Mal


A curta semana começou mal para a Bovespa. O índice perdeu os 66 mil pontos e chegou perto de recuar abaixo dos 65 mil, seguindo a aversão ao risco do exterior. As bolsas lá fora reagiram em baixa ao anúncio da S&P de rebaixar a perspectiva do rating soberano dos Estados Unidos para negativa. Petrobras, Vale e siderúrgicas tiveram perdas fortes, mas foi OGX ON que se destacou, ao despencar mais de 15%.

Em queda

O Ibovespa terminou a sessão em queda de 1,90%, aos 65.415,49 pontos, menor nível desde 10 de fevereiro passado (65.755,66 pontos). Na mínima, registrou 65.158 pontos (-2,29%) e, na máxima, os 66.706 pontos (+0,03%). No mês, o índice acumula perda de 4,62% e, no ano, de 5,61%. O giro financeiro totalizou R$ 9,944 bilhões, engordado pelo vencimento, que totalizou R$ 2,45 bilhões.

Sobraram

Sobraram notícias ruins ontem. A China elevou novamente seu compulsório bancário, as preocupações com a solvência da Grécia voltaram a crescer e os EUA se tornaram foco de tensão, depois que a S&P decidiu reafirmar o rating AAA do país, mas reduzir a perspectiva da classificação de estável para negativa. Dow Jones perdeu 1,14%, aos 12.201,59 pontos, S&P 500 recuou 1,10%, aos 1.305,14 pontos, e Nasdaq recuou 1,06%, aos 2.735,38 pontos. As bolsas europeias também fecharam com perdas, superiores a 2%.

Volátil

No Brasil, o vencimento de opções sobre ações trouxe volatilidade na primeira metade do pregão. No período da tarde, as oscilações diminuíram um pouco, mas as perdas, não. OGX ON foi destaque de baixa ao desabar 17,25%. Os investidores não gostaram do perfil das reservas de petróleo da empresa apontadas em relatório divulgado na sexta-feira pela DeGolyer & MacNaughton (D&M).

Perdas

Petrobras ON perdeu 3,98% e PN, 3,92%. O petróleo recuou 2,31% em Nova York, negociado a US$ 107,12 o barril. Vale ON caiu 1% e PNA, 0,99%, influenciadas pelo compulsório chinês e pela expectativa com a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para amanhã.

Valorização

O dólar no mercado doméstico ajustou-se ontem à valorização externa. Apesar da redução pela Standard and Poor's da perspectiva do rating de crédito soberano dos EUA e de o ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, ter dito domingo que o risco de uma crise da dívida dos EUA tornou-se muito grande, a moeda norte-americana beneficiou-se ontem de um movimento de busca de proteção liderado por investidores, que saíram das Bolsas e das commodities.

Subida

No fechamento, o dólar à vista subiu 0,76%, cotado a R$ 1,590 no balcão, após uma queda acumulada de 0,94% nas três sessões anteriores. Na BM&F, o dólar pronto encerrou com ganho de 0,81%, a R$ 1,5893. No mercado futuro às 16h34, o dólar para maio de 2011 estava em alta de 0,79%, a R$ 1,590, com um volume financeiro de US$ 16,886 bilhões. Nos dois leilões diários de compra de moeda à vista, o Banco Central fixou as taxas de corte em R$ 1,5992 e R$ 1,5890.

Nova York

Em Nova York às 16h30, o euro caía a US$ 1,4231, de US$ 1,4432 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar subia a 0,8965 franco suíço, de 0,8920 franco suíço na sexta-feira. A libra recuava a US$ 1,6266, de US$ 1,6322.

Juros

Mesmo com o noticiário favorável às ordens de venda de taxas, a maioria dos contratos de juros futuros terminou a negociação normal da BM&F em alta moderada. O DI junho de 2011 (246.665 contratos) projetava 11,955%, de 11,94% no ajuste da sexta-feira; o DI julho de 2011 (397.615 contratos) estava em 12,038%, de 12,02% na sexta-feira; e o DI janeiro de 2012 (376.375 contratos) passava de 12,28% para 12,27%. O DI janeiro de 2013 (178.360 contratos) subia de 12,64% para 12,68%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (20.810 contratos) apontava 12,57%, de 12,54% na sexta-feira, e o DI janeiro de 2021 (6.145 contratos) avançava de 12,46% para 12,48%.

Na Europa

Os principais índices do mercado de ações da Europa encerraram a primeira sessão da semana em forte queda, pressionados pelo fato de a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) ter rebaixado de estável para negativa a perspectiva do rating AAA dos Estados Unidos. Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 caiu 125,93 pontos, ou 2,10%, para 5.870,08 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 93,24 pontos, ou 2,35%, para 3.881,24 pontos.

(Agência Estado)

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