MERCADO FINANCEIRO
Ajustes
O mercado de juros encerrou a terça-feira com viés de queda nos principais contratos de curto e médio prazos, enquanto os longos terminaram perto dos ajustes de ontem. Na véspera da decisão do Copom, a aposta de alta da Selic em 0,25 ponto porcentual firmou-se como majoritária na curva a termo, embora a previsão de aumento de 0,5 ponto porcentual ainda esteja no páreo.
Sinais
O sinal de queda dos DIs, segundo operadores, decorreu principalmente dos dados do Caged de março e também em linha com o comportamento do dólar, e apesar da pesquisa de emprego do IBGE, dos dados de inflação e dos números da arrecadação de março. A moeda norte-americana fechou no balcão em queda de 0,88%, a R$ 1,576.
Movimentação
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI maio de 2011 (510.375 contratos) projetava 11,874%, ante 11,86% no ajuste de segunda-feira; o DI junho de 2011 (612.985 contratos) estava em 11,945%, de 11,95% de segunda; e o DI janeiro de 2012 (337.695 contratos) caía de 12,27% para 12,25%. O DI janeiro de 2013 (152.570 contratos) cedia de 12,68% para 12,63%. O DI janeiro de 2017 (20.585 contratos) passava de 12,57% para 12,59% (máxima) e o DI janeiro de 2021 (10.595 contratos) estava também na máxima, a 12,50%, de 12,49% de segunda.
Trégua
Passado o susto com a decisão da Standard & Poor's (S&P) de colocar em cheque a credibilidade AAA dos EUA, os mercados acionários tiveram um dia de trégua e compra de oportunidades. Na Bovespa, não foi diferente, embora o índice tenha sofrido para manter-se nos 66 mil pontos, já que se ressente de recursos estrangeiros. As ações da OGX, mais uma vez, foram destaque, ontem de alta. Mas nem de longe conseguiram apagar o tombo de mais de 17% da segunda-feira.
Avanços
O Ibovespa avançou 1,14%, aos 66.158,09 pontos. Na mínima, registrou 65.417 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 66.257 pontos (+1,29%). No mês, acumula perda de 3,54% e, no ano, de 4,54%. O giro financeiro totalizou R$ 5,558 bilhões.
Na esteira
As bolsas norte-americanas subiram na esteira dos dados do mercado imobiliário. Houve avanço de 7,2% no número de construções novas nos EUA em março, para 549 mil, o maior número em seis meses, enquanto as permissões subiram 11,2%, ante previsão de +3%. Alguns balanços também agradaram e o Dow Jones terminou o dia em alta de 0,53%, aos 12.266,75 pontos. O S&P subiu 0,57%, aos 1.312,62 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,35%, aos 2.744,97 pontos. As bolsas europeias também terminaram no azul, ajudadas pelos números sobre a atividade do setor privado da zona do euro.
Pechinchas
No Brasil, a compra por pechinchas naturalmente passou pelas ações da OGX, que desabaram 17,25% na véspera, com os investidores reagindo negativamente ao relatório sobre as reservas da companhia. OGX ON subiu 4,86% e, novamente, liderou o giro individual, com R$ 738,998 milhões.
Petrobras ON terminou com ganho de 1,09% e PN, de 0,94%. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio subiu 0,96%, a US$ 108,15 o barril. Em Londres, os metais também fecharam majoritariamente em alta. Vale ON subiu 0,91% e PNA, 1,17%.
Devolução
O dólar devolveu a alta da véspera ante o euro e o real, entre outras moedas. A divisa norte-americana sucumbiu em meio ao inesperado crescimento na atividade econômica na zona do euro em abril e o bem comportado leilão de títulos da Grécia. A cautela com a situação fiscal dos EUA também pesou, após o rebaixamento ontem da perspectiva do rating de crédito soberano dos EUA pela agência de classificação de risco S&P. Ontem, a China, maior detentora de bônus do Tesouro dos EUA, pediu que o governo norte-americano adote seriamente medidas políticas para garantir os interesses dos investidores.
Queda
No fechamento, o dólar à vista caiu 0,88%, para R$ 1,5760, menor valor desde o dia 8 de abril, quando encerrou em R$ 1,5740 e era, por sua vez, a menor taxa desde 4 de agosto de 2008 (de R$ 1,563). Na BM&F, o dólar pronto terminou em baixa de 0,77%, a R$ 1,5770. O giro financeiro em D+2 até às 16h35 somava cerca de US$ 1,8 bilhão. No mercado futuro no mesmo horário acima, o dólar para maio de 2011 recuava 0,97%, a R$ 1,5755, com um volume negociado de US$ 14,037 bilhões.
(Agência Estado)





