MERCADO FINANCEIRO
Sem fôlego
A Bovespa tentou manter na abertura o sinal positivo da véspera, mas o fôlego foi curtíssimo e o índice logo virou para baixo. O índice acompanhou o desempenho das bolsas externas, mas com intensidade superior, reagindo à queda das commodities, vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira, resultados ruins das empresas e situação delicada na Europa. Diante deste quadro, a Bolsa encerrou sua segunda semana do mês em queda, elevando as perdas acumuladas em 2011.
Em baixa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,20%, aos 63.235,30 pontos, menor nível desde 16 de julho do ano passado (62.339,27 pontos). Na mínima, registrou 63.063 pontos (-1,47%) e, na máxima, os 64.165 pontos (+0,25%). Na semana, acumulou perda de 1,83%, ampliando a queda de maio para 4,38%. Em 2011, a Bolsa cai 8,76%. O giro financeiro totalizou R$ 6,158 bilhões.
Ressentido
O gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders, lembra que além das preocupações com a inflação doméstica e com a situação dos países da periferia do euro, a Bovespa também está se ressentido dos resultados dos balanços das empresas, considerados ruins.
Operações
Vale ON recuou 1,63% e PNA, 1,81%. Petrobras, que divulgou balanço ontem, perdeu 1,35% na ON e 0,68% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo terminou em alta de 0,69%, a US$ 99,65 o barril. A commodity virou para cima no final do dia. Já os metais fecharam em baixa, em meio às preocupações com os países periféricos da zona do euro. O PIB da região divulgado ontem foi melhor que o previsto, mas a alta foi puxada por França e Alemanha. A situação da Grécia continua preocupando e deve ser debatida pelos ministros de Finanças europeus em reuniões marcadas para segunda e terça-feira.
Recuos
Os principais índices acionários da Europa encerraram em queda, assim como as bolsas dos EUA. O Dow Jones recuou 0,79%, aos 12.595,75 pontos, o S&P caiu 0,81%, aos 1.337,77 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,21%, aos 2.828,47 pontos. Os indicadores divulgados nos EUA vieram bons, mas tiveram efeito minimizado.
Em alta
No fechamento, o dólar à vista no balcão subiu 0,92%, cotado a R$ 1,6370. Na mínima, a moeda caiu 0,49%, a R$ 1,6140. No começo da tarde, a divisa dos EUA atingiu a máxima de R$ 1,645 (+1,42%), ao mesmo tempo em que o euro renovava as mínimas. Com o avanço de ontem, o dólar acumula ganho de 4% no mês, reduzindo as perdas no ano para 1,62%. O dólar pronto, na BM&F, subiu 0,59%, a R$ 1,6315. Às 16h32, na clearing de câmbio da BM&F, o giro financeiro somava US$ 1,992 bilhão, sendo US$ 1,690 bilhão em D+2.
Movimento
No horário acima, o dólar para junho no mercado futuro subia 0,98%, a R$ 1,6430, acumulando US$ 22,808 bilhões em negócios. Os seis vencimentos negociados ontem - todos em alta - totalizavam US$ 23,272 bilhões. O Banco Central, com seus dois leilões no mercado à vista, comprou dólares com taxas de corte de R$ 1,6364 e R$ 1,6320.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2017 (26.940 contratos) estava em 12,36%, de 12,34% quinta-feira, e o DI janeiro de 2021 ia de 12,24% para 12,26%. O DI janeiro de 2013 (294.085 contratos), estável, projetava 12,51% e o DI janeiro de 2012 (72.945 contratos), na mínima, apontava 12,28%, de 12,29% ontem.
Relfexos
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, depois que declarações do governo sobre a possibilidade de perdão de empréstimos para a concessionária em dificuldades Tokyo Electric Power (Tepco) castigaram as ações dos bancos, encobrindo os balanços positivos divulgados pela Nissan e pela Nikon. O índice Nikkei 225 teve queda de 67,88 pontos, ou 0,7%, e fechou aos 9.648,77 pontos.
Sem sinal
Os mercados asiáticos fecharam o último pregão da semana sem sinal definido. Ontem, algumas bolsas da região seguiram o embalo altista de Wall Street na quinta-feira, enquanto outras realizaram lucros. A Bolsa de Hong Kong acompanhou os mercados chineses. O índice Hang Seng subiu 202,51 pontos, ou 0,9%, e terminou aos 23.276,27 - na semana, o índice acumulou alta de 0,5%. Os pesos pesados HSBC, com elevação de 1,5%, e China Mobile, com avanço de 0,3%, lideraram a alta. Destaque ainda para o setor imobiliário: Cheung Kong ganhou 1,9% e Sun Hung Kai Properties adicionou 1,1%.
(Agência Estado)





