Oportunidades


Após um início volátil, a Bovespa firmou-se no azul no período vespertino e conseguiu recuperar os 63 mil pontos, perdidos na segunda-feira. As compras de oportunidades se sobrepuseram ao sinal negativo vindo do exterior e as blue chips estiveram na linha de frente de compras pelos investidores.

Em alta

O Ibovespa fechou em alta de 1,34%, aos 63.673,34 pontos. Na mínima, registrou 62.414 pontos (-0,66%) e, na máxima, os 63.680 pontos (+1,35%). No mês, acumula perdas de 3,72%, e no ano, de 8,12%. O giro financeiro totalizou R$ 5,413 bilhões.

No comando

As ações da Petrobras comandaram a alta, com os investidores ainda reagindo ao balanço trimestral conhecido na última sexta-feira. Em teleconferência ontem, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, confirmou que a companhia estuda a redução dos investimentos apresentados ao Conselho de Administração na revisão do Plano de Negócios referente ao período 2011-2015, e sinalizou que a companhia vai buscar fontes alternativas não tradicionais de financiamento de seus projetos.

Ganhos

Petrobras ON terminou com ganho de 1,59% e PN, de 1,92%, apesar de o petróleo e as commodities metálicas terem recuado nesta sessão. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho terminou em baixa de 0,47%, a US$ 96,91, menor nível desde 22 de fevereiro deste ano. Vale ON subiu 1,03% e PNA, 1,19%.

Relevância

As ações da OGX também tiveram papel importante no comportamento da Bolsa ontem, ao liderarem os ganhos (+7,80%) do índice. A alta decorreu do anúncio da empresa de que apresentou à ANP as declarações de comercialidade das acumulações Califórnia e Fazenda São José, descobertas em bloco da Bacia do Parnaíba.

Ignorado

A Bovespa ignorou as perdas externas, onde os indicadores frágeis nos EUA e Europa penalizaram as bolsas das regiões. O Dow Jones recuou 0,55%, aos 12.479,58 pontos, o S&P perdeu 0,04%, aos 1.328,98 pontos, e o Nasdaq fechou quase estável, em alta de 0,03%, aos 2.783,21 pontos.

Em queda

O dólar no balcão fechou na mínima de R$ 1,6190, com queda de 0,74%. Na máxima, foi a R$ 1,6380 (+0,43%). No mês, a divisa dos EUA ainda acumula ganho de 2,86%, mas cai 2,70% no ano. O dólar pronto na BM&F cedeu 0,64%, a R$ 1,6200, também na mínima. Às 16h33, o giro financeiro na clearing de câmbio da BM&FBovespa somava US$ 2,555 bilhões, sendo cerca de US$ 2,264 bilhões em D+2.

No futuro

Às 16h45, o dólar para junho no mercado futuro recuava 0,97%, a R$ 1,6250, com volume financeiro de US$ 22,35 bilhões. Os cinco contratos negociados - quatro em queda e apenas um em alta - totalizavam US$ 22,68 bilhões. Após realizar apenas um leilão de compra no mercado à vista na segunda, o Banco Central voltou a fazer duas operações ontem, com taxas de corte de R$ 1,6343 e R$ 1,6210.

Juros

Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2017 (20.795 contratos) recuava de 12,33% para 12,28% e o DI janeiro de 2021 (5.015 contratos) ia a 12,18%, de 12,22% na segunda. O DI janeiro de 2013 (260.745 contratos) apontava 12,47%, de 12,49% na segunda, e o DI janeiro de 2012 (203.370 contratos) projetava 12,28%, de 12,29% na segunda. Segundo profissionais nas mesas de operação, foram destaque no mercado operações de zeragem de posições tomadas de um fundo e de uma tesouraria de grande porte, que ajudaram a imprimir o ritmo de recuo nas taxas longas.

Na Europa

As bolsas europeias fecharam com quedas significativas, pressionadas por indicadores econômicos fracos e pela contínua incerteza sobre uma potencial reestruturação da dívida da Grécia. O índice Stoxx Europe 600 encerrou o dia em baixa de 1%, aos 277,28 pontos.

Destaque

A Bolsa de Frankfurt foi destaque negativo, com queda de 1,77%, para 7.256,65 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 caiu 1,21%, para 3.941,58 pontos. As ações do conglomerado Bouygues - cujas operações vão de construção a telecomunicações - cederam 3,4%. O índice FT-100 de Londres declinou 1,06%, para 5.861,00 pontos. No setor de tecnologia, ARM Holdings perdeu 4,6%.

(Agência Estado)

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