Queda
A cotação do dólar comercial fechou em baixa de 0,32% ontem, a R$ 1,571 na venda. Com isso, a moeda norte-americana registra o menor valor de fechamento desde o dia 4 de agosto de 2008 (quando valia R$ 1,563). O Banco Central (BC) voltou a realizar dois leilões para a compra de dólares no mercado à vista no pregão de ontem. As taxas aceitas foram R$ 1,569 e R$ 1,570. A medida busca elevar a cotação da moeda.


Desacelerado
O fluxo cambial em abril continua em ritmo bem menos intenso do que nos meses anteriores deste ano. De acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central, as entradas de divisas neste mês, até o último dia 15, superaram as saídas em US$ 605 milhões. No primeiro trimestre deste ano, a média mensal do fluxo foi de US$ 11,9 bilhões. Mas nos 11 primeiros dias úteis de abril do ano passado, o desempenho foi negativo em US$ 977 milhões.


Fluxo negativo
Na primeira quinzena deste mês, a desaceleração do ingresso de moeda estrangeira no País se deu basicamente por conta do fluxo financeiro, que ficou negativo em US$ 277 milhões no período, com entradas de US$ 19,295 bilhões e saídas de US$ 19,571 bilhões. É nesse grupo que são contabilizadas, por exemplo, as operações de crédito externo, que passaram a ser taxadas em 6% de IOF nos financiamentos com prazo de até dois anos. Já no segmento comercial, o fluxo no mês está positivo em US$ 881 milhões, com exportações de US$ 8,942 bilhões e importações de US$ 8,061 bilhões.

Semana
Considerando-se somente a semana passada, o fluxo cambial foi positivo em US$ 618,6 milhões. O financeiro teve resultado negativo de US$ 356,5 milhões, com entradas de US$ 8,724 bilhões e saídas de US$ 9,080 bilhões. O segmento comercial, por sua vez, teve superávit de US$ 975,1 milhões, com exportações de US$ 4,382 bilhões e importações de US$ 3,407 bilhões.


Intervenção
O Banco Central informou ainda que as intervenções feitas no mercado à vista de câmbio elevaram as reservas em US$ 4,574 bilhões, no mês até o dia 15 de abril. As compras no mercado a termo tiveram impacto de US$ 440 milhões.


Tóquio
A Bolsa de Tóquio encerrou o dia de ontem em alta acentuada, com investidores encorajados pelos resultados positivos do balanço da Intel, bem como com o iene mais fraco - que ajudou empresas de chips, como a Tokyo Electron. O índice Nikkei 225 avançou 1,76% e fechou aos 9.606,82 pontos. Mas o volume permaneceu relativamente baixo, com 1,76 bilhão de ações.


Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em alta ontem. A recuperação das bolsas dos Estados Unidos e da Europa, aliada à presença de investidores em busca de ofertas de ocasião, estimularam os investidores da região. Os bons resultados da tecnológica Intel também tiveram reflexos nas bolsas. Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que encerrou quatro sessões seguidas de queda.


China
Já as Bolsas da China fecharam em leve alta, com a recuperação dos demais mercados regionais. O índice Xangai Composto ganhou 0,3% e fechou aos 3.007,04 pontos. O índice Shenzhen Composto subiu 0,4% e encerrou aos 1.274,25 pontos.


Valorização
O yuan atingiu valorização histórica sobre o dólar, após o Banco Central chinês fixar novo recorde para a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,5346 yuans para 6,5294 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5255 yuans, de 6,5305 yuans do fechamento de terça-feira.


Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta ontem, puxados por um avanço nos papéis do setor de tecnologia, que receberam suporte dos resultados financeiros positivos divulgados ontem por empresas como Intel, IBM e Yahoo. As ações de montadoras também tiveram um bom desempenho. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou em alta de 4,64 pontos, ou 1,69%, a 279,06 pontos.


Destaques
Na terça-feira, após o fechamento das bolsas norte-americanas, a Intel anunciou que seu lucro aumentou 29% no primeiro trimestre na comparação com igual período do ano anterior, acompanhado por um crescimento de 25% na receita. A IBM anunciou uma expansão de 10% no lucro do primeiro trimestre, enquanto o Yahoo divulgou queda tanto na receita quanto no lucro.
(Das Agências)

mockup