MERCADO FINANCEIRO
Ensaio
Depois de tombar quase 4% nas quatro sessões anteriores, a Bovespa ensaiou devolver parte desse recuo ontem, mas não passou de uma intenção. O sinal negativo das bolsas externas, depois de indicadores fracos nos EUA e preocupações com os países periféricos na Europa, fez os investidores venderem papéis também no mercado acionário doméstico. O índice pendeu ainda por causa do vencimento de opções sobre ações, que afetou principalmente as ações da Petrobras.
Em baixa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,31%, aos 66.278,89 pontos, menor nível desde 17 de março (66.215,93 pontos). Na mínima, registrou os 66.090 pontos (-0,60%) e, na máxima, os 67.042 pontos (+0,84%). No mês, acumula perdas de 3,36% e, no ano, de 4,36%. O giro financeiro totalizou R$ 6,377 bilhões. Petrobras foi quem mais sentiu o jogo do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira. Os papéis terminaram em queda de 1,64% na ON e 0,65% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio avançou 0,93%, a US$ 108,11.
Ganhos
Além do exercício, também o sinal externo não ajudou muito a Bolsa ontem, já que as bolsas europeias recuaram e as norte-americanas trabalharam praticamente o dia todo nesse sentido. Dow e S&P viraram para cima perto da hora final e aliviaram o índice doméstico. O Dow Jones terminou o dia com ganho de 0,12%, aos 12.285,15 pontos, S&P subiu 0,01%, aos 1.314,52 pontos. Nasdaq caiu 0,05%, a 2.760,22 pontos. Os dados divulgados ontem nos EUA, de pedidos de auxílio-desemprego e inflação ao produtor, foram ruins.
Câmbio
O mercado de câmbio doméstico acompanhou a queda externa do dólar em relação ao euro e outras moedas ontem. No fechamento, o dólar caiu 0,57%, a R$ 1,5790 no balcão. A moeda bateu a máxima intraday, de R$ 1,5910 (+0,19%), após a abertura, mas rapidamente devolveu o ganho e passou a oscilar em baixa. A mínima à tarde foi de R$ 1,5780 (-0,63%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou na mínima do dia, em baixa de 0,53%, a R$ 1,5805. No mercado futuro, às 16h38, o dólar para maio de 2011 recuava 0,44%, a R$ 1,5825, com um volume negociado de US$ 10,554 bilhões.
Sem sustentação
No começo do dia, o euro chegou a operar a US$ 1,4518, mas perdeu sustentação após entrevista do ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, que alimentou rumores de reestruturação da dívida da Grécia. Além disso, a disparada das taxas dos papéis do governo de Portugal e uma alta do juro dos papéis do governo da Espanha também pesaram contra o euro. No entanto, após a divulgação dos indicadores norte-americanos, o dólar fraquejou. Às 16h32, o euro subia a US$ 1,4491, de US$ 1,4443 no fim da tarde de quarta-feira.
Tesouro
Em dia de agenda doméstica sem força para movimentar as taxas de juros na BM&F, o destaque da quinta-feira ficou com o leilão de títulos públicos do Tesouro Nacional, que fez ontem a maior oferta de LTN do ano, de 10 milhões de papéis, vendida integralmente. Nos DIs, as taxas oscilaram marginalmente na maior parte da sessão, tendo firmado queda no período da tarde.
Movimentação
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 marcava 12,25%, de 12,29% no ajuste, com giro de 333.780 contratos. O DI janeiro de 2013 (172.205 contratos) estava em 12,67%, de 12,70% no ajuste e o DI julho de 2011 (287.000 contratos) situava-se em 11,99%, de 12,03% no ajuste. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (22.870 contratos) estava em 12,57%, de 12,58% no ajuste de quarta-feira, e o DI janeiro de 2021 (2.545 contratos) indicava 12,48%, ante ajuste de quarta-feira a 12,50%.
Surpresa
No leilão, o mercado se surpreendeu com o tamanho da oferta de LTN do Tesouro, de 10 milhões de papéis, ante os 6 milhões vendidos na semana passada, que foi toda absorvida pelos players, refletindo o interesse pelos papéis ante a expectativa de fim próximo do ciclo de aperto monetário. Também foi totalmente vendida a oferta de até 500 mil LFT.
Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em leve alta ontem, com os investidores ainda preocupados com a crise nuclear e à espera dos resultados das grandes companhias japonesas, cuja divulgação está prevista para a próxima semana. As ações da montadora Isuzu Motors dispararam após a notícia de uma possível aquisição por parte da Volkswagen. O índice Nikkei 225 subiu 0,13% e fechou aos 9.653,92 pontos.
(Agência Estado)





