MERCADO FINANCEIRO
Volátil
A Bovespa teve um pregão bastante volátil, oscilando entre altas e baixas, sem se afastar muito da estabilidade. Na ponta superior da gangorra, o setor financeiro coroava a falta de medidas mais duras para controlar o fluxo cambial, enquanto, na ponta inferior, as blue chips sentiam o peso da interferência do governo em suas gestões.
Em alta
No final, o Ibovespa terminou o dia com alta de 0,20%, aos 69.176,12 pontos. Na mínima, registrou 68.695 pontos (-0,50%) e, na máxima, 69.334 pontos (+0,43%). No mês, o índice acumula alta de 0,86% e, no ano, perda de 18%. O giro financeiro totalizou R$ 6,159 bilhões.
Comparação
A Bovespa teve um desempenho melhor do que as bolsas norte-americanas porque, segundo Paulo Hegg, operador da UM Investimentos, ontem seu comportamento foi pior. Ele lembrou, no entanto, que a notícia sobre o novo terremoto no Japão prejudicou os negócios com ações ontem. Nos EUA, as bolsas passaram a operar em queda com a informação, mesmo com o bom dado de pedidos de auxílio-desemprego.
Influencias
No caso da Bovespa, as blue chips influenciaram o comportamento da Bolsa. Petrobras ON caiu 1,34% e PN, 0,60%. Os papéis foram afetados pela negativa, ontem, do ministro Guido Mantega de que os preços dos combustíveis poderiam subir, como havia dito antes do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli. Além disso, os papéis foram rebaixados pela Fitch.
Incertezas
Vale ON caiu 0,82% e PNA, 0,92%. Os papéis também estão sentindo a incerteza dos investidores com os rumos da companhia, com a troca do comando de Roger Agnelli por Murilo Ferreira.
Impulso
Na Nymex, o contrato da commodity para maio avançou 1,35%, a US$ 110,30. Os preços foram puxados pelo resultado dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que caíram mais do que o previsto e sinalizaram que a economia norte-americana estaria se recuperando (leia-se aumento da demanda). O Dow Jones terminou em baixa de 0,14%, aos 12.409,49 pontos, o S&P recuou 0,15%, aos 1.333,51 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,13%, aos 2.796,14 pontos.
Tombado
O dólar no mercado doméstico tombou ontem para o patamar de R$ 1,580, após a frustração dos agentes financeiros com a medida que estendeu a cobrança de IOF de 6% para as operações de empréstimo externo com prazos de até 720 dias. O mercado considerou fraca a novidade anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quarta-feira à noite, uma vez que ele vinha alertando que medidas mais duras estavam prontas e poderiam ser acionadas, se necessário.
Desacelerado
Contudo, por volta das 16h30, horário de fechamento do mercado à vista, a assessoria do ministério da Fazenda divulgou que o ministro Guido Mantega faria ontem, às 18h30, um comunicado no escritório paulista do Ministério. O assunto não havia sido divulgado. A notícia provocou imediata desaceleração da queda do dólar futuro maio 2011, para R$ 1,5930 (-1,67%), após este vencimento ter tocado a mínima intraday pouco antes, de R$ 1,5845 (-2,19%).
Em baixa
No mercado à vista, a moeda dos EUA encerrou em baixa de 1,73%, cotada a R$ 1,5860 no balcão, o menor valor desde 6 de agosto de 2008, quando terminou em R$ 1,5770. A mínima registrada à tarde foi de R$ 1,5830 (-1,92%) e a máxima, pela manhã, de R$ 1,6010 (-0,81%). Em abril, a desvalorização acumulada é de 2,70% e, no ano, de -4,69%. Na BM&F, o dólar pronto encerrou com queda de 1,71%, a R$ 1,5850.
Leilões
Diante do tombo do dólar, o Banco Central fez dois leilões de compra à vista, que foram insuficientes para estancar as perdas. Tanto que o dólar à vista renovou as mínimas após essas operações. As taxas de corte nos leilões ficaram em R$ 1,5944 e R$ 1,5855.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2011 (125.500 contratos) operava estável em 11,96%; e o DI janeiro de 2012 (348.075 contratos) apontava 12,25%, de 12,24% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2013 (258.215 contratos) passava de 12,70% para 12,71%. Nos longos, o DI janeiro de 2017 (52.955 contratos) oscilava de 12,71% para 12,70%, e o DI janeiro de 2021 (4.185 contratos), no mesmo nível de ajuste de ontem, projetava 12,60%.
Agência Estado





