MERCADO FINANCEIRO
Sinais
O sinal negativo vindo da Europa pressionou o Ibovespa para baixo, mas os preços atrativos e o forte suporte nos 62 mil pontos fizeram com que as perdas por aqui fossem mais contidas do que no exterior.
Baixa
O Ibovespa encerrou ontem em baixa de 0,40%, aos 62.345,18 pontos, menor nível desde 16 de julho passado (62.339,27 pontos). Na mínima, registrou 61.659 pontos (-1,50%) e, na máxima, os 62.597 pontos (estável). No mês, acumula perdas de 5,73% e, no ano, de 10,04%. O giro financeiro totalizou R$ 4,188 bilhões, o menor do mês.
Internacional
Além do recuo de vários indicadores de atividade industrial na Europa - e China -, a revisão feita por agências de rating de notas de países europeus e a derrota do Partido Socialista nas eleições regionais espanholas do último domingo pesaram sobre os mercados. As notícias levantaram o temor de que a crise da dívida do euro atinja os países centrais do euro, uma vez que também a Itália e a Bélgica ganharam o noticiário.
Perdas
Na sexta-feira, a Fitch rebaixou o rating da Grécia e a Standard & Poor's reduziu a perspectiva da nota da Itália. Hoje, a mesma Fitch diminuiu a perspectiva do rating da Bélgica. As Bolsas da região terminaram com perdas fortes, que chegaram a 3,32% na Itália.
EUA
Nos EUA, o Dow Jones perdeu 1,05%, aos 12.381,26 pontos, o S&P baixou 1,19%, aos 1.317,37 pontos, e o Nasdaq terminou com variação negativa de 1,58%, aos 2.758,90 pontos. Também na América um indicador ruim abriu a semana: o índice de atividade regional do Fed de Chicago foi para -0,45 em abril de 0,32 em março.
Reflexos
No Brasil, os preços baratos e o nível de 62 mil pontos impediram o Ibovespa de cair mais. O desempenho, segundo profissionais, também foi ajudado pela melhora da expectativa de inflação na Focus, o que beneficiou, por exemplo, os papéis dos bancos.
Recuos
As blue chips, por outro lado, recuaram, acompanhando o sinal vermelho das commodities. Petrobras ON perdeu 1,11% e PN, 1,63%, Vale ON recuou 0,10% e PNA, 0,11%. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho encerrou com perda de 2,40%, a US$ 97,70 o barril. Os metais recuaram por causa de dados econômicos fracos da China e da valorização do dólar.
Câmbio
O dólar no balcão operou no azul durante toda a sessão e fechou com avanço de 0,99%, a R$ 1,6310. Na máxima, chegou a R$ 1,64 (+1,55%) e na mínima, a R$ 1,630 (+0,93%). No mês, a divisa norte-americana acumula ganho de 3,62%, mas ainda cai 1,98% no ano. Na BM&F, o dólar pronto encerrou em alta de 0,99%, a R$ 1,6306. Às 16h31, o giro financeiro totalizava US$ 3,150 bilhões na clearing de câmbio da BM&FBovespa, sendo US$ 2,640 bilhões em D+2.
Em alta
No horário acima, o dólar para junho no mercado futuro subia 0,52%, a R$ 1,6350, com movimento de US$ 14,840 bilhões. Os cinco vencimentos negociados hoje - todos em alta - totalizavam US$ 14,972 bilhões. Com a moeda em alta, o Banco Central voltou a fazer apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 1,6314.
Juros
Em um pregão de liquidez fraca, o DI janeiro de 2013 (91.865 contratos) projetava 12,54%, de 12,56% na sexta-feira; e o DI janeiro de 2012 (44.890 contratos), estável, apontava 12,31%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (10.770 contratos) estava em 12,37%, de 12,36% no ajuste anterior e o DI janeiro de 2021 (760 contratos) passava de 12,26% para 12,27%.
Na Europa
As bolsas europeias fecharam em forte queda ontem, com as ações dos bancos e das seguradoras entre as que mais perderam com a ampliação das preocupações com a crise soberana europeia, para países como a Itália e a Espanha. Os papéis dos setores de turismo também foram destaque de baixa, refletindo temores de fechamento do espaço aéreo europeu após a erupção do vulcão Grimsvotn, na Islândia.
Movimento
O índice FTSE MIB, da Itália, fechou em queda de 704,23 pontos (3,32%) para 20.532,64 pontos. Em Atenas, o índice ASE composto encerrou a segunda-feira em queda de 1,3% aos 1.280,10 pontos. Na Bolsa de Madri, o índice IBEX-35 fechou em queda de 143,90 pontos (1,4%), aos 10.082,70 pontos. Na Alemanha, o índice Xetra-DAX, da Bolsa de Frankfurt, encerrou com perdas de 145,30 pontos (2%) aos 7.121,52 pontos.
(Agência Estado)





