta
O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,12%, aos 64.098,57 pontos, maior nível desde os 64.876,88 pontos de 10 de maio. Na mínima do dia, registrou 63.232 pontos (-0,25%) e, na máxima, os 64.121 pontos (+1,16%). Foi o terceiro pregão seguido com ganho, período no qual subiu 2,81%. No mês, entretanto, tem queda acumulada de 3,07% e, no ano, de 7,51%. O giro financeiro totalizou R$ 6,910 bilhões.
Valorização
O dia teve noticiário morno e, apesar de indicadores frágeis nos EUA, os investidores ousaram assumir um pouco mais de posições compradas, sobretudo em blue chips e bancos. As ações ordinárias da Petrobras fecharam com valorização de 1,04% e as PN, de 1,26%, em dia de queda do petróleo. Na Nymex, o contrato para junho recuou 1,08%, a US$ 100,23 o barril. Vale ON terminou com variação positiva de 1,56% e a PNA, de 1,66%, em dia de queda majoritária dos metais.
Boa performance
No segmento financeiro, Bradesco PN ganhou 2,92%, Itaú Unibanco PN, 3,22%, BB ON, 3,12%, e Santander unit, 2,23%. Uma das razões para essa boa performance desses papéis, segundo alguns profissionais, pode ser encontrada nos dados do IBGE, que mostraram queda da taxa de desemprego para 6,4% em abril, a menor para este mês desde 2002.
Contribuição
A melhora da Bolsa doméstica teve uma contribuição do mercado norte-americano, onde os investidores reavaliaram os dados ruins conhecidos pela manhã e fizeram algumas compras, poucas. O Dow Jones terminou com valorização de 0,07%, aos 12.402,76 pontos, o S&P subiu 0,40%, aos 1.325,69 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,78%, aos 2.782,92 pontos.
PIB
A primeira revisão do PIB norte-americano repetiu o número inicial, de 1,8% de alta no primeiro trimestre. Os economistas, no entanto, esperavam elevação para +2,2%. Os pedidos de auxílio-desemprego feitos no país na semana passada contrariaram a previsão de queda de 4 mil e subiram em 10 mil para 424 mil, após ajustes sazonais. E o índice de atividade industrial do Fed de Kansas City, que mede a produtividade, caiu para 1 em maio, de 14 em abril e do nível recorde de 27 em março. Leituras acima de zero significam expansão.
Câmbio
O dólar no balcão fechou cotado a R$ 1,6160 (-0,74%), logo após atingir o piso do dia, de R$ 1,6150 (-0,80%). A máxima, pela manhã, foi de R$ 1,6250 (-0,18%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou com perda de 0,72%, a R$ 1,6162, na mínima. O giro financeiro registrado na Clearing de Câmbio até 16h33 somava US$ 3,662 bilhões (74% acima do anterior), dos quais US$ 3,120 bilhões em D+2.
O dólar para junho de 2011 mostrou baixa de 0,92%, a R$ 1,6160, com um volume negociado de US$ 19,808 bilhões.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2017 (21.630 contratos) passava de 12,40% para 12,37%, e o DI janeiro de 2021 (4.655 contratos) estava em 12,28%, de 12,30% quarta-feira. O DI janeiro de 2013 (150.760 contratos) cedia de 12,59% para 12,56% e o DI janeiro de 2012 (85.820 contratos) apontava 12,34%, de 12,35% quarta-feira.
Ganhos
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, depois que um plano de recompra de ações da Canon e os ganhos com a peso pesado Softbank ajudaram a sustentar o sentimento do mercado, que vinha sendo afetado pelas preocupações com as condições econômicas dos EUA e da China. O índice Nikkei 225 ganhou 139,17 pontos, ou 1,5%, e fechou aos 9.562,05 pontos.
Recuperação
Após as perdas registradas em sessões anteriores, os mercados asiáticos se recuperaram ontem e apresentaram elevação - à exceção da China. A alta das commodities na quarta-feira, os resultados positivos em Wall Street e a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião influenciaram os negócios nas bolsas da região. A Bolsa de Sidney, da Austrália, registrou ganho não visto desde dezembro, com as commodities.
(Agência Estado)





