Bovespa
Ontem foi mais um dia de forte ajuste negativo na Bovespa, que voltou aos 65 mil pontos e acumulou perdas de 2,20% em apenas duas sessões. Os investidores continuam na defensiva diante da preocupação com o cenário macroeconômico doméstico, sobretudo a pressão inflacionária. A ata da última reunião do Copom não aliviou o quadro para a renda variável, que vem sendo afetada principalmente pelo tombo dos papéis ligados às commodities.

Contramão
Na contramão do Dow Jones, a Bovespa encerrou o dia de ontem em queda de 0,89%, aos 65.673,21 pontos. Na mínima, registrou 65.105 pontos (-1,75%) e, na máxima, os 66.249 pontos (-0,02%). No mês, acumula perdas de 4,25% e, no ano, de 5,24%. O giro financeiro totalizou R$ 8,465 bilhões.

Selic
A ata do Copom sinalizou que o ajuste na Selic deve ser prolongado, ou seja, novas elevações da taxa virão nos próximos meses. Com essa perspectiva, as medidas macroprudenciais ficariam de lado. Mas tanto juros quanto medidas são ruins para a Bovespa, porque, num caso, esfriam a economia e, noutro, elevam a atratividade da renda fixa, o que estaria fazendo muitos investidores migrarem de mercado. Um movimento de stop loss em algumas ações também estaria prejudicando o Ibovespa. Ontem, a maior parte dos poucos papéis que subiram era do setor defensivo, como energia e telecomunicações.


Perdas
LLX ON liderou as perdas do Ibovespa, com -5,93%. A segunda maior baixa foi de Santander unit, com -4,52%. Cyrela ON foi a terceira maior baixa, com -3,59%.
Vale ON caiu 0,77% e PNA, 0,48%. Petrobras ON cedeu 0,62% e PN, 1,13%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho subiu 0,09%, para US$ 112,86 o barril.

Dow Jones
Em Nova York, os números dos pedidos de auxílio-desemprego e a perda de força do PIB norte-americano trouxeram algum desalento aos investidores, mas resultados corporativos garantiram ganhos aos papéis. O Dow Jones subiu 0,57%, aos 12.763,31 pontos, S&P fechou com alta de 0,09%, aos 2.872,53 pontos, e o Nasdaq avançou 0,36%, aos 1.360,48 pontos.

PIB
O Departamento do Comércio divulgou ontem que o PIB dos EUA cresceu 1,8% nos três primeiros meses de 2011 ante o último trimestre do ano passado, em linha com as estimativas. Já os pedidos de auxílio-desemprego cresceram 25 mil na semana até 23 de abril, ante previsão de queda de 8 mil.

Câmbio
O dólar à vista no balcão subiu 0,64%, a R$ 1,580. Na máxima, a moeda norte-americana chegou a subir 1,66%, a R$ 1,596, e na mínima, ganhou 0,25%, a R$ 1,5740. No mês, a divisa dos EUA ainda acumula perda de 3,07% e no ano, de 5,05%. O dólar pronto registrou avanço de 0,64%, a R$ 1,5795. Às 16h36, na clearing de câmbio da BM&F, o volume de negócios registrado somava US$ 3,838 bilhões, sendo cerca de US$ 2,950 bilhões em D+2. No mercado futuro, no mesmo horário, o dólar para maio tinha alta de 0,70%, a R$ 1,5760, com movimento de US$ 21,99 bilhões. Os seis vencimentos negociados - todos em alta - somavam US$ 25,13 bilhões.

BC
Mesmo com o avanço das cotações, o BC não ficou fora do mercado. A autoridade monetária fez dois leilões de compra de dólares no mercado à vista, com taxas de corte de R$ 1,5890 e R$ 1,5883.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (471.120 contratos) estava em 12,33%, de 12,31% ontem; e o DI janeiro de 2013 (247.090 contratos), estável, projetava 12,68%. O DI janeiro de 2017 (42.820 contratos) recuava de 12,57% para 12,49%.

Ásia
A maioria dos mercados da Ásia encerrou em baixa ontem, apesar da alta em Wall Street. As renovadas preocupações sobre medidas adicionais de aperto monetário na China influenciaram as bolsas da região.

Hong Kong
Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que reverteu os ganhos da manhã e encerrou em queda, com os investidores andando de lado. O índice Hang Seng caiu 87,21 pontos, ou 0,4%, e terminou aos 23.805,63 pontos.

China
As Bolsas da China fecharam em queda pelo quinto pregão seguido, com temores de que o Banco Central local poderá endurecer a política monetária durante o feriado do Dia do Trabalho, após o Banco Mundial elevar suas estimativas para a inflação chinesa em 2011.

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