MERCADO FINANCEIRO
Preocupação
Depois de um breve e curto respiro na sexta-feira, a Bovespa abriu o mês de maio em queda, de volta aos 65 mil pontos. Os investidores seguem preocupados com o quadro inflacionário doméstico e a condução da política monetária pelo Banco Central. A novidade do dia, a morte de Osama bin Laden, não fez preço no mercado acionário doméstico.
Em queda
O Ibovespa terminou a segunda-feira em queda de 1,01%, aos 65.462,75 pontos. Na mínima, registrou 65.346 pontos (-1,19%) e, na máxima, os 66.500 pontos (+0,56%). No ano, o índice acumula perda de 5,54%. O giro financeiro totalizou R$ 6,149 bilhões.
Sem efeito
A pesquisa semanal Focus exibiu em números o que é conversa corrente nas mesas: as medidas do governo e as altas de juros não surtiram efeito sobre a inflação, tanto que a previsão do mercado é de que o IPCA deste ano feche em 6,37%. Na semana passada, essa previsão era menor, de 6,34%. Esse cenário vem prejudicando a renda variável, já que os investidores têm optado pela renda fixa, onde os juros devem seguir em trajetória ascendente por um prazo ''suficientemente prolongado'', como dizia a ata do último encontro do Copom.
Prejuízo
A Bovespa ontem foi novamente prejudicada por ações de empresas ligadas a matérias-primas, embora, dentre as blue chips, Petrobras PN tenha fechado em alta, de 0,51%. Petrobras ON caiu 0,69%, Vale ON, 1,10%, e PNA, 1,76%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho recuou 0,36%, a US$ 113,52 o barril.
De momento
A notícia de Bin Laden ajudou a puxar as bolsas da Europa para cima, assim como dados positivos sobre a atividade industrial da zona do euro. Nos EUA, no entanto, o avanço foi momentâneo e o temor de que represálias pela morte possam ocorrer trouxe cautela aos investidores. O Dow Jones caiu 0,02%, aos 12.807,36 pontos, o S&P recuou 0,33%, aos 2.864,08 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,18%, aos 1.361,22 pontos.
Pouca força
O mercado de câmbio local seguiu com um volume muito baixo de negócios, o que explica a pequena variação do dólar em relação ao real ontem. A moeda oscilou de 1,570 (-0,25%) na mínima a R$ 1,577 (+0,19%) na máxima, patamar de fechamento no balcão. No exterior, a notícia de que as forças norte-americanas mataram Osama bin Laden deu impulso momentâneo ao dólar, que depois perdeu força ante a maioria das moedas.
Contramão
O dólar pronto na BM&F também encerrou na contramão do exterior, com alta de 0,29%, a R$ 1,5745. Às 16h33, na clearing de câmbio da BM&F, o volume de negócios era de US$ 1,719 bilhão, sendo cerca de US$ 1,404 bilhão em D+2. O dólar futuro para junho, no horário acima, operava em alta de 0,25%, cotado a R$ 1,5830 e com movimento de US$ 9,66 bilhões. Os cinco vencimentos negociados ontem - com quatro em alta e um estável - somavam US$ 10,02 bilhões.
Cortes
O Banco Central voltou a fazer dois leilões de compra à vista de dólares. No primeiro, perto das 13 horas, a taxa de corte foi definida em R$ 1,5746. No último, já na hora final do pregão, o corte foi de R$ 1,5750.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012, com menos de 100 mil contratos negociados (67.575 contratos), apontava 12,33% (máxima), de 12,32% no ajuste da sexta-feira, o DI janeiro de 2013 (168.935 contratos) passava de 12,68% para 12,67%; o DI janeiro de 2017 (21.860 contratos) caía a 12,46%, ante 12,48% no último ajuste. O DI janeiro de 2021 (3.755 contratos) projetava 12,37%, de 12,39% na sexta-feira.
De leve
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam perto da estabilidade, em meio a um feriado no Reino Unido e à notícia de que o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi morto. Dados positivos sobre a atividade industrial da zona do euro ofereceram suporte às bolsas, mas de forma limitada, visto que os índices para a Espanha e a Itália vieram fracos.
Em alta
O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,15 ponto, ou 0,05%, para 283,93 pontos. Em Paris, o CAC 40 avançou 1,85 ponto, ou 0,05%, para 4.108,77 pontos. O DAX da Bolsa de Frankfurt, teve ganho de 13,18 pontos, ou 0,18%, para 7.527,64 pontos. Na Bolsa de Madri, o IBEX 35 caiu 1,60 ponto, ou 0,01%, para 10.877,30 pontos, enquanto em Lisboa o PSI 20 subiu 37,20 pontos, ou 0,48%, para 7.715,02 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve queda de 20,26 pontos, ou 0,09%, para 22.397,70 pontos.
(Agência Estado)





