Em queda
A taxa de câmbio doméstica completou cinco dias consecutivos abaixo do patamar de R$ 1,60, um piso informal do mercado financeiro mantido ao longo dos últimos anos. Nas operações de ontem, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,591, em uma queda de 0,12%, após oscilar entre R$ 1,598 e R$ 1,581 ao longo desta sessão. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,710 e comprado por R$ 1,550 nas casas de câmbio paulistas.


Avaliações
A constatação de que as medidas cambiais já tiveram algum impacto sobre o fluxo cambial não impedira o declínio das cotações, enquanto o mercado avalia qual deve ser o ajuste definido para a taxa Selic, na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) marcada para a semana que vem.


Positivo
O Banco Central, que comprou dólares por duas vezes ontem, também informou que as saídas de moeda superaram as entradas por US$ 14 milhões no início deste mês. No acumulado deste ano, no entanto, o saldo ainda é positivo - em US$ 35,5 bilhões, isto é, quase 50% acima do total registrado para todo o ano de 2010.


Divididos
Analistas do setor financeiro estão divididos entre aumentos de 0,25 e 0,50 ponto percentual para a Selic, com a maioria apostando no segundo número. Esse incremento mais acentuado dos juros básicos, no entanto, não deve impedir novas medidas do governo para deter a inflação. E deve estimular novas iniciativas no campo cambial.


Projeções
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou ontem um conjunto de projeções onde prevê que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo feche 2011 dentro do intervalo de 5,0% a 6,0%. ''Uma nova e derradeira elevação da Selic na reunião de abril (de 50 pontos-base, elevando a taxa a 12,25%) deve ser combinada com uma nova rodada de medidas macroprudenciais, de modo a enxugar ainda mais a liquidez do mercado de crédito'', avalia a área de análise da Concórdia Corretora, acrescentando que ''se a extensão do prazo mínimo de isenção do IOF sobre empréstimos e captações externas não tiver impactos significativos sobre o câmbio, o governo deverá tomar outras medidas para conter a valorização do Real''.


Futuro
As taxas projetadas no mercado futuro ficaram praticamente estáveis na sessão de ontem. No contrato para julho, a taxa prevista subiu de 12,01% ao ano para 12,03%; para janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 12,28% para 12,29%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista avançou de 12,69% para 12,70%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.


Pré-sal
A Petrobras já está licitando uma segunda rota de gasodutos para transportar o gás natural que será produzido nos próximos anos no pré-sal da Bacia de Santos. A primeira rota, que vai atender ao campo de Lula e ao Teste de Longa Duração de Guará, entre outros, é o gasoduto que leva o gás para Mexilhão e de lá para a costa. A expectativa da Petrobras é de chegar a 2020 com um volume de 30 milhões de metros cúbicos por dia disponível para mercado. O volume equivale ao total que o Brasil tem contratado para importar da Bolívia diariamente.


Tecnologia
As bolsas europeias fecharam em alta ontem, conduzidas pelos ganhos da Alcatel-Lucent e da ARM Holdings no setor de tecnologia e das montadoras na Alemanha. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou em alta de 2,01 pontos, ou 0,7%, aos 278,25 pontos. O setor de tecnologia ficou entre os maiores destaques do dia. As ações da Alcatel-Lucent subiram quase 8% depois que o Morgan Stanley elevou a avaliação da empresa para overweight, de equal-weight, dizendo que verificações recentes com as operadoras dos EUA sugerem que a Alcatel tem apresentando um bom desempenho nesse mercado.


Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, em meio à compra de papéis que ficaram baratos na queda recente do mercado e ao iene fraco. Empresas do setor automobilístico, como Toyota Motor e outras gigantes do setor, tiveram valorização superior as demais ações do mercado. O índice Nikkei 225 avançou 0,90% e fechou aos 9.641,18 pontos, após a perda de 1,69%, anotada na véspera, quando autoridades anunciaram elevação no nível de gravidade do acidente na usina nuclear Daiichi, em Fukushima.
Das agências

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