Recuperação

O dólar comercial fechou em alta de 0,93% ontem, cotado a R$ 1,62 na venda. Com isso, a moeda norte-americana recupera as perdas de terça-feira, quando caiu 0,93%. O Banco Central (BC) voltou a realizar dois leilões para a compra de dólares no mercado à vista no pregão de ontem. As taxas aceitas foram de R$ 1,617 e R$ 1,62. A medida busca elevar a cotação da moeda. A escalada da aversão a risco no exterior conduziu o dólar para cima ontem, em meio à queda generalizada de commodities e Bolsas de Valores por preocupações com a saúde da recuperação econômica mundial.

Fluxo cambial
O fluxo cambial em maio até o último dia 6 foi positivo em US$ 3,595 bilhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. O fluxo comercial foi positivo em US$ 2,834 bilhões, resultado de exportações de US$ 6,437 bilhões e importações de US$ 3,604 bilhões. O fluxo financeiro também foi positivo em maio até o dia 6 em US$ 761 milhões, resultado de ingressos de US$ 7,258 bilhões e saída de US$ 6,497 bilhões.

Positivo
Nos cinco primeiros dias úteis de maio de 2010, o fluxo cambial tinha sido positivo em US$ 3,711 bilhões, com o segmento comercial apresentando saldo positivo de US$ 2,632 bilhões e o financeiro, também positivo de US$ 1,078 bilhão. Com esse resultado do início de maio, o fluxo cambial acumula no ano entrada líquida de US$ 40,728 bilhões. Em igual período do ano passado, o fluxo era positivo em US$ 8,748 bilhões.

Acumulado
O fluxo comercial em 2011 acumula saldo positivo de US$ 10,386 bilhões, resultado de exportações de US$ 75,792 bilhões e importações de US$ 65,406 bilhões. O financeiro tem no ano saldo positivo de US$ 30,342 bilhões, resultado de entradas de US$ 154,930 bilhões e saídas de US$ 124,588 bilhões.

Em Portugal
A taxa de inflação anual em Portugal superou os 4% pela primeira vez em seis anos em abril, reduzindo o poder de compra dos consumidores que provavelmente vai diminuir ainda mais à medida que o país enfrentar uma recessão depois de pedir ajuda financeira de outros países da União Europeia. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de Portugal subiu 4,1% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, depois de aumentar 4% em março, informou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Responsáveis
Em relação a março, a alta em abril foi de 0,4%. Os preços dos combustíveis, água, eletricidade e alimentos foram os principais responsáveis pelo avanço da inflação. Em base harmonizada para a União Europeia, o INE afirmou que o CPI português subiu 4% no ano e 0,6% no mês em abril.

Sem rumo
Os mercados asiáticos apresentaram números distintos ontem. Enquanto algumas bolsas da região continuaram a seguir o embalo altista de Wall Street, outras sucumbiram à realização de lucros ou ficaram estáveis. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda, sob o temor de novas medidas de aperto monetário na China, após a divulgação de indicadores que mostraram que a inflação no país ficou acima das expectativas em abril, com uma desaceleração apenas marginal. O índice Hang Seng caiu 0,2% e encerrou aos 23.291,80 pontos. Bancos e seguradora foram as ações mais prejudicadas pelos dados chineses. ICBC caiu 0,5%, Ping An cedeu 0,4% e China Life baixou 0,2%.

Movimento
A Bolsa de Xangai, na China, fechou em leve queda. O índice Xangai Composto caiu 0,3% e terminou aos 2.883,42 pontos. Por outro lado, o índice Shenzhen Composto subiu 0,2% e encerrou aos 1.212,27 pontos, com os ganhos nos fabricantes de cimento, após os últimos números mostrarem que os investimentos na construção civil seguem robustos. Huadian Power recuou 2,3% e Datang Power perdeu 1,2%. Fujian Cement saltou 6,7%.

Avanços
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, ante um iene mais fraco e alguma diminuição das preocupações com os canais de suprimento da economia japonesa ontem após a notícia da reabertura mais cedo do que o esperado de uma das unidades de fabricação de chips da Renesas Electronics. O índice Nikkei 225 avançou 45,5 pontos, ou 0,5%, e fechou aos 9.864,26 pontos. O mercado abriu em alta, ajudado pelos relatos da mídia local segundo os quais a produção da Toyota voltará ao normal antes do esperado. Sólidas demonstrações financeiras de blue chips como a NEC, divulgadas depois do fechamento do pregão do dia anterior, também ajudaram a Bolsa.
(Das agências)

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