MERCADO FINANCEIRO
Dólar
A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,45%, a R$ 1,571 na venda. Com isso, a moeda norte-americana vota a ficar acima de R$ 1,70, após atingir o menor valor desde agosto de 2008. O Banco Central (BC) voltou a realizar dois leilões para a compra de dólares no mercado à vista no pregão de ontem. As taxas aceitas foram de R$ 1,57 e R$ 1,572. A medida busca elevar a cotação da moeda.
Na Europa
As bolsas de valores europeias fecharam majoritariamente em alta pela quinta sessão consecutiva, impulsionadas por resultados corporativos fortes, como os da Ericsson, da Volkswagen e da Renault. Os mercados da Europa fecharam antes da decisão do Federal Reserve sobre juros, nos Estados Unidos. O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,3%, para 282,12 pontos.
Movimentação
Nas principais bolsas, o índice CAC-40 de Paris fechou em alta de 0,55%, aos 4.067,72 pontos, e o DAX de Frankfurt avançou 0,66%, para 7.404,95 pontos. Em Londres, o FT-100 encerrou o dia com leve queda de 0,02%, aos 6.068,16 pontos. O índice MIB de Milão subiu 1,39%, para 22.238,16 pontos; o PSI-20 de Lisboa teve ganho de 0,44%, para 7.616,54 pontos; e o Ibex-35 de Madri fechou com +0,85%, aos 10.740,90 pontos. A Bolsa de Londres foi pressionada por ações ligadas a recursos básicos.
Destaques
Ericsson foi um dos destaques entre as ações em alta e terminou a sessão com ganho de 11% em Estocolmo, depois de informar que seu lucro líquido mais do que triplicou no primeiro trimestre deste ano, enquanto as vendas cresceram 17%. Os dois resultados superaram as estimativas dos analistas. A finlandesa Nokia subiu 3,3% em Helsinque. A fabricante de aparelhos de telefonia móvel disse que vai cortar 4 mil empregos como parte de seus esforços para reduzir custos.
Setor automotivo
O setor automotivo também recebeu atenção. Volkswagen avançou 4,8% em Frankfurt após anunciar aumento de 30% na receita no primeiro trimestre e venda de 2 milhões de veículos em um único trimestre pela primeira vez. Renault, que na terça informou que teve crescimento de 15% na receita no primeiro trimestre deste ano, subiu 3,8%.
Sem direção
Os mercados asiáticos fecharam em direções divergentes ontem, embora a alta de terça-feira das bolsas de Nova York tenha alavancado algumas bolsas da região. A Bolsa de Hong Kong encerrou em queda pressionada pelo mau desempenho da Bolsa de Xangai. O índice Hang Seng caiu 114,54 pontos, ou 0,5%, e terminou aos 23.892,84. O setor imobiliário fechou com resultados mistos. Cheung Kong baixou 1%, mas Sino Land subiu 0,2%.
Queda
As Bolsas da China fecharam em queda pelo quarto pregão seguido. Muitas pequenas empresas anunciaram resultados mais fracos do que o esperado. Além disso, os investidores tornaram-se cautelosos antes do feriado do Dia do Trabalho, preocupados com a possibilidade de o Banco Central chinês aproveitar a data para endurecer a política econômica. O índice Xangai Composto caiu 0,5% e fechou aos 2.925,41 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1,2% e encerrou aos 1.217,74 pontos. A agrícola Q Ningbo Tech-Bank e a Ningxia Qinglong Pipes Industry atingiram a baixa limite diária de 10%.
Crédito
O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Túlio Maciel, afirmou que o estoque de crédito direcionado cresceu 0,9% de fevereiro para março e 3% no trimestre por conta do forte volume de recursos destinados à habitação e não por aumento de operações do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES). Segundo dados divulgados hoje pelo BC, o estoque de crédito direcionado totalizou R$ 606,865 bilhões, o que equivale a um aumento de 0,9% em relação a fevereiro.
Juros
A taxa média de juros cobrada nos empréstimos concedidos no Brasil subiu 4 pontos percentuais no primeiro trimestre, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. Os juros médios foram de 39% ao ano em março, alta de 0,9 ponto percentual no mês. A taxa para pessoa física é a maior desde junho de 2009, quando foi 45,6%.
Pessoas físicas
A maior alta foi para os juros de financiamentos destinados a pessoas físicas, que ficou em 45% ao ano, aumento de 4,4 pontos percentuais no trimestre e 1,2 p.p. no mês. Para empresas, os juros ficaram em 31,3% ao ano, crescimento de 3,4 p. p. nos três primeiros meses do ano e 0,7 p.p. no mês.





