MERCADO FINANCEIRO
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,31% ontem, cotado a R$ 1,629 na venda. No acumulado do mês, a moeda norte-americana tem valorização de 3,56%. O Banco Central (BC) realizou um leilão para a compra de dólar no mercado à vista no pregão de ontem. A taxa aceita foi de R$ 1,63. A medida busca elevar a cotação da moeda. Ao longo de quase todo o mês, a taxa de câmbio tem variado entre cerca de R$ 1,61 e R$ 1,63.
Câmbio
O fluxo cambial entre os dias 16 e 23 de maio foi negativo em 472 milhões, de acordo com cálculos feitos com base nos dados do Banco Central. O fluxo comercial foi positivo em US$ 1,108 bilhão no período. Já o fluxo financeiro ficou negativo em US$ 1,582 bilhão. Isso representa uma reversão em relação ao ocorrido na semana de 9 a 13 de maio, quando o saldo líquido ficou favorável em US$ 5,214 bilhões. No mês, o saldo cambial saiu de US$ 8,809 bilhões no dia 13 para US$ 8,337 bilhões no dia 23.
Déficit
A conta de transações correntes do balanço de pagamentos do Brasil com o exterior apresentou em abril um déficit de US$ 3,488 bilhões, informou ontem o Banco Central. O resultado é melhor que o registrado em abril do ano passado, quando o déficit foi de US$ 4,616 bilhões. O desempenho de abril deste ano também foi mais favorável que o de março, quando o resultado foi negativo em US$ 5,676 bilhões. No acumulado do ano, a conta está deficitária em US$ 18,119 bilhões, o equivalente a 2,39% do Produto Interno Bruto (PIB).
Projeção reduzida
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) reduziu a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ao final de maio de 0,40% para 0,37%. A nova estimativa compõe-se de altas esperadas de 0,25% para Habitação, 0,42% para Alimentação, 0,21% para Transportes, 0,38% para Despesas Pessoais, 0,87% para Saúde, 0,95% para Vestuário e 0,08% para Educação.
Investimentos
O ingresso total de investimentos estrangeiros em ações em abril somou US$ 938 milhões, informou ontem o Banco Central. De janeiro a abril, o ingresso ficou em US$ 1,687 bilhão, ante os US$ 8,573 bilhões do mesmo período do ano passado. Em abril de 2010, o ingresso total de recursos para investimentos em ações foi de US$ 3,302 bilhões. No total de investimentos em ações em abril, US$ 952 milhões foram negociados no Brasil. Já as transações feitas com recibos de ações (ADRs) no exterior registraram saída líquida de US$ 14 milhões.
Dívida
A dívida externa do País subiu para US$ 282,461 bilhões em abril, segundo dados estimados pelo Banco Central. Em março, a estimativa do BC para o indicador estava em US$ 276,678 bilhões e, em dezembro de 2010 (último dado fechado), em US$ 256,804 bilhões. No mês passado, a dívida de curto prazo recuou para US$ 64,333 bilhões, ante US$ 67,672 bilhões em março. A dívida de longo prazo, por outro lado, subiu para US$ 218,128 bilhões, ante US$ 209,005 bilhões.
Europa
As principais bolsas europeias fecharam em leve alta, depois que a agência de classificação de risco Fitch afirmou que não prevê qualquer ação de rating sobre os bancos alemães em razão de sua exposição à Grécia. O índice Stoxx Europe 600 registrou alta de 0,72% e encerrou a sessão aos 277,37 pontos. As ações dos bancos subiram.
Ásia
Os mercados asiáticos apresentaram números negativos ontem. As contínuas preocupações sobre a redução do crescimento econômico chinês, somadas à crise europeia e à queda das bolsas de Nova York, continuaram a influenciar as bolsas da região. Em Hong Kong, a Bolsa voltou a fechar estável, com a presença dos caçadores de ofertas.
China
Na China, a Bolsa de Xangai apresentou a quinta sessão seguida de queda, liderada pelos bancos, após a agência Standard & Poor's alertar que a política de aperto monetário e de crédito de Pequim deve enfraquecer a lucratividade dos cedentes de crédito e levar a um forte aumento dos empréstimos inadimplentes.
Queda
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, pois a venda de ações tecnológicas encobriu as notícias sobre a retomada da produção na Toyota. O índice Nikkei 225 perdeu 54,29 pontos, ou 0,6%, e fechou aos 9.422,88 pontos. Foi a quarta queda do índice nos últimos cinco pregões, com perda acumulada de 2,5% neste período.
(Das Agências)





