MERCADO FINANCEIRO
Destaques
Os juros futuros terminaram com as taxas de curto e médio prazos em alta, enquanto os contratos de longo prazo cederam. O destaque do dia foram as declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em Washington, lidas como uma sinalização de que o processo de aperto da Selic não deve estar perto do fim como se acredita.
Movimento
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (518.630 contratos) marcava 12,28%, de 12,25% no ajuste. O julho de 2011 (144.405 contratos) estava em 12,02%, de 12% quinta-feira. O DI janeiro de 2013 (194.220 contatos) estava em 12,64%, de 12,67% no ajuste. O DI janeiro de 2017 (14.485 contratos) cedia para 12,54%, de 12,57% no ajuste.
Atento
Durante o seminário, promovido pelo The Brookings Institute, em Washington, Tombini afirmou que o BC está atento aos riscos inflacionários gerados pelo intenso fluxo de entrada de capital no País. Mais especificamente, o mercado se ateve à afirmação de que ''estamos no meio de um ciclo de aperto monetário''.
Ânimo
As declarações do presidente do BC animaram os investidores a se posicionar para uma elevação da Selic em 0,5 ponto porcentual na próxima quarta-feira, e a precificação dessa aposta na curva a termo cresceu um pouco em relação a quinta-feira, de 25% para 30%. Se tal expectativa pressionou a ponta curta, por outro lado, produziu alívio nos contratos longos. Para a decisão do Copom em junho, a curva continua projetando 100% de possibilidade de aumento de 0,25 ponto na taxa básica.
Câmbio
O dólar caiu no mercado doméstico em meio ao fluxo positivo ontem e as apostas na continuidade desse movimento, apesar das medidas já adotadas e das que ainda podem vir a ser anunciadas pelo governo. A perspectiva de mais ingressos de recursos no mercado local foi reforçada ontem também pela declaração de Tombini em Washington.
Queda
No fechamento, o dólar à vista caiu 0,06%, para R$ 1,5780 no balcão. Na semana, no entanto, a divisa apurou leve alta de 0,25%. Em abril, a queda acumulada é de 3,19% e, no ano, de -5,17%. Na BM&F, o dólar pronto terminou em baixa de 0,25%, cotado a R$ 1,5765. Até às 16h40, o giro financeiro à vista somava cerca de US$ 2,176 bilhões, sendo US$V 1,442 bilhão em D+2. No mercado futuro às 16h37, o dólar para maio de 2011 recuava 0,13%, para R$ 1,5780, com um volume negociado de US$ 13,805 bilhões.
Euro
No exterior, o euro atingiu a mínima intraday de US$ 1,4389 depois que o presidente do Bundesbank (banco central da Alemanha), Axel Weber, freou as expectativas sobre a inflação da zona do euro, gerando dúvidas sobre a continuidade do aperto monetário do BCE, que teve início semana passada. Às 16h36, o euro caía a US$ 1,4421, de US$ 1,4489 no fim da tarde de ontem. O dólar subia a 0,8932 franco suíço, de 0,8921 franco suíço quinta-feira.
Bolsas
A Bovespa subiu ontem e diminuiu um pouco as perdas acumuladas nas cinco sessões anteriores, acompanhando o sinal positivo do exterior. O pregão doméstico teve um empurrão das ações da Petrobras. Os papéis dos bancos, que titubearam no início do dia por conta de declarações do presidente do Banco Central sobre o processo de aperto monetário, não fecharam com uniformidade.
Ganhos
O Ibovespa terminou o dia com ganho de 0,61%, aos 66.684,21 pontos. Na mínima, registrou 65.832 pontos (-0,67%) e, na máxima, os 66.765 pontos (+0,73%). Na semana, o índice caiu 2,95%, no mês, 2,77%, e, no ano, 3,78%. O giro financeiro totalizou R$ 6,102 bilhões. A Bovespa teve um pregão volátil, pautada por movimentos técnicos, embora tenha se fiado na alta das bolsas externas. O exercício de opções sobre ações da próxima segunda-feira e a falta de dinheiro estrangeiro ampliaram a volatilidade dos negócios e mantiveram o Ibovespa boa parte da sessão em queda.
Queda
Vale foi um dos destaques de baixa. A ação ON caiu 0,25% e a PNA, 0,35%, apesar de a maioria dos preços dos metais ter subido e de a China ter divulgado indicadores bastante robustos de atividade - vazados quinta-feira. Petrobras ontem terminou em alta de 2,85% na ON e 2,12% na PN. Petróleo avançou 1,43%, a US$ 109,66 o barril na Nymex.
(Agência Estado)





