MERCADO FINANCEIRO
Pretexto
A balança comercial chinesa serviu de pretexto para a Bovespa engatar sua terceira sessão consecutiva de alta, embora nesses três dias não tenha saído dos 64 mil pontos. O índice até se aventurou a retomar os 65 mil pontos no intraday, mas faltam argumentos para os investidores se posicionarem na ponta compradora com mais vigor. Petrobras e bancos subiram.
Em alta
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,39%, aos 64.876,88 pontos. Na mínima, operou estável, aos 64.619 pontos, enquanto, na máxima, atingiu 65.143 pontos (+0,81%). Nestas três sessões no azul, avançou 2,32%. No mês, entretanto, cai 1,90% e, no ano, 6,39%. O giro financeiro continua fraco e totalizou R$ 5,353 bilhões.
Concentração
A China divulgou um superavit de US$ 11,4 bilhões em abril, mas os investidores se concentraram nos dados de exportação e, sobretudo, de importação, que mostrou crescimento menor do que o esperado. Esse desempenho sugere uma redução das pressões inflacionárias em um ambiente de crescimento ainda robusto.
Operações
As commodities terminaram em alta, embora o petróleo tenha trabalhado em boa parte da sessão no vermelho. Na Nymex, o contrato da commodity para junho subiu 1,30%, para US$ 103,88, por causa da inundação do Rio Mississipi, que afetaria o transporte e produção em refinarias da Louisiana.
Expectativa
Na Europa, as bolsas subiram com a expectativa de um novo acordo sobre a dívida grega. Os papéis dos bancos foram os mais beneficiados. Nos EUA, o Dow Jones terminou em alta de 0,60%, aos 12.760,36 pontos, o S&P avançou 0,81%, aos 1.357,16 pontos, e o Nasdaq subiu 1,01%, aos 2.871,89 pontos.
Avanços
Petrobras seguiu o petróleo e avançou 0,11% na ON e 0,33% na PN, ajudando a sustentar o Ibovespa, também beneficiado pelas ações dos bancos. Estes papéis subiram com a influência do bom balanço do Banco do Brasil (BB ON +2,35%). Itaú Unibanco PN subiu 1,83%, Bradesco PN avançou 1,57%, mas Santander unit caiu 0,16%. Vale ON caiu 0,24% e PNA subiu 0,13%.
Na mínima
O dólar no balcão fechou na mínima, em queda de 1,05%, a R$ 1,6020. Na máxima, o sinal também foi negativo, a R$ 1,613 (-0,37%). Na BM&F, o dólar pronto recuou 0,96%, cotado a R$ 1,6035. Às 16h35, na clearing de câmbio da BM&FBovespa, o giro financeiro somava US$ 2,323 bilhões, sendo cerca de US$ 1,901 bilhão em D+2.
No futuro
No mesmo horário, o dólar para junho no mercado futuro cedia 0,68%, a R$ 1,6105. O giro desse vencimento era de US$ 14,213 bilhões. No total, os sete contratos negociados ontem - todos em queda - computavam US$ 14,553 bilhões. Nos dois leilões de compra à vista de dólar, o Banco Central definiu as taxas de corte em R$ 1,6086 e R$ 1,6059.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o contrato futuro de janeiro de 2012 (137.045 contratos) marcava 12,29% (máxima), ante ajuste a 12,28%. O DI janeiro de 2013 (205.780 contratos) estava em 12,55% (máxima), de 12,53% no ajuste. O DI janeiro de 2017 (15.475 contratos) situava-se em 12,41%, também na máxima, de 12,38% segunda-feira, enquanto o DI janeiro de 2021 (3.700 contratos) estava em 12,32% (máxima), de 12,29% no ajuste.
No positivo
A maioria dos mercados asiáticos fechou no campo positivo ontem, no embalo do dia anterior. A alta em Wall Street e das commodities, aliada a fatores internos de cada país, determinaram os ganhos. O índice Xangai Composto subiu 0,6% e fechou aos 2.890,63 pontos. O índice Shenzhen Composto também ganhou 0,6% e terminou aos 1.210,23 pontos. Jinrui Mineral disparou para a alta limite diária de 10% e Rising Nonferrous Metals saltou 5%.
De leve
A Bolsa de Tóquio fechou com leve alta ontem, depois que sólidas demonstrações financeiras apresentadas por empresas líderes, como Toshiba e Sumitomo Heavy Industries, foram largamente encobertas pela persistente valorização do iene, particularmente contra o euro, em meio ao crescimento das preocupações com a dívida soberana da Grécia. O índice Nikkei 225 subiu 24,38 pontos, ou 0,3%, e fechou aos 9.818,76 pontos.
(Agência Estado)





