MERCADO FINANCEIRO
Para cima
Alta das commodities, revisões de ratings, preços atrativos e relativa trégua no exterior. Com tudo isso, a Bovespa operou a sessão toda em alta e conseguiu retomar os 63 mil pontos, mas com pouco entusiasmo, já que o volume segue fraco e mostra a desconfiança dos investidores em assumir posições mais ousadas. As ações do Grupo Oi lideraram os ganhos, em meio a anúncio de reestruturação.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,59%, aos 63.336,75 pontos. Na mínima, registrou 62.350 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 63.415 pontos (+1,72%). No mês, acumula perda de 4,23% e, no ano, de 8,61%. O giro financeiro totalizou R$ 4,940 bilhões.
Petrobras
Esse aumento influenciou as ações da Petrobras, assim como a alta dos metais carregou Vale. A mineradora subiu 0,94% na ação ON e 0,98% na PNA. Petrobras ON, +0,41%, e PN, +1,06%. A agência de classificação de risco Standard & Poor's revisou a perspectiva para o rating da petrolífera de estável para positiva. A S&P também reafirmou o rating BBB - de crédito corporativo da Petrobras.
Grupo Oi
Além das blue chips, ajudaram a puxar o Ibovespa ontem os papéis do Grupo Oi, que dispararam e estiveram entre os mais negociados. A empresa anunciou logo cedo seu plano de reestruturação societária, que foi bem recebido pelo mercado. Oi (TNLP) PN (+13,26%), ON, +11,72%, Tmar PNA, +10,12% e Brasil Telecom PN (+9,46%), foram as maiores altas do Ibovespa.
Câmbio
O dólar no balcão fechou com queda de 0,55%, a R$ 1,6220, na mínima. Na máxima, a divisa dos EUA bateu em R$ 1,630 (-0,06%). O dólar pronto na BM&F teve recuo de 0,37%, a R$ 1,6245. Às 16h33, o giro financeiro na clearing de câmbio da BM&FBovespa somava US$ 2,684 bilhões, sendo US$ 2,019 bilhões em D+2.
Mercado futuro
O dólar para junho no mercado futuro cedia 0,79%, a R$ 1,6240, às 16h33, e com movimento de US$ 14,743 bilhões. Os seis contratos negociados ontem - todos em queda - totalizavam US$ 14,946 bilhões. Como tem se tornado rotina desde a semana passada, o Banco Central fez apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista, cuja taxa de corte foi de R$ 1,6243.
Volatilidade
Nos EUA, as bolsas operaram com volatilidade, entre altas e baixas, sem se afastar muito da estabilidade. Os indicadores divulgados ontem não agradaram muito. O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,20%, aos 12.356,21 pontos. O S&P perdeu 0,08%, aos 1.316,28 pontos, e o Nasdaq recuou 0,46%, aos 2.746,16 pontos.
Moderadas
As bolsas europeias fecharam com alta moderada ontem, ajudadas por ganhos em ações de empresas ligadas a commodities e pelo indicador positivo sobre a confiança das empresas da Alemanha. O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,2% e encerrou a sessão aos 275,39 pontos. Entre as principais bolsas do continente, o índice FT-100 de Londres subiu 0,39%, para 5.858,41 pontos; o DAX de Frankfurt ganhou 0,41%, para 7.150,66 pontos; e o CAC-40 de Paris avançou 0,25%, para 3.916,88 pontos.
Divergentes
Os mercados asiáticos apresentaram fechamentos divergentes. Algumas bolsas tiveram presença de investidores em busca de ofertas de ocasião, enquanto outras foram influenciadas pela baixa em Wall Street e por fatores locais.
Valorização
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, com um desempenho surpreendente da Sony, que obteve forte valorização mesmo depois de ter alertado para a previsão de um prejuízo anual de US$ 3,2 bilhões. O ganho com as ações da gigante dos eletrônicos escondeu parcialmente as crescentes preocupações em relação aos problemas das dívidas soberanas da zona do euro.
Estabilidade
Em Hong Kong, a Bolsa reverteu as perdas da manhã para fechar estável, com a presença dos caçadores de ofertas, entre as quais China Mobile. O índice Hang Seng terminou aos 22.730 pontos. China Mobile recuperou 1,7%. Cnooc ganhou 1,1% e Shenhua avançou 2%. China Resources Land caiu 0,9%.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2017 (30.375 contratos) estava na máxima de 12,45%, de 12,37% segunda-feira, enquanto o DI janeiro de 2021 (9.820 contratos) subia de 12,27% para 12,35%. O DI janeiro de 2013 (193.880 contratos) avançava para a máxima de 12,60%, rompendo a resistência de 12,58%, ante 12,54% segunda-feira. O DI janeiro de 2012 (359.980 contratos) avançava de 12,31% para 12,33%.
(Agência Estado)





