Agradaram
O IPCA e o payroll agradaram e os investidores aproveitaram para comprar as pechinchas que surgiram com o tombo da Bolsa em maio. Esse movimento, no entanto, não ocorreu nas blue chips, que recuaram, enquanto bancos e siderúrgicas fecharam no azul.

Em alta
Na primeira alta do mês - e da semana -, a Bovespa subiu 1,59%, aos 64.417,34 pontos. Na mínima, registrou 63.422 pontos (+0,02%) e, na máxima, os 64.704 pontos (+2,05%). Na primeira semana do mês, acumulou perda de 2,59%, e, no ano, de 7,05%. O giro financeiro totalizou R$ 6,487 bilhões.

Avanços
Pela manhã, o IBGE anunciou que o IPCA de abril teve avanço de 0,77%, abaixo do desempenho de março (0,79%) e também da mediana das previsões dos economistas (0,85%). Essa desaceleração animou os agentes, que começaram a enxergar algum efeito da alta dos juros e das medidas macroprudenciais para conter a pressão inflacionária.

Superado
A segunda boa notícia veio dos EUA, onde o payroll contrariou as expectativas negativas sugestionadas pelos dados da ADP e de pedidos de auxílio-desemprego, conhecidos ao longo da semana, e superou as previsões de criação de vagas. O relatório de abril exibiu a contratação líquida de 244 mil pessoas, ante previsão de +185 mil.

Ganhos
O Dow Jones terminou em alta de 0,43%, aos 12.638,74 pontos, o S&P avançou 0,38%, aos 1.340,20 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,46%, aos 2.827,56 pontos. Na semana (e no mês), os índices acumularam, respectivamente, perdas de 1,34%, 1,72% e 1,60%.

Recuo
Hoje, o contrato do petróleo para junho negociado na Nymex recuou mais 2,62%, a US$ 97,18, totalizando uma perda de 14,70% na semana - ou um preço US$ 16,75 mais barato. Petrobras, que quinta-feira sentiu o baque do tombo de 8,64% do petróleo naquela sessão, ontem teve recuo mais contido, de 1,16% na ON e 1,06% na PN. Na semana, as ações acumulam, respectivamente, perdas de 5,78% e 5,43%.

Reação
Vale abriu o dia em alta e passou boa parte da sessão neste terreno, reagindo ao balanço divulgado quinta-feira. Mas os papéis perderam força à tarde e viraram para baixo. Vale ON acabou fechando perto da estabilidade, com alta de 0,02%, enquanto a PNA recuou 0,27%. A mineradora teve lucro recorde em US GAAP, mas os analistas consideraram que o resultado operacional poderia ter sido melhor. As vendas abaixo do esperado no trimestre e uma preocupação com custos foram destacados pelos analistas. A Vale teve lucro líquido recorde de US$ 6,826 bilhões, com alta de 325,6% na comparação com um ano antes.

Em queda
No balcão, o dólar fechou em queda de 0,55%, a R$ 1,6170. Na mínima, a moeda bateu em R$ 1,602 (-1,48%) e na máxima, atingiu R$ 1,620 (-0,37%). Apesar disso, a divisa dos EUA acumulou ganho de 2,73% na semana e no mês, mas ainda registra perdas de 2,82% no ano. O Banco Central se fez presente no mercado, com dois leilões de compra no mercado à vista, cujas taxas de corte foram R$ 1,6047 e R$ 1,6190. Neste último caso, a autoridade monetária comprou a moeda acima da cotação que o dólar registrava no balcão (R$ 1,6180, na máxima) durante o leilão, minutos antes das 16 horas.

Giro
O dólar pronto na BM&F caiu 0,37%, a R$ 1,6190, na máxima. Às 16h33, na clearing de câmbio da BM&FBovespa, o giro financeiro total à vista somava US$ 1,956 bilhões, sendo cerca US$ 1,636 bilhões em D+2. No mesmo horário, o dólar futuro para junho cedia 0,46%, cotado a R$ 1,6230 e com movimento de US$ 21,318 bilhões. Os três vencimentos negociados ontem - todos em queda - somavam US$ 21,456 bilhões.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (439.410 contratos) caía de 12,32% para 12,29% e o DI janeiro de 2013 (447.435 contratos) desabava de 12,64% para 12,56% (mínima). O DI janeiro de 2014 (82.455 contratos) cedia de 12,59% para 12,50% (mínima), e o DI janeiro de 2015 (23.970 contratos) caía de 12,615 para 12,53% (mínima). Nos longos, o DI janeiro de 2017 (29.785 contratos) projetava 12,45%, de 12,50% quinta-feira, e o DI janeiro de 2021 (3.355 contratos) estava em 12,37% (mínima), de 12,42% quinta.

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