Em baixa
O dólar comercial fechou em baixa de 0,61% ontem, cotado a R$ 1,612 na venda. Com isso, a moeda norte-americana cai pelo terceiro dia seguido, acumulando desvalorização de 1,29% no período. O Banco Central comprou US$ 3,058 bilhões em moeda estrangeira, no mercado de câmbio à vista, em maio até o dia 13. Também adquiriu US$ 1 milhão em leilões de câmbio a termo (a prazo), em igual período. Assim, as intervenções totalizam US$ 3,059 bilhões.

Fluxo positivo
O fluxo cambial em maio, até o último dia 13, foi positivo em US$ 8,809 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. O fluxo comercial foi positivo em US$ 4,251 bilhões, resultado de exportações de US$ 11,082 bilhões e importações de US$ 6,831 bilhões. O fluxo financeiro também foi positivo em maio até o dia 13 em US$ 4,559 bilhões, resultado de ingressos de US$ 17,321 bilhões e saída de US$$ 12,762 bilhões.

Acumulado
Com esse resultado nas duas primeiras semanas de maio, o fluxo cambial acumula no ano entrada líquida de US$ 45,943 bilhões. Em igual período do ano passado, o fluxo era positivo em US$ 7,774 bilhões. O fluxo comercial em 2011 acumula saldo positivo de US$ 11,803 bilhões, resultado de exportações de US$ 80,436 bilhões e importações de US$ 68,633 bilhões. O financeiro tem no ano saldo positivo de US$ 34,140 bilhões, resultado de entradas de US$ 164,992 bilhões e saídas de US$ 130,853 bilhões.

Inflação
A inflação voltou a mostrar aceleração em mais um indicador de maio. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apontou inflação de 0,66% na segunda prévia deste mês, após avançar 0,55% em igual prévia de abril, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas, que esperavam alta de preços de 0,53% a 0,84%. A mediana das previsões estava em 0,65%.

Indicadores
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo - Mercado (IPA-M) subiu 0,40% na prévia anunciada ontem. O Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) teve alta de 0,97% na segunda prévia deste mês. Já o Índice Nacional do Custo da Construção - Mercado (INCC-M) registrou taxa positiva de 1,67% na segunda prévia deste mês.

BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer se candidatar para administrar recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB) no exterior, a partir de sua subsidiária em Londres. O projeto é de longo prazo, para ser executado quando as receitas da exploração do pré-sal passarem a entrar na composição do Fundo.

Dívidas
O porcentual das famílias que declararam ter dívidas aumentou para 64,2% em maio, ante 62,6% em abril, informou hoje a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), responsável pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Europa
Os mercados europeus fecharam com ganhos modestos ontem, sustentados pela alta das commodities, que impulsionou os preços das ações do setor de matérias-primas. Os papéis do setor imobiliário também atraíram forte atenção dos investidores, após a divulgação do balanço da empresa britânica Land Securities.

Recuperação
Os mercados de ações da Ásia se recuperaram ontem. A maioria das bolsas da região, que teve baixa nas últimas semanas, foi alavancada pela presença de investidores em busca de ofertas de ocasião e também reagiu a fatores locais.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, sustentada pela recuperação das ações dos bancos, como Mizuho Financial Group, e pelo desempenho de algumas tecnológicas, na esteira dos lucros estelares apresentados pela Dell. O índice Nikkei 225 subiu 95,06 pontos, ou 1%, e fechou aos 9.662,08 pontos. O mercado recebeu o impulso inicial do balanço e das estimativas anunciadas pela fabricante de computadores norte-americana Dell.

América Latina
A avaliação de especialistas sobre a economia latino-americana ficou mais pessimista. É o que mostrou ontem o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina, que recuou de 5,8 pontos em janeiro para 5,6 pontos em maio, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O cenário de maio reflete a situação com dados apurados até abril.
(Das Agências)

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