MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
Sem atrativos no curto prazo e com uma semana de agenda pesada pela frente, a Bovespa teve uma segunda-feira de pouco vigor e giro fraco. A oscilação do índice, bastante curta na maior parte da sessão, ganhou um pouco mais de amplitude no período da tarde, quando as mínimas foram sendo renovadas. Petrobras e bancos ajudaram a manter o índice nesse patamar, enquanto algumas ações reagiram a notícias pontuais e subiram.
Queda
O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,81%, aos 68.164,36 pontos. Na mínima, registrou 68.029 pontos (-1%) e, na máxima, 69.177 pontos (+0,67%). No mês, acumula perda de 0,61% e, no ano, de 1,64%. O giro financeiro minguado totalizou R$ 5,477 bilhões.
Intervalo
Depois de ficar semanas oscilando entre 66 mil e 68 mil pontos, a Bovespa agora empacou no intervalo seguinte, entre 68 mil e 70 mil pontos. Ontem, chegou bem perto de cair abaixo dos 68 mil, mas o suporte foi mais forte e o índice resistiu. Petrobras foi um dos destaques negativos da sessão, que ganhou reforço na hora final com a inversão para baixo dos papéis da Vale.
Petrobras
As ações da petrolífera, que continuam afetadas pela pressão do governo pelo não-reajuste dos preços da gasolina, também sentiram ontem o baque da queda do petróleo. A commodity encerrou em baixa de 2,54%, a US$ 109,92 o barril no contrato para maio negociado na Nymex, influenciada pela percepção dos agentes de que, uma vez muito elevadas, as cotações terão impacto sobre a demanda.
Índices
Petrobras ON terminou em queda de 1,43% e PN, de 1,86%. Vale ON fechou em +0,13% e PNA, em -0,21%, em dia que os metais encerraram majoritariamente em alta.
Bancos
No setor financeiro, Bradesco ON caiu 0,65%, Itaú Unibanco PN, -0,74%, BB ON, -1,33%, e Santander unit, -1,87%.
Tremor
No exterior, além da alta de preços ganhando corpo, ontem o Japão voltou a preocupar, depois do registro de um novo terremoto. O tremor, de 7,1 graus na escala Richter, atingiu Tohoku, no noroeste do país.
Direções opostas
As bolsas norte-americanas operaram sem direção única na maior parte do dia, em meio à cautela dos investidores antes do início da temporada de balanços trimestrais, que começou ontem com os números da Alcoa. No final, Dow Jones subiu 0,01%, aos 12.381,11 pontos. S&P recuou 0,28%, aos 1.324,46 pontos, e Nasdaq perdeu 0,32%, aos 2.771,51 pontos.
Dólar
O dólar no mercado doméstico operou em alta e com um volume de negócios à vista maior ontem, após cair em cinco das seis últimas sessões e acumular uma perda de 3,44% no mês até sexta-feira passada. O dólar à vista fechou com ganho de 0,51%, cotado a R$ 1,5820 no balcão. Na BM&F, o dólar pronto encerrou na máxima do dia, de R$ 1,5815, com ganho de 0,44%. O giro financeiro em D+2 até 16h30 de ontem somava cerca de US$ 1,7 bilhão - 58% acima do giro de sexta-feira. No mercado futuro às 16h36, o dólar para maio de 2011 avançava 0,89%, a R$ 1,5855, com um volume negociado de US$ 10,794 bilhões ou 30% inferior ao movimento anterior desse vencimento.
Banco Central
Ontem, o Banco Central só fez dois leilões de compra à vista, o que já estaria dentro dessa estratégia. As taxas de corte nessas operações foram de R$ 1,5810 e R$ 1,5808.
Câmbio
Em Nova York às 16h38, o euro recuava a US$ 1,4430, de US$ 1,4480 no fim da tarde de sexta-feira; a libra cedia para US$ 1,6349, de US$ 1,6376 anteriormente. O dólar subia levemente a em 0,9068 franco suíço, de US$ 0,9064 franco suíço na sexta-feira.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI junho de 2011, o primeiro a vencer após a decisão do Copom no dia 20 de abril, projetava 11,939%, de 11,88% no ajuste de sexta-feira, com 35.945 contratos. O DI julho de 2011 (302.565 contratos) subia de 11,97% para 12,02%. O DI janeiro de 2012 (284.105 contratos) exibia taxa de 12,31%, de 12,25% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2013 (114.940 contratos) avançava de 12,71% para 12,77%. Os contratos longos operavam perto da estabilidade, com o DI janeiro de 2017 (18.365 contratos) projetava 12,70%, de 12,71% no último ajuste.
(Agência Estado)





