MERCADO FINANCEIRO
Distante
A Bovespa voltou a recuperar os 67 mil pontos perdidos segunda-feira, mas num pregão de pouco entusiasmo e volume novamente enxuto. O índice à vista seguiu as bolsas internacionais, à distância, ajudado pelas ações de empresas dos setores de papel e celulose, construção civil e bancos.
Em alta
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,26%, aos 67.144,26 pontos. Na mínima, registrou 66.722 pontos (-0,37%) e, na máxima, os 67.413 pontos (+0,66%). No mês, a Bolsa acumula perda de 2,10% e, no ano, de 3,12%. O giro financeiro totalizou R$ 5,257 bilhões. ''Os investidores estão na expectativa da ata do Copom (sai amanhã) e, também, do encontro do Fomc, amanhã (hoje), com a entrevista de Bernanke (Ben Bernanke, presidente do Fed, pós encontro)'', comentou Eduardo Oliveira, da Um Investimentos.
Expectativa
A Bolsa seguiu ontem o desempenho externo, puxado pelo índice de confiança do consumidor norte-americano melhor do que o esperado e balanços também acima das expectativas, como os da Ford e da 3M. A expectativa com balanços aqui ajudou as ações do setor financeiro doméstico - hoje, antes da abertura do mercado, Bradesco divulga seus números.
Positivo
Petrobras ON subiu 0,03% e PN, 0,08%. A empresa informou ontem que a sua produção média de petróleo e gás natural, no Brasil e no exterior, totalizou 2.613.994 barris de óleo equivalente por dia (boed) em março. O resultado é 0,38% superior ao reportado em fevereiro deste ano e 2,26% maior do que março de 2010. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho recuou 0,06%, a US$ 112,21 o barril. Vale ON subiu 0,08% e PNA, 0,06%. Nos EUA, o Dow Jones avançou 0,93%, aos 12.595,37 pontos, S&P 500 terminou em +0,77%, aos 2.847,54 pontos, e Nasdaq, 0,90%, aos 1.347,24 pontos.
Negativo
O dólar no balcão caiu 0,51%, a R$ 1,5640. Na máxima, a divisa dos EUA bateu em R$ 1,5690 (-0,32%), e na mínima foi a R$ 1,5620 (-0,64%). O dólar pronto recuou 0,51%, a R$ 1,5630. Às 16h34, o volume movimentado na clearing de câmbio da BM&F somava US$ 1,865 bilhão, sendo cerca de US$ 1,161 bilhão em D+2. O Banco Central voltou a fazer dois leilões de compra de dólares no mercado à vista, com taxas de corte de R$ 1,5642 e R$ 1,5639. Estas atuações, contudo, apenas ajudaram a amenizar as perdas.
Juros futuros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2017 marcava 12,64%, de uma mínima intraday de 12,60%, ante 12,75% de segunda-feira. Após escorregar para a mínima de 12,52%, o DI janeiro de 2021 (11.305 contratos) indicava 12,55%, de 12,66% no ajuste de segunda. O DI janeiro de 2013 caía de 12,73% para 12,68%. Nos curtos, o janeiro de 2012 estava em 12,30%, nivelado ao ajuste, enquanto o DI julho de 2011 estava em 11,98%, estável.
Na Europa
As bolsas europeias fecharam em alta ontem, impulsionadas por resultados corporativos fortes nos dois lados do Atlântico e pela melhora na confiança do consumidor dos EUA. O índice Stoxx Europe 600 encerrou o dia com ganho de 0,3%, aos 281,23 pontos, depois que os mercados europeus voltaram de um feriado de Páscoa de quatro dias.
Índices
O índice FT-100 da Bolsa de Londres subiu 0,85%, para 6.069,36 pontos; o CAC-40 de Paris avançou 0,58%, para 4.045,29 pontos; o DAX de Frankfurt ganhou 0,84%, para 7.356,51 pontos; o Ibex-35 de Madri terminou a sessão com alta de 0,63%, aos 10.650,60 pontos; e o MIB de Milão registrou +0,56%, aos 21.932,78 pontos. Entre as principais bolsas a de Lisboa foi a única a encerrar o dia em queda, recuando 0,19%, para 7.582,88 pontos.
Suporte
As ações europeias receberam suporte de Wall Street, onde Ford Motor e 3M anunciaram balanços trimestrais que superaram as estimativas dos economistas. Outro fator positivo para as bolsas foi o aumento no índice de confiança do consumidor dos EUA medido pelo Conference Board para 65,4 em abril, do dado revisado de março de 63,8. Na Europa, o UBS foi um dos destaques e subiu 3,9% em Zurique. O banco suíço teve queda de 18% no lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, mas o fluxo de entrada de capital de clientes ricos se recuperou para o maior nível desde 2007.
(Agência Estado)





