MERCADO FINANCEIRO
Sem modéstia
A Bovespa não tem sido modesta em suas quedas. Ontem, recuou 1,75%, perfazendo o quarto pregão negativo em cinco sessões. As preocupações com a inflação e com a condução da política monetária seguem como justificativa para as perdas, com os investidores, sobretudo estrangeiros, preferindo se desfazer de suas posições em ações. Os papéis dos bancos e das siderúrgicas foram destaques negativos.
Em queda
O Ibovespa terminou a terça-feira em queda de 1,75%, aos 64.318,18 pontos, menor nível desde 9 de fevereiro, quando atingiu a mínima pontuação de 2011, aos 64.217,52 pontos. Nos últimos cinco pregões, acumulou baixa de 4,21%. No mês, a queda atinge 2,74% e, no ano, 7,19%. Na mínima, o índice registrou 64.244 pontos (-1,86%) e, na máxima, os 65.468 pontos (+0,01%). O giro financeiro totalizou R$ 5,998 bilhões.
Sob controle
Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro Guido Mantega garantiu que a inflação está sob controle, que acha difícil o IPCA chegar ao teto da meta (6,5%) e que usará todas as armas disponíveis para evitar isso. Tais declarações reacenderam as apostas de que novas medidas macroprudenciais possam ser adotadas, além de reforçar as estimativas de um longo ciclo de aperto monetário, o que acabou penalizando as ações dos bancos. A maior queda foi de Itaú Unibanco PN (-3,42%), que divulgou balanço ontem e não foi tão bem recebido, apesar do aumento de 9,2% no lucro do primeiro trimestre ante o mesmo intervalo do ano passado. Bradesco PN caiu 2,96%, BB ON, 2,73%, e Santander unit, 2,12%.
Movimentação
Vale (-2,28% a ON e -1,48% a PNA) e Petrobras (-0,80% a ON e -1,09% a PN) também terminaram em baixa. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, voltou a dizer ontem que a política da empresa é de não repassar para a gasolina e para o diesel a volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho recuou 2,17%, a US$ 111,05 o barril.
No vermelho
No exterior, as bolsas norte-americanas e a maioria das europeias fecharam no vermelho. Em Wall Street, os investidores não gostaram do balanço da Pfizer (e penalizaram o setor de saúde) e a queda do petróleo afetou os papéis de energia. O Dow Jones ficou estável, aos 12.807,51 pontos, o S&P recuou 0,34%, aos 1.356,62 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,78%, aos 2.841,62 pontos.
Em alta
O dólar no balcão subiu 0,63%, a R$ 1,5870. A moeda norte-americana variou entre R$ 1,583 (+0,38%) e R$ 1,598 (+1,33%) ao longo do pregão. No ano, a divisa dos EUA ainda acumula perdas de 4,63%. Na BM&F, o dólar pronto teve alta de 1,05%, a R$ 1,5910. Às 16h33, o movimento registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa somava US$ 2,537 bilhões, sendo cerca de US$ 2,255 bilhões em D+2.
No futuro
No mercado futuro, o avanço das cotações era um pouco menor, visto que, após o fechamento do mercado à vista segunda-feira, o dólar futuro já havia registrado uma recuperação. No horário acima, o dólar para junho mostrava avanço de 0,19%, a R$ 1,5960 e com movimento de US$ 16,980 bilhões. Os seis vencimentos negociados - todos em alta - somavam US$ 17,239 bilhões.
Leilão
A autoridade monetária voltou a fazer dois leilões de compra de moeda no mercado à vista, com taxas de corte de R$ 1,5895 e de R$ 1,5882. No exterior, às 16h35, o euro operava praticamente estável, cotado US$ 1,4833, de US$ 1,4830 no fim da tarde de ontem em Nova York.
Juros
Em mais um dia de volume moderado de contratos, ao término da negociação normal da BM&F o DI janeiro de 2012 (196.530 contratos) passava de 12,33% para 12,32% e o DI janeiro de 2013 (124.845 contratos), de 12,67% para 12,66%. O DI janeiro de 2017 (19.980 contratos) projetava 12,49%, de 12,46% de segunda-feira, e o DI janeiro de 2021 (6.155 contratos) avançava de 12,37% para 12,39%.
Na Europa
As principais bolsas europeias fecharam em queda na sua maioria, com as ações do Deutsche Bank caindo acentuadamente com a notícia de que o banco poderá ser processado por autoridades dos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,50 ponto, ou 0,53%, para 282,43 pontos. Na Alemanha, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt, fechou em queda de 26,94 pontos, ou 0,36%, para 7.500,70 pontos. O Índice CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 11,93 pontos, ou 0,29%, para 4.096,84 pontos.
(Agência Estado)





