Descolamento


A Bovespa conseguiu ontem diminuir um pouco das perdas acumuladas em abril. Mas muito pouco, tanto que o desempenho acumulado no mês só perdeu, em 2011, para janeiro. A disputa, porém, foi acirrada: no primeiro mês do ano, o Ibovespa recuou 3,94% e, em abril, 3,58%. O desempenho mensal da Bolsa doméstica também resume o que se viu nas últimas semanas: descolamento das bolsas internacionais, onde Dow Jones e Londres, por exemplo, fecharam com ganhos firmes.

Em alta

A Bovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,70%, aos 66.132,86 pontos. Na mínima, registrou 65.461 pontos (-0,32%) e, na máxima, os 66.294 pontos (+0,94%). Na semana, a Bolsa perdeu 1,38% e, no ano, acumula queda de 4,58%. O giro financeiro ontem totalizou R$ 6,723 bilhões.

Reflexo

O mercado doméstico ontem seguiu a alta das bolsas internacionais. Aqui, no entanto, o desempenho foi motivado muito mais por uma puxada de final de mês e compras de ocasião depois de muita queda do que por convicção de que a trajetória vai mudar no próximo mês. Vale ON subiu 0,56% e PNA, 0,04%. Petrobras ON avançou 0,94% e PN, 1,11%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho subiu 0,95%, para US$ 113,93 o barril.

Sinais

Nos EUA, o sinal positivo foi patrocinado por balanços corporativos, com os indicadores divulgados ontem deixados de lado. O Dow Jones subiu 0,37%, aos 12.810,54 pontos; S&P avançou 0,04%, aos 2.873,54 pontos, e Nasdaq ganhou 0,23%, aos 1.363,61 pontos. No mês, os índices subiram, respectivamente, 3,98%, 2,85%, 3,32% e, no ano, 10,65%, 8,43%, 8,32%.

Renda

Saiu lá a renda pessoal dos norte-americanos (+0,5% em março ante fevereiro), gastos com consumo (+0,6%), índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan final de abril (69,8, de 67,5 em março, abaixo das estimativas de 70,0) e ISM industrial (67,6 em abril, de 70,6 em março e ante expectativa de 68).

De leve

Os principais índices de ações da Europa fecharam em leve alta, numa sessão com baixo volume de negócios, visto que o mercado financeiro do Reino Unido não funcionou ontem por causa de um feriado local em comemoração ao casamento do príncipe William com Kate Middleton.

Sem novidades

Hoje saiu a terceira e última prévia da carteira teórica do Ibovespa, para o período de maio a agosto de 2011, sem qualquer novidade em relação ao portfólio atual.

Em baixa

O dólar no balcão fechou cotado a R$ 1,5740, em baixa de 0,38%. Na mínima do dia, bateu em R$ 1,566 (-0,89%). Na máxima, a divisa caiu 0,13%, a R$ 1,578. A moeda norte-americana encerrou o mês com perda de 3,44% ante o real. No ano, o recuo é de 5,41%. O dólar pronto teve queda de 0,60%, a R$ 1,570.

Desvalorização

Às 16h35, na clearing de câmbio da BM&F, o volume de negócios somava US$ 2,016 bilhões, sendo cerca de US$ 1,523 bilhão em D+2. No horário acima, o dólar futuro para junho era cotado a R$ 1,5760, com desvalorização de 0,16% e movimento de US$ 13,736 bilhões. Os cinco vencimentos negociados ontem - todos em queda - somavam US$ 15,089 bilhões.

Cotações

O Banco Central anunciou, por volta das 13h20, que no leilão de swap cambial reverso de ontem colocou no mercado 25.800 dos 30 mil contratos ofertados. O total vendido equivale a US$ 1,267 bilhão. Os contratos saíram com taxa nominal de 7,3659% e linear de 7,138%. A cotação máxima foi de 98,227600. O BC informou ainda que todas as propostas feitas foram contempladas. Os contratos ofertados ontem vencem em 1º de agosto próximo.

Juros

Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (70.655 contratos) projetava 12,32%, de 12,33% quinta-feira; o DI janeiro de 2013 (150.570 contratos) terminou estável a 12,68%; e o DI janeiro de 2017 (21.115 contratos) tinha taxa de 12,48%, ante 12,49% no ajuste e 12,51% no fechamento.

Na Europa

Os principais índices de ações da Europa fecharam em leve alta, numa sessão com baixo volume de negócios. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,74 ponto, ou 0,26%, para 283,78 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve ganho de 2,02 pontos, ou 0,05%, para 4.106,92 pontos. O DAX, da Bolsa de Frankfurt, avançou 39,24 pontos, ou 0,52%, para 7.514,46 pontos. Em Madri, o IBEX 35 fechou em alta de 11,10 pontos, ou 0,10%, para 10.878,90 pontos.

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