Repetição
Petrobras e Vale garantiram um pregão de ganhos à Bovespa, que, no entanto, fechou longe da máxima pontuação do dia e sem conseguir retomar os 63 mil pontos. O índice repetiu o comportamento das últimas sessões, onde exibiu volatilidade pela manhã e firmou-se à tarde, a maioria das vezes na contramão do mercado externo, como ontem.

Em alta
A Bovespa encerrou o dia em alta de 0,37%, aos 62.596,52 pontos. Na mínima, registrou 62.086 pontos (-0,45%) e, na máxima, os 63.043 pontos (+1,08%). Na semana, teve perda de 1,01%. Em maio, acumula -5,35% e, no ano, -9,68%. O giro financeiro totalizou R$ 11,672 bilhões. O giro foi engordado pela compra do Berj pelo Bradesco e também pelo leilão para oferta pública de permuta para aquisição das ações (OPA) de emissão da PortX.

Avanços
Depois de dois dias de queda, as ações da Petrobras acompanharam a alta do petróleo no exterior e subiram. A ON avançou 1,66%, e a PN, 1,48%. Na Nymex, o contrato para junho subiu 1,07%, a US$ 99,49. Vale ON subiu 0,43% e PNA, 0,67%, em dia de alta majoritária dos metais. Ontem , o presidente do conselho de administração da Vale e presidente da Previ, Ricardo Flores, deu as boas-vindas para o novo presidente da mineradora, Murilo Ferreira, e informou que estão mantidos o orçamento da Vale para 2011 e o plano estratégico da empresa.

Em baixa
No exterior, as bolsas terminaram em baixa, influenciadas pela decisão da Fitch de rebaixar a Grécia. O banco central de Alemanha também não ajudou, ao criticar as propostas de extensão dos vencimentos dos bônus da Grécia, justificando que uma redefinição do perfil da dívida não pode substituir o cumprimento do ajuste fiscal. As eleições regionais da Espanha, amanhã, adicionaram cautela para os investidores, em dia de agenda esvaziada. O Dow Jones perdeu 0,74%, aos 12.512,04 pontos, o S&P caiu 0,77%, aos 1.333,27 pontos, e o Nasdaq recuou 0,71%, aos 2.803,32 pontos.

Câmbio
No balcão, o dólar pronto cedeu 0,06%, a R$ 1,6150. Na máxima, a divisa norte-americana chegou a subir 0,43%, a R$ 1,6230. Na mínima, caiu a R$ 1,6110 (-0,31%). Na semana, a divisa dos EUA recuou 1,34%, elevando as perdas no ano para 2,94%. No mês, porém, o dólar sobe 2,60%. No pronto da BM&F, o dólar fechou a R$ 1,6146, com leve queda de 0,04%. Às 16h36, na clearing de câmbio, o giro financeiro já totalizava US$ 4,503 bilhões, sendo cerca de US$ 3,931 bilhões em D+2.

Recuos
No horário acima, o contrato de dólar para junho no mercado futuro recuava 0,12%, a R$ 1,6190 e com volume de US$ 19,730 bilhões. Os sete contratos negociados ontem - três em queda e quatro em alta - somavam US$ 20,089 bilhões. Pela quarta vez nessa semana, o Banco Central fez apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista, cuja taxa de corte ficou em R$ 1,6135.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (194.210 contratos) projetava 12,31% (máxima), de 12,30% no ajuste de quinta, e o DI janeiro de 2013 (300.995 contratos) subia de 12,53% para 12,56% (máxima). O DI janeiro de 2017 (22.130 contratos) avançava de 12,33% para 12,36% (máxima) e o DI janeiro de 2021 (2.755 contratos) ia a 12,25% (máxima), de 12,23% de quinta.

Na Europa
As bolsas europeias fecharam em queda, depois que o rebaixamento do rating da Grécia pela agência de classificação de risco Fitch Ratings reforçou as preocupações sobre as dívidas soberanas na zona do euro. O índice Stoxx Europe 600 caiu 0,1%, para 279,65 pontos, e acumulou queda de 0,3% na semana. Peter Dixon, estrategista do Commerzbank, disse que os mercados efetivamente oscilaram dentro de faixas estreitas por cerca de seis semanas, à medida que balanços positivos compensaram a incerteza sobre a situação da dívida soberana na zona do euro.

Movimento
O índice ASE Composite, da Bolsa de Atenas, fechou em queda de 1,9%, aos 1.297,36 pontos. Em Milão, o índice FTSE MIB encerrou com perda de 1,5%, aos 21.236,87 pontos, conduzido pelo declínio das ações dos bancos, e acumulou queda de 2,42% na semana. UniCredit cedeu 3,8% e Intesa Sanpaolo recuou 3,6%. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 0,13%, para 5.948,49 pontos e acumulou alta de 0,38% na semana. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, caiu 0,92%, para 3.990,85, e fecharam a semana com baixa de 0,70%.
(Agência Estado)

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