MERCADO FINANCEIRO
Sem garantias
O dia terminou melhor do que começou, mas isso não significou muita coisa para a Bovespa, que sofreu para garantir os 64 mil pontos. As commodities continuaram em destaque e, depois do tombo inicial, amenizaram o comportamento negativo, abrindo espaço para os indicadores norte-americanos acalmarem os investidores.
Valorização
O Ibovespa terminou a sessão com valorização de 0,36%, aos 64.003,16 pontos. Na mínima, registrou 63.125 pontos (-1,02%) e, na máxima, os 64.329 pontos (+0,87%). No mês, o índice acumula perda de 3,22% e, no ano, de 7,65%. O giro financeiro totalizou R$ 5,911 bilhões.
Incentivo
Os preços das matérias-primas vinham numa trajetória de baixa depois que atingiram níveis considerados inibidores de demanda, em meio a um cenário de retomada incerta do crescimento global. E, ontem, tiveram ainda um incentivo da China para ampliar o sinal negativo, depois que o gigante asiático anunciou uma nova rodada de aumento do compulsório dos bancos, o quinto deste ano.
De virada
Mas os preços saíram das mínimas ao longo da manhã (muitos contratos subiram), assim como o petróleo, que conseguiu virar para cima, apesar de a Agência Internacional de Energia ter dito que os elevados preços do produto estão limitando o crescimento na demanda. No final, o contrato para junho na Nymex subiu 0,77%, a US$ 98,97 o barril.
Operações
Os preços atrativos das ações só chamaram compras depois que os indicadores divulgados ontem nos EUA vieram praticamente em linha com as projeções. O Dow Jones terminou com ganho de 0,52%, aos 12.695,92 pontos, S&P subiu 0,49%, aos 1.348,65 pontos, e Nasdaq avançou 0,63%, aos 2.863,04 pontos.
Movimento
Apesar do desfecho mais favorável ao petróleo, Petrobras não acompanhou. As ações caíram 0,93% na ON e 0,55% na PN. Vale encerrou sem uniformidade, assim como os metais, e subiu 0,19% na ON e caiu 0,28% na PNA. Na Europa, as Bolsas sentiram o baque das ações das mineradoras.
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista no balcão teve alta de 0,25%, a R$ 1,6220. Na mínima, a moeda atingiu R$ 1,6160 (-0,12%). No mês, a divisa dos EUA acumula ganhos de 3,05%, mas ainda cai 2,52% no ano. O dólar pronto na BM&F subiu 0,22%, cotado a R$ 1,6220. Às 16h33, na clearing de câmbio da BM&FBovespa, o giro financeiro somava US$ 2,356 bilhões, sendo US$ 2,051 bilhões em D+2.
Recuo
No horário acima, o dólar para junho no mercado futuro recuava 0,03%, a R$ 1,6285, com movimento de US$ 17,217 bilhões. Os quatro vencimentos negociados ontem totalizavam US$ 17,399 bilhões. O Banco Central atuou no mercado por meio de dois leilões de compra à vista, com taxas de corte de R$ 1,6226 e de R$ 1,6197.
Juros
Ao término da negociação normal, o janeiro de 2013 estava em 12,51%, ante 12,52% no ajuste, com giro de 284.020 contratos. O vencimento janeiro de 2012 (124.565 contratos) projetava 12,29%, de 12,28% no ajuste. O DI janeiro de 2014 (69.345 contratos) marcava 12,45%, de 12,44% no ajuste. Nos longos, o janeiro de 2017 (17.535 contratos) sinalizava 12,34%, de 12,35% no ajuste.
Em queda
A maior parte dos mercados asiáticos apresentou queda ontem. As baixas em Wall Street, aliadas ao recuo nos preços das commodities globais, em particular dos preços do petróleo, determinaram o andamento dos pregões. Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 218,04 pontos, ou 0,9%, e terminou aos 23.073,76 pontos. A queda do petróleo fez Cnooc deslizar 1,4% e Chalco perder 2%. O peso pesado HSBC recuou 1,3%.
Acentuado
Já as Bolsas da China tiveram queda mais acentuada. A possibilidade de diminuição no ritmo de crescimento da economia e a deterioração nas margens dos lucros das empresas nortearam os investidores. O índice Xangai Composto caiu 1,4% e fechou aos 2.844,08 pontos. O índice Shenzhen Composto também recuou 1,4%, terminando aos 1.194,88 pontos.
Declínio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, uma vez que o declínio das commodities e das bolsas no exterior ofuscou os balanços encorajadores de companhias líderes, como Toyota e Hitachi. O índice Nikkei cedeu 147,61 pontos, ou 1,5%, e fechou aos 9.716,65 pontos. Foi a maior baixa porcentual desde 12 de abril.
(Agência Estado)





