Moderada


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão de ontem em seu patamar de preços mais alto desde 19 de janeiro, em um dia de recuperação moderada, porém com forte volume financeiro (R$ 7 bilhões, acima da média diária de março).

Destaque

Com um giro superior a R$ 1,5 bilhão, as ações da Vale foram o maior destaque do dia. No dia seguinte à confirmação de Murilo Ferreira, um antigo executivo da empresa, os investidores fizeram uma leitura positiva do novo presidente. O fato de ser um ''nome de dentro'' da Vale foi uma das principais razões citadas. O fim da ''novela'' da substituição também deve favorecer os papéis.

Intervenção

''Realmente, o governo já mostrou que tem a pretensão de interferir mais na Vale. Mas a empresa continua privada, e tem outros acionistas (de peso). Não é o caso da Petrobras. Na minha opinião, o mercado exagerou um pouco (no mês passado)'', disse José Goés, analista da corretora WinTrade. Em março, as ações da empresa desvalorizaram quase 5% com ''o suspense'' pela permanência ou não de Roger Agnelli à frente da empresa. A ação preferencial valorizou moderadamente ao longo do dia, para encerrar o pregão em leve alta de 0,06%, porém com forte giro financeiro: R$ 1,3 bilhão, isto é, 20% dos negócios realizados na Bolsa.

Em alta

O Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa paulista, subiu 0,19% no fechamento, aos 69.837 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, teve uma leve queda de 0,05%. O dólar comercial foi negociado por R$ 1,609, mantendo a cotação de segunda-feira. A taxa de risco-país marca 167 pontos, número 0,59% abaixo da pontuação anterior.

Notícias

Entre as principais notícias do dia, o banco central chinês elevou as taxas de juros do país em 0,25 ponto percentual. Trata-se da quarta vez que a autoridade monetária promove esse aperto nos juros desde outubro 2010. Pequim já demonstrou por diversas vezes o incômodo com alta dos preços, provocado pelo superaquecimento da economia e a alta internacional das commodities.

Expansão

Nos EUA, a sondagem da entidade privada ISM apontou que o setor de serviços teve expansão pelo 16º mês consecutivo em março, embora num ritmo mais lento na comparação com os seis meses passados. O índice desse instituto teve uma leitura de 57,3 pontos, pouco abaixo do registro feito em fevereiro. Analistas do setor financeiro projetavam um número mais próximo de 59,9 pontos.

Piso

O mercado de câmbio doméstico testou novamente a marca de R$ 1,60, que pode se tornar o novo ''piso'' informal das operações, em torno do qual governo e agentes financeiros devem travar sua habitual ''queda de braço''. Profissionais das mesas de operações não duvidam que o dólar possa oscilar abaixo desse patamar, mas há algum ceticismo de que permaneça nesse nível por muito tempo.

Entrada forte

''Existem todas as condições para que o dólar caia ainda mais. E as taxas já desvalorizam bastante porque houve entradas muito fortes nas duas últimas semanas. Mas acho que a autoridade monetária vai não vai deixar ceder abaixo desse valor (R$ 1,60) e deve fazer ainda mais leilões, por exemplo'', comenta Luiz Baldan, diretor da corretora Fourtrade.

Movimentação

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,609, sem alteração sobre o fechamento de segunda-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,615 e R$ 1,608. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,720 para venda e por R$ 1,570 para compra.

Leilão

Logo pela manhã, o Banco Central comprou dólares às 11h35 (hora de Brasília) e somente retornou ao mercado após as 16h, em seu leilão mais ''tardio'' dos últimos meses. Amanhã, a autoridade monetária deve abrir os números sobre o total de dólares que entrou no país, além de quanto desse montante ele adquiriu dos agentes financeiros.

Juros futuros

As taxas projetadas no mercado futuro subiram nos contratos mais negociados. No contrato para julho, a taxa prevista avançou de 11,93% ao ano para 11,97%; para janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 12,16% para 12,22%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista variou de 12,65% para 12,70%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

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