MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa abriu em alta e chegou a superar 1% de ganhos na máxima da sessão, mas o ritmo foi enfraquecendo até que, no meio da tarde de ontem, o índice virou para baixo e renovou as mínimas. Fechou melhor do que no pior momento, mas no menor nível de 2011. Petrobras e siderúrgicas são os destaques de baixa.
Queda
O Ibovespa terminou em queda de 0,75%, aos 62.367,36 pontos, menor nível desde 16 de julho de 2010 (62.339,27 pontos). Na mínima, registrou 62.225 pontos (-0,98%) e, na máxima, os 63.607 pontos (+1,22%). No mês, acumula perdas de 5,69% e, no ano, de 10,01%. O giro financeiro totalizou R$ 5,308 bilhões.
Petróleo
Petrobras foi uma das responsáveis por empurrar o índice para baixo, num movimento de realização de lucros pós-balanço e também seguindo a queda do petróleo no exterior. Na Nymex, o contrato para junho perdeu 1,66%, a US$ 98,44 o barril. A ação ON caiu 1,81% e a PN, 1,91%. Ainda nesse setor, OGX ON cedeu 1,81%.
Vale
Vale atua na frente contrária, em alta firme, de 0,89% na ON e 1,52% na PNA. Amanhã, o presidente da empresa, Roger Agnelli, passa o cargo a seu substituto, Murilo Ferreira. MMX ON teve perda de 2,05%.
Em alta
Mais uma vez, a Bovespa operou na contramão das bolsas externas, onde o fechamento foi no azul. Nos EUA, agradaram a estreia das ações do LinkedIn e os pedidos de auxílio-desemprego. O Dow Jones subiu 0,36%, aos 12.605,32 pontos, o S&P avançou 0,22%, aos 1.343,60 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,30%, aos 2.823,31 pontos.
Europa
Na Europa, as bolsas subiram estimuladas por outro IPO, da gigante suíça de commodities Glencore, e tendo como pano de fundo a renúncia de Dominique Strauss-Kahn do comando do FMI.
Ásia
Os mercados da Ásia fecharam sem tendência definida ontem, influenciados por fatores locais. A Bolsa de Hong Kong fechou em elevação pelo segundo pregão seguido, no embalo da alta em Wall Street e liderada pela China Unicon, por conta das fortes vendas antecipadas de seu novo smartphone. O índice Hang Seng subiu 152,24 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 23.163,38 pontos. China Unicom saltou 4,5%. Entre as imobiliárias, Cheung Kong ganhou 2,7% e Sun Hung Kai Properties avançou 2%.
China
Já as Bolsas da China encerraram em queda, com preocupações de que a economia chinesa pode estar reduzindo seu crescimento, enquanto a inflação segue em elevação. O índice Xangai Composto caiu 0,5% e fechou aos 2.859,57 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 0,4% e terminou aos 1.197,31 pontos. Entre as imobiliárias, China Vanke baixou 1,8% e Poly Real Estate recuou 2,1%. Bank of China teve declínio de 0,3%.
Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, diante dos dados mais fracos do que o esperado sobre o PIB do Japão e do renovado movimento de vendas de ações das empresas de serviços públicos, como Chubu Electric Power. O índice Nikkei 225 caiu 41,26 pontos, ou 0,4%, e fechou aos 9.620,82 pontos.
Dólar
O dólar no balcão terminou o dia de ontem em alta de 0,37%, a R$ 1,6160. Na mínima, logo após a abertura, a divisa dos EUA bateu em R$ 1,6080 (-0,12%). Na máxima, atingiu R$ 1,6200 (+0,62%). No mês, a moeda norte-americana acumula ganho de 2,67%, mas cai 2,88% no ano. Na BM&F, o dólar pronto registrou avanço de 0,27%, a R$ 1,6152. Às 16h32 de ontem, o movimento financeiro totalizava US$ 1,554 bilhão na clearing de câmbio da BM&FBovespa, sendo US$ 1,139 bilhão em D+2.
Câmbio
No horário acima, o dólar para junho no mercado futuro valorizava-se 0,34%, a R$ 1,6200 e com giro de US$ 18,234 bilhões. Os cinco vencimentos negociados ontem - todos em alta - somavam US$ 18,906 bilhões. Pela terceira vez nesta semana, o Banco Central fez ontem apenas um leilão de compra no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 1,6183.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, os principais contratos estavam nas máximas. O DI janeiro de 2012 (90.540 contratos) passava de 12,29% para 12,30%, na máxima, e o DI janeiro de 2013 (190.675 contratos), de 12,50% para 12,53% (máxima). O DI janeiro de 2017 (28.365 contratos) avançava de 12,28% para 12,33% (máxima) e o DI janeiro de 2021 (7.460 contratos) subia de 12,18% para 12,23% (máxima).
(Das Agências)





